<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002</id><updated>2011-10-21T00:06:48.003-02:00</updated><category term='Humor'/><category term='Novelas'/><category term='Contos'/><category term='Candomblé'/><category term='Poesias'/><category term='Artigos'/><category term='Contos Infantis'/><title type='text'>Pau de Sebo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>95</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-1745107501269190008</id><published>2011-09-23T23:39:00.003-03:00</published><updated>2011-09-26T13:38:08.612-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>A Dama do Lago</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Quando a Bela das Brumas desapareceu, sem aviso nem sinal, Malman começou a ter vertigens e a imaginar que havia sido castigado pelo tanto que fizera antes de entocar-se na floresta. Era uma explicação fácil, sem dúvida, principalmente para alguém que sofria com a culpa do tamanho daquela nutrida, dia-a-dia, por Malman. E ele que acreditara, nos braços da Bela, ter voltado à vida e estar redimido, amargava agora a agonia da recaída.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;E a agonia de Malman era tanta que por vezes não parava de caminhar pela choupana, falando consigo mesmo, por um dia inteiro. Acordava, morto de frio, estatelado no chão de terra. E, mal abria os olhos, a agonia começava de novo. E de novo voltava à angústia e à desesperança dos tempos que antecederam o encontro com a Bela das Brumas: não comia, não dormia, só pausava o círculo vicioso quando desmaiava...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Num dos poucos momentos de racionalidade, Malman decidiu que se deixaria morrer. Já estava muito fraco de fome. Agora nem mais beberia um gole d’água. Seria como cortar os pulsos, pensava ele, o cansaço e o estupor levando-o no caminho da morte. E aí não sofreria mais, não haveria mais culpa, e nem a dolorosa saudade do corpo de Bela comendo-o no catre, devorando-o, arrebatando sua alma, enquanto ele a comia da mesma maneira...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;E estava cumprindo bem o seu desígnio quando, numa certa manhã, ao abrir os olhos, sentiu sede. E, com a sede, ouviu pássaros e viu os raios de sol que iluminavam o chão onde estava deitado. Sentiu vontade de estar vivo. E o primeiro que fez foi levantar-se, mesmo com dificuldade, e ir para fora. E ao dar com a mata que fechava a clareira, abriu os braços e aspirou profundamente o ar doce da floresta. Caminhou, então, em direção ao lago.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;O mato, as árvores, as valas, iam ora escondendo ora anunciando a trilha, que Malman conhecia bem. Tropeçava, entretanto, por conta da fraqueza em que ficara, até que, ao se aproximar da margem do lago, já bem mais rala a vegetação e úmidos os pés, o bruxo parou para respirar e então ouviu uma pequena voz que entoava uma suave canção. Espreitou e viu uma belíssima jovem que, sentada numa pedra, molhava os pezinhos na água.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;A jovem era sem dúvida uma fada, pensou Malman, enquanto se escondia para admirá-la melhor. Os cabelos louros desciam em grandes anéis, alguns quase um reflexo, e caíam pelos ombros e pelo colo delicado. Vestia uma espécie de túnica diáfana branca que contribuía para fazer-lhe mais etérea a figura. Tinha a tez muito alva, embora rosadas fossem as maçãs do rosto. E tudo nela era a perfeição de um camafeu – o nariz, a boca, as mãos...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Algum ruído chamou a atenção da jovem, que logo estava olhando em direção ao lugar onde estava Malman. E então, como a demonstrar que o via e não lhe tinha receio, a jovem sorriu para o bruxo, levantou-se e rumou em sua direção. Malman estava fraco demais para correr ou esconder-se; e ficou por ali mesmo, paralisado de vergonha, esperando que ela o alcançasse. E ela o alcançou e pousou a mão sobre seu ombro, acalmando-o. Imediatamente Malman sentou-se, e a jovem pode observar o estado lastimável em que o bruxo se encontrava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Parecendo saber do dilema e do suplício do bruxo, a jovem deixou-o sentado enquanto foi à beira do lago, e voltou trazendo água num pequeno cântaro. A pequenos goles deu de beber a Malman, e, quando saciou parte da sua sede, lavou-lhe o rosto e os pés, deixando que o bruxo a observasse. Terminado o ritual, a jovem sentou-se, encostada no tronco de uma árvore, fez sinal para Malman e o acolheu em seu colo. E, sentindo a mão suave da jovem no seu rosto e em seus cabelos, Malman adormeceu sem perceber que fechava os olhos e caía nos braços de Morfeu...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Acordou ainda no colo da jovem. Os cabelos dela, dourados pelo sol da tarde, tocavam suavemente o rosto dele. Haviam ficado ali por horas e a jovem não parecia cansada, tal era o seu sorriso luminoso. Malman sentia-se melhor do que nunca; melhor até que nos tempos em que dormia sobre colchões de penas e acordava entre sedas e lençóis de linho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Já sentado, Malman, agradecido, perguntou à jovem quem era ela. E ela respondeu-lhe que era a Dama do Lago e que sempre vivera por ali mesmo. Embora Malman afirmasse que nunca a tinha visto, a Dama disse que o conhecia bem. O bruxo, acostumado ao extraordinário, nada mais inquiriu – pôs-se de pé, sacudiu-se, e tomou o caminho de casa na companhia da jovem benfeitora que, com toda a naturalidade, seguia a seu lado, tão silenciosamente como se não estivesse ali.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Na verdade, nada na aparência da Dama do Lago gritava, chamando atenção. A não ser por sua prístina beleza e a tranquilidade que exsudava, a jovem passaria despercebida, mimetizada, tomada como um elemento da natureza que a rodeava. O contraste com a aura turbulenta de Malman era a única característica que a destacava enquanto caminhavam pela trilha em direção à choupana do bruxo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;O Sol acabava de se pôr quando chegaram. O bruxo entrou à frente, abrindo caminho entre debris, e a jovem atrás. Imediatamente após a entrada da Dama pareceu a Malman que a toca imunda se iluminava. Cada ponto que a jovem tocava ganhava a refração de um cristal. E logo o interior da morada brilhava como se um bando de pirilampos a tivesse invadido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Malman, encantado, sentou-se no catre enquanto observava a mágica aparentemente simples que a Dama utilizava. Até que ela deu-lhe um sorriso e perguntou-lhe se queria comer algo. E Malman sentiu uma grande fome, ou melhor, uma fome saudável, das que se sente quando se termina um dia de trabalho justo. E disse que sim, mas atalhou que não havia coisa alguma que comer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;A Dama, dando continuação à seção de mágica, fez surgir um par de peixes e os utensílios necessários: fogo, uma panela, óleo, dois pratos e pão. Para completar, esticou uma toalha branca sobre a mesa que Malman usava para tudo, e chamou-o para o jantar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;O peixe estava, como se pode imaginar, delicioso, leve e nutritivo. O pão fez um bom complemento e a conversa dos dois prolongou-se por algum tempo depois que terminaram a refeição. Sem fazer ruído, a Dama recolheu todos os pratos e empilhou-os num canto. Depois, com a suavidade que era sua característica, tomou Malman pela mão, conduziu-o para o catre, fez com que se deitasse e, sentada na borda, entoou uma canção de ninar que Malman reconheceu, agradeceu, fechou os olhos e dormiu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Quando acordou, Malman não reconheceu, de início, onde estava. Pouco a pouco, depois de apalpar-se bem e abrir e fechar os olhos várias vezes, percebeu que estava em casa. Só que a casa era muito diferente do que costumava enxergar: tudo brilhava; havia mais janelas abertas; os cantos escuros eram, agora, claros; e não havia traço de sujeira nos cantos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Ao levantar-se, espantado, deu com a jovem fada – ou melhor, com a Dama do Lago que, muito alegremente, deu-lhe um mavioso “bom dia” e perguntou se havia dormido bem. Malman agradeceu-lhe os cuidados e, lépido como há muito não conseguia mover-se, disparou em direção à floresta. Precisava aliviar-se e, pelo menos, lavar o rosto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Em seguida foi ao lago, onde se olhou na superfície espelhada. “Que lástima!”, pensou. Rápido tirou as vestes andrajosas e tomou um banho envigorante. Estava praticamente novo, quando saiu da água e faltou pouco para não atear fogo aos andrajos que o esperavam. Trataria disso depois, refletiu enquanto voltava à casa, ansioso por reencontrar a Dama.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Daquele dia em diante Malman e a Dama do Lago passaram a compartilhar a choupana que, agora, nada tinha mais da aparência do tugúrio onde o bruxo vivia sua vida de ermitão. Às vezes a jovem fada fazia-lhe companhia por um dia inteiro; às vezes, sem aviso, desaparecia. O bruxo foi se acostumando a essas idas e vindas e estadas. Estava feliz e nem sentia saudades das reuniões que tinha com outros bruxos. A única memória que lhe turvava o pensamento era, ainda, a Bela das Brumas...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Os dois magos trocavam ensinamentos e, pelo andar do que ocorria na casa, era Malman quem mais aprendia. Aos poucos os potes e vidros onde o bruxo guardava suas poções, pós, amuletos, unhas, patas e rabos, foram perdendo a coloração lamacenta, e o lodo foi-se transformando em filtros que coloriam vidros transparentes. Ao mesmo tempo, as conjurações de Malman – em que tempestades de raios e redemoinhos tenebrosos cruzavam os ares – foram dando lugar a delicadas transformações ensolaradas. Raramente saía o bruxo, sozinho, pela clareira à noite...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;A vida transcorria macia e calma. A Dama do Lago lhe contava histórias, cantava-lhe as canções do bosque, e era gentil. Punha-lhe para dormir e silenciosamente ia para o canto onde armara uma cama de almofadas. Malman acostumou-se a andar limpo, como nos tempos de outrora, e a apresentar para a Dama o seu melhor ser – o médico de grande compaixão e habilidade. Somente às vezes Malman sentia a intensidade da memória da Bela das Brumas. E quando essa memória era intensa demais, escondia-se e masturbava-se até que espantasse, com o gozo, a presença da cigana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Numa noite fria de Inverno, Malman não conseguia dormir em seu catre. Rememorava cada detalhe da noite em que encontrara a Bela das Brumas e a levara para casa; e cada detalhe do sexo furioso, das mordidas, chupões, gemidos, e do esfolamento ardido do seu membro que não parecia querer retroceder. Levantou-se cuidadosamente para não acordar a jovem fada e, de cócoras, num canto, como um lobo, começou a masturbar-se – devagar a princípio e mais forte, forte, fortíssimo... até que sentiu a mão da Dama no ombro. Que vergonha!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;A Dama, entretanto, não fez qualquer estardalhaço. Sem demonstrar qualquer estranhamento, levou-o pela mão de volta ao catre, onde sentou o desnudo Malman. De pé, diante dele, desvestiu-se, expondo ao bruxo toda a sua beleza. Tinha os seios pequenos e redondos, com bicos rosados; era delgada, mas não angulosa; as ancas eram as de uma menina, ainda estreitas; e o pequeno monte de Vênus era adornado por um delicado tufo de pelos, louros como seus cabelos. A alva tez e a carnação macia completavam o quadro dessa Afrodite pós-adolescente. Malman está completamente entregue à beleza pura da Dama do Lago.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;E então a jovem fada pega delicadamente a mão do bruxo e faz com ele a toque entre as suas coxas. Malman sente o interior úmido da Dama e sua ereção volta a se fazer notada. Ela sorri, afasta Malman para um lado e, deitando-se de costas, abre-se para ele. Malman entra, sem dor, sem luta, sem fustigamento. Apenas guarda-se dentro da Dama e os dois, com vagar e docemente, vão fazendo amor até que terminam num suspiro de prazer. E assim fazem uma só vez, antes de aninhar-se um nos braços do outro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Durante as semanas que se seguem Malman e a Dama dormem na cama que ele recém-construiu. Estão juntos e são perfeitos companheiros. Deitado sob as peles e abraçado à mulher que o aquecem, Malman crê que é feliz como nunca fora. Fazem amor metodicamente e a cada vez que o fazem, Malman sente que a culpa que carregara por tanto tempo vai se dissolvendo. Assim como vai se dissolvendo a memória exaustiva da Bela das Brumas...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;E chega o dia em que, sorrindo-lhe, a Dama do Lago anuncia que está grávida. E Malman não cabe em si de tanta alegria. É a coroação da parceria que tem com a jovem fada. É o milagre que nem a mais complexa magia poderia produzir. E que ele e ela, amando-se diariamente, haviam conjurado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Passam-se os meses, com Malman agora devolvendo os cuidados à Dama, dando-lhe sopinhas, colocando mais um travesseiro sob sua cabeça, fazendo todos os trabalhos da casa, contando-lhe histórias e inventando certos passos de dança que a faziam sorrir. Até que chega o dia e a hora do parto. E Malman – de volta à Medicina – não podia crer que a delgada mamãe desse à luz tão facilmente. Mas assim foi: algumas contrações e lá estava, chorando muito, uma linda menina. Logo deram-lhe o nome de Lívia, embora a tez fosse mourisca e os olhos e cabelos negros. E Malman teve a impressão de que formavam uma família.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;E o lar (sim, o lar) de Malman não poderia estar mais feliz. Com a chegada de Lívia, a Dama multiplica suas habilidades. Faz manjares, canta cantigas, dança danças encantadas. Exibe toda a sorte de truques paranormais – telecinese, levitação, telepatia... E faz com que Malman e Lívia estejam sempre alegres e sorridentes. Malman, por sua vez, constrói um móbile, coze marionetes, inventa personagens usando batatas, pepinos e tomates, e compartilha todos os momentos de alegria da pequena Lívia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;O casal voltou a fazer amor com frequência, da mesma forma metódica. Exceto quando, em determinada noite, estando Lívia já a dormir, a Dama segurou, sem aviso, o membro de Malman. Não era um segurar delicado, mas uma pegada incisiva, quase dolorosa. E o fez ficar ereto, terminando por chupá-lo com uma fome que surpreendeu Malman. Ato contínuo subiu sobe ele e comeu-o vorazmente, uma, duas vezes. Malman temeu que Lívia acordasse, mas foi também tomado pela febre e devolveu à Dama, em intensidade e empenho, o que ela lhe dera. E assim foram lutando e perdendo até que não havia mais forças e desejo que os fizesse continuar um dentro do outro, mordendo, dobrando, prendendo. Dormiram, então, exaustos e completos, desconhecendo a hora e a temência a Deus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;No dia seguinte, Malman acordou tarde, ainda doído da noite anterior. A jovem fada não estava por ali. E nem a pequena Lívia. Deviam estar visitando o lago, tomando banho, ensinando e aprendendo espertezas. Malman levantou-se e repassou o episódio da noite anterior. Era como se a Bela das Brumas o tivesse visitado, só para dizer que estaria sempre presente em sua vida. Na verdade, se Malman se lembrava bem, o corpo da Dama havia adquirido uma densidade e um peso que não lhe eram comuns; e a fome... ah, a fome! O que tinha sido aquilo?... Voltaram-lhe rapidamente as memórias do tempo de devassidão, que ele logo espantou com a mão, como se fossem moscas...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Passou-se então a manhã, e depois a tarde. Quando a noite caiu e as duas não voltavam à casa, Malman acendeu um archote e saiu a procurá-las pela clareira e, depois, pela trilha que levava ao lago. E não as achou. Voltando à casa, serviu-se de um velho encantamento para ver, na fumaça, o que teria havido. E viu as duas amadas correndo pela trilha que levava ao lago, sem olhar para trás, em fuga. “Foram-se!”, gritou, aturdido, Malman. “Foram-se”, repetiu várias vezes, cada vez mais alto, até que a expressão perdeu o jeito de palavra e transformou-se num grunhido desesperado. E então Malman rasgou as vestes, quebrou todos os móveis, derrubou todos os frascos, rasgou todas as cortinas e lançou-se ao catre com ganas de morrer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Pero Vaas = 23set11&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;[para Dark Butterfly – que não só inspirou o personagem, mas também contribuiu para a sua construção]&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Fax'; font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-1745107501269190008?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/1745107501269190008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2011/09/dama-do-lago.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/1745107501269190008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/1745107501269190008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2011/09/dama-do-lago.html' title='A Dama do Lago'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-3692503120063149921</id><published>2011-09-14T20:45:00.001-03:00</published><updated>2011-09-14T20:48:47.688-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos Infantis'/><title type='text'>As Botas de Lane</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-361u-rzewhA/TnE734D7nJI/AAAAAAAAAEg/dlSOwFavkvc/s1600/boots+2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-361u-rzewhA/TnE734D7nJI/AAAAAAAAAEg/dlSOwFavkvc/s1600/boots+2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Fax';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Fax'; font-size: large;"&gt;Lane andava muito triste, sem saber por que. Não tinha vontade de correr, nem brincar; ficava sentadinha no banco quando a professora liberava a turma na hora do recreio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Lucida Fax'; font-size: large;"&gt;Isso era muito estranho, porque Lane era conhecida por ser muito alegre e engraçada. Chegava de manhã na escola e contava uma história nova. Todos riam muito e pediam outra, que ela deixava para o dia seguinte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Lucida Fax'; font-size: large;"&gt;Mas nessa última semana tinha sido diferente. Lane estava muda, sem inspiração. Primeiro os coleguinhas perguntavam a ela o que tinha havido. Depois se perguntavam uns aos outros. E, como não havia resposta que coubesse, pararam de ligar pra Lane.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Lucida Fax'; font-size: large;"&gt;Na verdade, nem Lane sabia o que acontecia com ela. Mas sabia que tudo começara quando vira o menino novo sentar do lado dela. Naquele momento, o coraçãozinho de Lane deu um salto e ela perdeu toda a graça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Lucida Fax'; font-size: large;"&gt;E o pior de tudo era que o tal menino novo não ria das histórias dela, nem mostrava interesse algum. Só queria jogar futebol com os outros meninos. E nada de dar atenção à Lane. Se ao menos ela jogasse futebol...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Lucida Fax'; font-size: large;"&gt;Contou tudo pra mãe, sua melhor confidente, que a consolou dizendo que meninos eram assim mesmo, diferentes de meninas; mas que, com o tempo, eles iam se compreendendo melhor e dando um jeito de ficarem amigos. De quebra, com um beijinho carinhoso, a mãe prometeu a Lane uma surpresa – que ela não disse qual era, claro, nem quando daria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Lucida Fax'; font-size: large;"&gt;Mas coisas ainda pioraram quando veio na agenda o convite para a festa de aniversário de uma coleguinha. "E agora...", pensou Lane, "... eu não sei dançar... vou pagar o maior mico na frente desse menino...".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Lucida Fax'; font-size: large;"&gt;Naquele dia Lane foi para casa mais triste ainda. Desconsolada, nem fez o dever de casa. Atirou-se na cama de través, chorando. E estava no meio do choro quando viu um par de botas novinhas debaixo da cama...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Lucida Fax'; font-size: large;"&gt;"Uái... que botas são essas? Será que é a surpresa que mamãe comprou pra mim?", falou Lane consigo mesma. E logo calçou as botas, que ficaram certinhas no pé; muito confortáveis mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Lucida Fax'; font-size: large;"&gt;Lane se olhou no espelho e ficou muito alegre. As botas tinham sido feitas pra ela! E nem se deu conta quando, ao andar pra lá e pra cá, começou a ensaiar uns passinhos bem legais...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Lucida Fax'; font-size: large;"&gt;Foi uma tremenda surpresa se ver no espelho dando passos cada vez mais elaborados e difíceis, mesmo sem qualquer música tocando. "Será que essas botas são mágicas?", perguntou-se Lane. Nem quis saber da resposta; estava tão contente com a surpresa que ficou de botas o dia todo e só as tirou na hora descer para jantar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Lucida Fax'; font-size: large;"&gt;Naquela noite, Lane sonhou que estava com um grupo muito bem treinado, dançando uma quadrilha. Eram todos coleguinhas da escola. E dançavam muito bem, com muita animação. Menos o menino novo, que ficara de lado, amuado e sem graça. Lane ainda guardava a sensação do sonho quando acordou no dia seguinte. Era sexta-feira e a festinha estava combinada para aquele dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Lucida Fax'; font-size: large;"&gt;As horas da escola passaram bem rápido. Lane estava mais alegre e chegou a pular corda na hora do recreio. Os coleguinhas ficaram alegres também, vendo que Lane voltava a ser o que era antes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Lucida Fax'; font-size: large;"&gt;Naquela tarde, Lane escolheu o vestido rodado pra fazer muita firula no baile. Na hora de aprontar-se, calçou uma meinha e depois o par de botas, com muito jeito e cuidado. Olhou-se de novo no espelho e quase começou a dançar; mas já estava na hora da festa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Lucida Fax'; font-size: large;"&gt;Desceu correndo as escadas e nem ouviu quando a mãe perguntou que botas eram aquelas. Foi logo entrando no carro do pai da amiguinha e disse “Pé na tábua, “seu” Pero”. Todo mundo riu e lá se foram pra festa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Lucida Fax'; font-size: large;"&gt;O salão era grande, mas a meninada conseguiu encher a pista. A música era conhecida, a dança estava muito boa e alguns mais afoitos se contorciam. Lane chegou e foi logo para o meio do salão, sozinha. Dançava tão bem que todos paravam para vê-la. E nem bem estava se divertindo quando um menino após outro a puxava para fazer par.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Lucida Fax'; font-size: large;"&gt;No meio desse fuzuê, Lane viu o menino novo num canto, exatamente como no sonho, só comendo brigadeiro e sanduichezinho e tomando refri. Ficou meio que com pena, com vontade de ir até ele, mas não conseguia parar dançar, tantos eram os candidatos que parecia uma enorme fila.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Lucida Fax'; font-size: large;"&gt;Finalmente, num intervalo, Lane conseguiu tempo para beber um refri, fazer xixi e ir para perto do menino novo. Ele, tímido e triste, nem a cumprimentou, mas chegou para um lado, dando espaço para ela se ajeitar. Depois de um tempo, em que a música já começara de novo e Lane recusara alguns pretendentes, o menino novo falou, baixo e sem jeito: “Você dança muito bem...”. “Que nada...” respondeu Lane, “... você é que joga futebol muito bem; eu queria é saber jogar daquele jeito...”. Os dois riram muito e ficaram conversandinho até que se deram conta que a festa estava terminando e estavam tocando a última música.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Lucida Fax'; font-size: large;"&gt;Lane, então, pediu ao menino novo que dançasse com ela. Ele, a princípio, recusou, dizendo que não sabia dançar, mas a mão de Lane era doce e segura. E os dois foram para o meio do salão. Curiosamente, os passos de Lane foram se entrelaçando perfeitamente aos passos do menino novo e, quando a música terminou, os dois estavam dançando de rosto coladinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Lucida Fax'; font-size: large;"&gt;Antes de dizerem “bye”, o menino novo disse a Lane “Obrigado”. E Lane respondeu “Obrigada”, segurando nas bordas do vestidinho e ensaiando um cumprimento formal. E assim sorriram e partiram.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Lucida Fax'; font-size: large;"&gt;Chegando em casa, Lane deu um boa noite geral, piscou o olho pra mãe e subiu direto pro quarto. Atirou-se de través na cama, mas dessa vez não chorava. Só ria muito. Descalçou e arrumou as botas debaixo da cama, trocou rápido o pijama, escovou os dentes, fez xixi e foi direto dormir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Lucida Fax'; font-size: large;"&gt;No dia seguinte acordou com a mãe abraçando. “Viu a surpresa que deixei pra você debaixo da cama?”, perguntou a mãe. Lane, bem sabida que era, fingiu que não sabia e foi procurar as botas. Qual não foi surpresa quando viu, no lugar delas um par de tênis-chuteiras novinho, e ouviu a mãe dizer “Seu pai vai ensinar você a jogar futebol durante o fim-de-semana... Não é legal?”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Fax'; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Lucida Fax';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Fax';"&gt;Pero Vaas 14set2011&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: center; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Fax'; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Lucida Fax';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;[&lt;/span&gt;para minha amiga Lane, que anda borocoxô e merece um brake]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Fax';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-3692503120063149921?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/3692503120063149921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2011/09/as-botas-de-lane.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/3692503120063149921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/3692503120063149921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2011/09/as-botas-de-lane.html' title='As Botas de Lane'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-361u-rzewhA/TnE734D7nJI/AAAAAAAAAEg/dlSOwFavkvc/s72-c/boots+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-147531535327874103</id><published>2011-09-01T13:05:00.002-03:00</published><updated>2011-09-07T14:05:27.177-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Malman</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: center; text-autospace: none;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-n28wnSHuJuU/Tl-uwbwF3EI/AAAAAAAAAEc/XAbuOtoWXIk/s1600/mago+marselha.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-n28wnSHuJuU/Tl-uwbwF3EI/AAAAAAAAAEc/XAbuOtoWXIk/s1600/mago+marselha.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 6pt; margin-right: 0.9pt; margin-top: 3.6pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia;"&gt;Como e por que terá Malman ido parar na clareira da floresta? Esta é a história que precede o encontro com a Bela das Brumas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia;"&gt;O pai de Malman era um rico mercador de tecidos que tinha clientes e amigos poderosos. Quando Malman completou doze anos, o pai entregou-o à proteção de um bem-sucedido capitão de navios que faziam a rota para a Ásia e a África. E assim o rapaz pôde conhecer o mundo para além das fronteiras do lugar onde nascera.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia;"&gt;Logo o capitão deu-se conta da inteligência e da disposição do seu protegido. Malman aprendia tudo muito rapidamente – das tarefas da navegação à contabilidade da companhia. Tinha o espírito prático e, ao mesmo tempo, imaginativo e empreendedor. De sorte que, aos quatorze anos, já havia alcançado a posição de lugar-tenente junto ao capitão e protetor. Passava meses entre o mar e paragens exóticas e distantes e absorvia tudo o que trazia aquele mundo novo de possibilidades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia;"&gt;Foi assim que, observando e aprendendo os modos dos lugares que visitava, Malman encontrou sua vocação. Para ele, ler as estrelas, desenhar rotas, cozinhar mezinhas e adivinhar o futuro eram partes do mesmo universo de conhecimento. Levava para cada porto as habilidades que aprendera nos anteriores, adquirindo novas sabedorias e transformando-as todas em suas. E, com isso, ia-se tornando num médico de corpos e almas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia;"&gt;O capitão não deixou de observar o desenvolvimento do rapaz e, com a autorização concedida pelo pai de Malman, entregou-o aos cuidados de um famoso alquimista e cabalista espanhol. Na companhia deste novo mestre, Malman apurou os conhecimentos adquiridos nas suas viagens e passou a dominar as artes da química e das transformações, enquanto aprendia celeremente o Latim. Sendo o alquimista, além de sábio, um libertino, Malman logo praticou as delícias do cunnilingus, recebendo em troca magníficas felatta. Além disso, passou a amealhar boa parte da remuneração do mestre, acumulando economias que lhe serviriam no futuro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia;"&gt;Verificando que Malman estava prestes a superá-lo, inclusive nas conquistas femininas, o esperto alquimista presenteou-lhe com um traje negro e um chapéu de abas largas e mandou-o de volta para o pai. “Ite”, disse, “aula est...” e, com um tapinha nas costas e um apertão carinhoso nas bochechas, despediu-se do aluno recém-formado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia;"&gt;Malman chegou à cidade natal montado num burro, tendo nos alforjes uma pequena bolsa com moedas de ouro e outras tantas com pós, pedaços de coisas, ossos de pequenos animais e preparados especiais. Mais atrás, presa a uma corda, vinha a mula que suportava o peso de dois baús negros, carregados de instrumentos, vasilhames e ampolas. A estranha procissão, embora pequena, ganhou fôlego de grande acontecido quando o populacho deu-se conta de quem era a densa figura e para onde ela se dirigia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia;"&gt;Apeado, Malman ganhou um ardoroso abraço do pai que, ao ver o filho tão bem posto, deu-se a si mesmo os parabéns pela grata idéia de mandá-lo correr mundo. Fechado o portão à frente dos curiosos, pai e filho dirigiram-se abraçados para a casa, onde foi imediatamente preparado um magnífico “repas”, que incluía sopas, assados, pastéis, lingüiças e as sobremesas mais deliciosas. Tudo regado ao bom vinho rosado do Mediterrâneo. Os comensais não podiam mais de contentamento e atiravam perguntas a Malman, que as respondia conforme podia, contando-lhes das aventuras nos continentes distantes e do aprendizado com seus mestres – omitindo as passagens menos lisonjeiras... Tantas e tantas histórias acabaram por cansar os comensais. Com abraços, Malman retirou-se e foi dormir no quartinho que fora seu até a adolescência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia;"&gt;O retorno de Malman foi ainda festejado por alguns dias. Nas primeiras semanas, o pai teve a oportunidade de visitar, na companhia do filho, as tantas casas nobres e burguesas onde tinha amigos, e falar dos préstimos que Malman estava habilitado a oferecer. Assim apresentado à sociedade local, Malman instalou-se ao lado da barbearia, alugando um galpão e transformando-o numa oficina com um aposento decorado, onde receberia a clientela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia;"&gt;Não demorou muito e Malman já era conhecido não só do lugarejo, mas também das cidades vizinhas, onde sua fama de médico havia chegado. E desta forma foi enricando, recebendo dinheiro, jóias, pertences e o que fosse de valor pelas consultas que dava e pelas poções e outros remédios que vendia e administrava. Também recebia, em troca de trabalhos especiais, favores das damas que lhe agradavam – muitos delas dispostas a conceder-lhe tais favores em virtude dos perfumes mágicos e outras feitiçarias que utilizava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia;"&gt;A fama e o enriquecimento rápido vieram acompanhados de arrogância e desprezo pelos sentimentos alheios. O coração de Malman, antes tão aberto aos sofrimentos do mundo, tornava-se duro na mesma proporção em que seus bolsos se enchiam e que cavaleiros e damas vinham confidenciar seus problemas íntimos e buscar as soluções que Malman oferecia. Já não bastavam as viúvas e as senhoras casadas, e mesmo jovens comprometidas, suas aias e mucamas, para saciar os desejos de Malman – ele, agora, queria as donzelas e, dentre elas, as mais puras. Obrigava mães em desespero a entregar suas filhas. Deitava-se com irmãs, fazia orgias onde o defloramento e a sodomia eram o ponto alto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia;"&gt;E Malman não tinha limites. Antes dos trinta já era o homem mais poderoso da região. Entretanto, ficara lasso, engordava a olhos vistos e tinha que esconder a pança sob o vetusto roupão de curandeiro. Não raro ficava intumescido pelo abuso do álcool e dos incontáveis acepipes que ingeria com despudor. Sentindo-se inalcançável, usava seus conhecimentos sem o mínimo respeito pela ética. Certo dia cismou de penetrar a mais formosa e casta donzela de que se tinha notícia. Meteu a idéia na cabeça e começou a cercar a família da donzela com mimos e palavras, tornando-se amigo dileto e freqüente comensal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia;"&gt;Usando do estratagema diabólico, levou a bela donzela a seu galpão, pretextando que desejava curá-la de uma inexplicável fraqueza, que vez por outra a fazia desvanecer. Uma vez no covil, deu-lhe de beber algo que disse ser um “vinho reconstituinte” mas que era, na verdade, uma poção da paixão, criada por um curandeiro africano que acabou morrendo em êxtase.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia;"&gt;E eis que, nem bem chegara ao derradeiro gole, a donzela se entrega a Malman, ensandecida. Arranha-se, sente-se queimar inteira, suspira, arqueia o corpo voluptuosamente e implora ao mago que a tome de uma vez para que cesse a agonia. Malman arranca-lhe as roupas, morde-lhe um seio e, depois, o suave pescoço; como um vampiro, alimenta-se do corpo virgem, enfia-lhe o membro na boca até que se engasgue uma, e outra vez, e mais outra... E, por fim, a penetra com brutalidade, na frente e atrás, sem parar, até que se cansa e a empurra para um lado, exangue, e dorme. Acorda algum tempo depois e serve-se novamente da donzela, sorvendo cada detalhe do prazer inescrupuloso e aumentando o sofrimento da presa que, entretanto, sente-se compelida a deixar-se devorar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia;"&gt;Ao despertar depois de tanta refrega, Malman dá com o corpo estuporado da donzela e se inteira de que teria que engabelar urgentemente a família amiga. E assim o faz: procura pelos pais da moça e diz que o caso é grave e que a menina teria que ficar sob sua vigilância contínua por alguns dias. A credulidade ingênua do casal é sua aliada, e Malman volta para a alcova, onde alimenta a donzela e a vai ressuscitando. A moça não se recorda de coisa alguma e, também ingenuamente, deixa que Malman a trate da estranha enfermidade até que, ao cabo de três dias, já se sente reabilitada e livre dos desmaios, concluindo-se a aventura com a devolução da jovem à casa paterna.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia;"&gt;Passam-se os dias como dantes, com Malman dando suas consultas e conspurcando as clientes por quem se sente atraído. Até que, estando a atender um par de senhoras, é interrompido por insistentes batidas à porta. Fechando enfezadamente o roupão, Malman dá com a donzela à sua porta. Está pálida e se diz tomada de enjôos; implora por alguma ajuda. E Malman percebe que está grávida. Convida-a a entrar e rapidamente desfaz-se das clientes que saem contrariadas. A sós com a donzela, insiste para que tome uma taça do seu vinho onde, disfarçadamente, dissolve um fortíssimo constritor. Com a moça tomada pelo torpor que lhe dá o álcool, despacha-a para casa e vai sentar-se, preocupado, num dos cantos do galpão. Mas logo afasta suas preocupações com um bom gole do rosado – este não batizado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia;"&gt;Poucos dias depois é novamente procurado pela jovem a quem dera o abortivo. A moça acomoda-se triste na poltrona que Malman lhe oferece e lhe conta que algo aconteceu e que não tem condições de explicar como ficara grávida. Seus pais a acusavam de leviana, embora ela tivesse a certeza de que não estivera na companhia de qualquer homem a não ser o mago. Nos olhos da jovem Malman vê a acusação que ela lhe dirigia e, fingido, inventa histórias, tece e torce argumentos com tanta habilidade que faz a menina sentir-se culpada por anelar semelhante ideia. A jovem, então, despede-se de Malman dizendo que o que a deixara mais triste e condoída fora perder um filho, agora que estava mesmo em desgraça...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia;"&gt;Pouco tempo depois Malman soube que a jovem se suicidara, atirando-se de uma ponte ao rio. Sentiu-se aliviado, mas não por muito tempo. Ao que parece, uma criada da jovem suicida aventara a hipótese do envolvimento de Malman no infortunado episódio, costurando partes imaginadas com algumas evidências, e a versão começou a ganhar corpo. E Malman foi sentindo a pressão. Primeiro foram escasseando os clientes, depois viravam-lhe o rosto na rua, ainda depois começaram a atirar-lhe impropérios. Os médicos e farmacêuticos locais, que haviam perdido clientela e prestígio com a prática de Malman, organizaram-se para conseguir um édito papal contra o mago. E por último, sua família passou a fechar-lhe as portas. O pai adoeceu e meteu-se na cama, de onde nunca mais levantou-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia;"&gt;Malman começou, assim, a viver o remordimento do que fizera com a desgraçada jovem. Passou a memória pelo que havia sido – e se orgulhava de ser – e pelo que se tornara. Não adiantava culpar a boa sorte; ao contrário, só lhe restava culpar a si mesmo, que transformara toda a riqueza e poder amealhados em distanciamento e frieza. E quando o pai faleceu de tristeza malman rasgou as vestes, rangeu os dentes, jejuou e tomou o destino da floresta, para viver em solidão e expiar sua pesada culpa. De médico, havia tornado-se um bruxo – e bruxo deveria ser pelo resto de seus dias...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;[Para Dark Butterfly, a amiga que inspirou a Bela das Brumas]&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia;"&gt;01set2001&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 3.6pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-autospace: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 17.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-autospace: none; text-indent: -9.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-147531535327874103?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/147531535327874103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2011/09/malman.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/147531535327874103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/147531535327874103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2011/09/malman.html' title='Malman'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-n28wnSHuJuU/Tl-uwbwF3EI/AAAAAAAAAEc/XAbuOtoWXIk/s72-c/mago+marselha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-8053213602349155015</id><published>2011-01-17T23:02:00.000-02:00</published><updated>2011-01-17T23:02:42.714-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'>Amnésia</title><content type='html'>Selma Eliza/tua amnésia/te mantém viva/em todas as minhas vidas/Just/De/como seja/estudando ballet/enviando-me flores/localizando meus posts e respondendo-me em outro século/com cartazes multi/teu nariz tua força/e eu ainda sentindo o perfume/dos teus roseirais/da Bom Jardim soterrada/e de tudo que minha memória guarda/mesmo do caco de vidro no fundo do mar machucando-me o pé/Selma Eliza/presente em todos os presentes/raspando em minha trave e fazendo-me gols completos/deixando-me encantado e mordido/sempre lembrando/sempre lembrando/sempre teu/raivosamente teu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-8053213602349155015?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/8053213602349155015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2011/01/amnesia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/8053213602349155015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/8053213602349155015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2011/01/amnesia.html' title='Amnésia'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-6208180349416531352</id><published>2011-01-06T11:31:00.000-02:00</published><updated>2011-01-06T11:31:12.447-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'>Duas para V/, uma gueixa</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 17.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-autospace: none; text-indent: -9.0pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 17.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-autospace: none; text-indent: -9.0pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 17.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-autospace: none; text-indent: -9.0pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;talvez/dizes e pensas/que assim me tens pelos arreios/e me tens/mas só um pouco/enquanto me anima/teu ranger de dentes/imaginado/na cama em que/te ato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 17.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-autospace: none; text-indent: -9.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 17.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-autospace: none; text-indent: -9.0pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;ela beijou-me com franqueza/água feita terra/firme/não houve riso/nem abrir de novas portas/apenas o centro do universo plantado/no meu peito/franco.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Segoe UI&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-6208180349416531352?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/6208180349416531352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2011/01/duas-para-v-uma-gueixa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/6208180349416531352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/6208180349416531352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2011/01/duas-para-v-uma-gueixa.html' title='Duas para V/, uma gueixa'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-4137796371321616904</id><published>2011-01-05T10:47:00.000-02:00</published><updated>2011-01-05T10:47:18.144-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Bom-Dia Brasil = 05 de janeiro de 2011</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Voltando da caminhada pela orla, fiz café, abri uma maçã e sentei-me diante da TV para checar o “Bom Dia, Brasil”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Assisti a três matérias em seqüência, no espaço de aproximadamente vinte minutos:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;1.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; reunião dos caciques do PMDB para discutir a relação com o PT, com pequenas entrevistas de Garibaldi Alves, Renan Calheiros, Michel Temer e Valdir Raupp, e com imagens subseqüentes de Roseana Sarney e outros convivas de menor evidência;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;2.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; entrevista com um especialista do IPEA sobre os problemas da Previdência, tendo em vista o “envelhecimento” da população do País e outras variáveis problemáticas detectadas pelo último censo; e&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;3.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; cenas de mais um desabamento de barreira na região serrana do Rio de Janeiro (Petrópolis), devido às chuvas recentes, com a conta de três mortos – uma adolescente e duas crianças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Enlaçando as duas primeiras matérias, assisti a comentários de Alexandre Garcia e Zileide Silva sobre a primeira crise de governo, advinda das disputas partidárias para preencher o segundo escalão do governo federal. Tais comentários referiam o aumento do salário mínimo como moeda de troca – o PMDB fincando o pé em não menos que R$580,00 e o governo (Guido Mantega) rebatendo que um valor superior a R$540,00 seria vetado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A terceira matéria, com cenas do local, retratava a dor dos familiares que perderam entes queridos. Nenhum comentário turvou as imagens cruas do drama que se repete. Desliguei a TV antes que o bloco chegasse ao fim e comecei a refletir sobre minhas reações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Que mundo é esse, afinal, onde convivem temas tão escandalosamente afins, embora dessemelhantes? A princípio, acho que vi um filme de conteúdos desconexos, repletos de imagens fantasmagóricas e referências turvas. Aos poucos vou encontrando a evidência de que as três matérias têm tudo a ver entre elas e de que, realmente, vivemos num circo de horrores, em que os mais necessitados arcam com o ônus da indiferença e do egoísmo da “elite dirigente”, sem que percebamos a relação de causa e efeito que subjaze a tudo isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;As cenas tão familiares de desabamentos ocasionadas pelas chuvas se perpetuam ano a ano. Com exceção, talvez, de Roberto da Silveira – prefeito de Niterói – nenhum dos governantes (governadores de estado ou prefeitos municipais) que vêm a público nessas oportunidades reconheceram responsabilidade pelos eventos. E nenhum deles, inclusive o mencionado prefeito, tomou medidas efetivas para evitar novos desabamentos durante a estação de chuvas de 2011. Dedicam-se prioritariamente, todos eles, às tricas e futricas associadas à sua sobrevivência política ou à expansão de seus territórios eleitorais e fortunas pessoais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Vindo de uma agradável experiência na orla, com minha mente e meu corpo conectados à Natureza, sou confrontado com a violência do noticiário. Não a violência de um tiroteio, não a violência de um seqüestro, não a violência de uma guerra; mas com a violência que está em quase toda a nossa vida política, explicitada na cara cínica de nossos dirigentes – violência surda, imperceptível, cruel e extremamente perversa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-4137796371321616904?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/4137796371321616904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2011/01/bom-dia-brasil-05-de-janeiro-de-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/4137796371321616904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/4137796371321616904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2011/01/bom-dia-brasil-05-de-janeiro-de-2011.html' title='Bom-Dia Brasil = 05 de janeiro de 2011'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-4210225383829225498</id><published>2010-12-29T11:05:00.001-02:00</published><updated>2010-12-29T16:38:33.821-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>O Valor da Amizade (Peça em Um Ato)</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Personagens&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Josi&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Perov&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Cena&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt; – Casa de Perov, três horas da manhã de um dia de semana. Dois ambientes contíguos – sala e quarto – divididos por tapadeira e abertos para a boca de cena. Na sala, um sofá e uma mesinha; no quarto, uma cama e um criado mudo. Luz como vinda da rua, filtrada em ambos os ambientes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;[Perov dorme em sua cama, apenas de cuecas. Ressona ritmada e docemente]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;[Súbito, alguém bate à porta] [Contra-regra – batidas à porta num crescendo de séries de três]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;[Perov desperta; vence o sono aos poucos e levanta-se tonto]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Perov [para si mesmo, coçando a bunda e dirigindo-se à sala aos tropeços] – Putamerda... quem será?...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;[as batidas na porta continuam, insistentes]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Perov – já vai, já vai... [acende a luz de canto da sala]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;[Perov olha pelo olho mágico, com esforço. Não consegue ver bem. Mais batidas à porta]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Perov – [quase gritando] Putamerda! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Perov – [abre a porta de supetão] Josi!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;[Josi avança para dentro da sala, sem dizer boa noite. Está desgrenhada, sem pintura. Veste um casacão e calça um par de pantufas. Fica claro que saiu de casa direto para a casa de Perov].&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Perov – Caralho! Que foi, menina? [fecha a porta]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Josi – [olhando para um lado e, depois, para o outro; continuando de pé] Tu me dás algo pra beber? Um mate, tens?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Perov – Peraí, Josi... você me acorda, entra na minha casa e nem boa-noite?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Josi - Bah, desculpe guri... é que eu tive um sonho ruim... [varre da frente do nariz uma mosca invisível] algo com minhas provas, meu Grêmio, meu namorado, minhas espinhas... sei lá...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Perov – [sentando-se no sofá e cruzando as pernas, boceja] – ahhhh...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Josi – [ainda de pé] - sem sacanagem... me ofereces algo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Perov – [levantando-se e fechando a cueca] - tá ... tá bem... um uísque serve?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Josi - Serve sim... aquele do outro dia... [atira-se ao sofá enquanto Perov serve uma dose num copo que está na mesinha, junto a um balde de gelo] [contra-regra: atenção para este detalhe].&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Perov – Duas pedras? [Josi não responde] ... pronto [estende o copo que Josi agarra e bebe de uma só vez].&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Perov – [de pé, diante de Josi, que continua sentada] Putamerda, Josi... que pesadelo, hein? [Perov debruça-se e acaricia os cabelos de Josi].&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;[Josi vê o membro de Perov endurecer, saindo um tanto pela cueca... dá uma agarradinha... massageia... beija... e solta]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Josi – Olha, Perov, desculpe... Não tô a fim de chupar teu pau agora não... mas tu podes fazer mais uma coisa pra mim?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Perov [soando contrariado, mas assente, recolhendo o membro] – diga, Josi, diga...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Josi – Tu chupas minha boceta? [quase deitada no sofá, Josi abre o casacão... não tem nada por baixo, abre as pernas e mostra a vagina bem exposta, apesar do grande tufo de pelos que a cobre].&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Perov [ajoelhando-se diante das pernas abertas de Josi, começa o cunilingus sem dizer palavra].&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;[Josi vai escorregando pelo sofá, colocando-se numa posição mais confortável. Alisa os cabelos de Perov, enquanto puxa a cabeça do amigo para si]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;[Iluminador: a luz da sala vai fechando até que só se vê a silhueta dos personagens, iluminada pela luz da rua, que filtra pela janela]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;[Somente sons discretos da chupada e a voz de Josi]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Josi – Ahhh, que bom... hummmm.....&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Josi – Mais forte... usa os dedos, guri.... hummm... isso... mais um... enfia... atrás também... assim.... chupa, vai... aí mesmo... com força... cachorro... cachorro... mais forte...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Josi – [instruções, frases e gemidos ad libitum até gozar em crescendo...]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;[Josi vai escorrendo do sofá e &amp;nbsp;Perov fica de pé&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;lentamente&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;, observando a amiga satisfeita]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;[Iluminador: pouco a pouco a luz se abre sobre a cena, até voltar à iluminação da lâmpada de canto]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Josi – [entre sorrisos dá a mão a Pero] Como eu sempre digo... nada como uma boa foda.... entre amigos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Perov – Anda, Josi... [levanta docemente a amiga do sofá].&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;[O casacão de Josi e as pantufas ficam por ali, na sala, equanto Perov e Josi, de mãos dadas, vão para o quarto e deitam-se na cama. Devagar, se acomodam, um de costas para o outro]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;[Iluminador: deixar acesa a luz do canto da sala]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Perov – té manhã, Josi...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Josi – té manhã, Perov... te adoro...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Perov – te adoro mais...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Josi – e a luz da sala, Perov?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Perov – [virando-se para Josi] se quiser, apaga quando sair, e depois bate a porta... té manhã, Josi... [vira de costas para Josi]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;[meio minuto de silêncio]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Josi – Perov?....&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Perov – hummmm?...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Josi – o que tu achaste dos meus seios?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Perov – [virando-se para Josi] São lindos, Josi... dorme aí, vai...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Josi – que bom que achas... [pausa]... tu devias lavar essa boca antes de dormir...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Pano Rápido&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.0pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;29dez2010&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-4210225383829225498?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/4210225383829225498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/12/o-valor-da-amizade-peca-em-um-ato.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/4210225383829225498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/4210225383829225498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/12/o-valor-da-amizade-peca-em-um-ato.html' title='O Valor da Amizade (Peça em Um Ato)'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-7290515657846872070</id><published>2010-12-14T22:33:00.000-02:00</published><updated>2010-12-14T22:33:04.032-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Recoil</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;Quando convenci minha namorada a fazer um ménage não tinha a menor idéia do que acabaria acontecendo. Queria muito testar até onde ia a vontade de Gabriela e sua disposição para vencer o desafio de termos companhia na cama. Ao mesmo tempo, gostava da excitação provocada pela história que fomos construindo ao longo de algumas semanas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;Vânia era uma amiga nossa. De vez em quando saímos juntos – eu e Gaby e Vânia e o marido, o João. Nestas vezes eu observava como as duas conversavam, excluindo a mim e ao João do papo. Tinham essa amizade feminina que fala um dialeto especial e troca comentários e olhares sem que nós, pobres diabos, entendamos o porquê de tanta graça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;Um dia Gaby mencionou-me que Vânia já teria tido experiência com outras mulheres e que havia lhe manifestado o desejo de come-la – o que não lhe despertou qualquer reação contrária. Na verdade, Gaby brincava com a idéia de experimentar uma relação dessas. Sempre muito curiosa e aventureira, tinha a força motriz que a levava a ser fora do comum. E, então, resolvi desafia-la.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;Com cuidado fomos tramando a oportunidade. Primeiro decidimos que Gaby sugeriria o ménage à Vânia. Se colasse, conversaríamos a três sobre como, quando e onde nos encontraríamos. De meu lado, ia estimulando Gaby, e também me estimulando, transando enquanto fantasiávamos um enredo em que Vânia estaria conosco. E finalmente Gaby trouxe-me a boa notícia: Vânia concordara e haviam já marcado nosso primeiro encontro para discutirmos a oportunidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;Confesso que não me senti muito à vontade quando nos sentamos, os três, para conversar. As duas já tinham intimidade suficiente, estrada suficiente, para saltar detalhes; enquanto eu pouco conhecia, diretamente, da faceta que Vânia começava a expor. Constrangido, percebi que a atenção de Vânia era centrada em Gaby e que pouco importava, para ela, que eu fosse Carlos, José ou Manoel. A esta altura senti que o desafio era meu e, não, de Gaby. Mas toquei adiante e sugeri um motel que já conhecia. Vânia retrucou com outra proposta: perversa, sugeriu que fosse na casa dela; João viajaria na próxima semana e a ocasião era esta. Gaby concordou e tive que fazer o mesmo, entendendo que este detalhe acrescentaria mais uma pitada de excitação ao ménage.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;Na noite daquele primeiro encontro, quando ficamos a sós, Gaby riu da situação, dizendo-me que eu teria que dar cabo das duas. Mal sabia ela que o desafio não era para o desempenho, mas para a capacidade de seguir com o enredo e desdobrar a trama sem tropeços...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;No dia marcado, lá fomos nós para a casa de Vânia. Gaby, atenciosa, levava uma orquídea de presente, enquanto eu, o lado prático, trazia comigo as camisinhas e o K&amp;amp;Y. E Vânia nos recebeu com aquele sorrisão de alegria. Logo estávamos bebericando na sala e, dali a pouco, deitados nus na cama do casal. E foi nessa hora que confirmei que a liderança não era absolutamente minha: Gaby levantou-se e disse que voltaria logo depois; enquanto isso, insistiu que deveríamos ficar mais à vontade, Vânia e eu. E quando Gaby voltou à cena, encontrou-nos deitados juntos, e nos beijávamos enquanto nos masturbávamos. Um beijo sem gosto, de faz-de-conta, e um toque mecânico, sem inspiração, mas suficiente para deixar-me ereto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;Gaby, então, meteu-se entre mim e Vânia e, aos poucos, ficou de quatro, pedindo-me que viesse por trás dela, enquanto começava a namorar – essa é a palavra – Vânia. Obedeci. A cena era muito bonita. Enquanto entrava em Gaby, podia ver como se apossava de Vânia. Os músculos dos ombros e das costas retesados, enquanto ela beijava a amiga e a masturbava. Saí de Gaby, sem gozar, a tempo de ver Vânia virar o jogo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;Nossa amiga é mignon, muito engraçadinha, pequenos seios, carinha bonitinha e pernas malhadas por corridas diárias. Um bom contraste com minha namorada – que é maior, um belo exemplo de mulher gostosa, de seios bonitos, nádegas e pernas carnudas e um rosto marcante. Sendo magra e atlética, Vânia, assim que sentiu-se livre do engate a três, encaixou-se entre as coxas de Gaby e a possuiu com a boca e os dedos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;Parado, apenas observando, vi que Gaby se contorcia de agonia na boca de Vânia. E também constatei que a maestria de Vânia era muito superior à minha. Não envolvia apenas chupar e dedar. Era todo um balé de louva-deus que pausava quando a excitação de Gaby quase atingia o clímax e re-começava, de outra forma, quando a sua ânsia chegava ao pico do desespero. A fome de Vânia não tinha fim, mas Gaby, condoendo-se de mim, depois de gozar mais de uma vez, sugeriu que Vânia me comesse, começando por chupar-me o pau.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;Novamente tive a sensação mecânica de antes. Vânia chupou-me diligentemente, mas sem paixão. Uma chupada técnica, eu diria. Mesmo quando fomos para a frente do espelho do armário porque eu desejava que ela se visse com meu pau na sua boca, Vânia portou-se como uma peça de equipamento. E assim foi, também, quando me cavalgou e sua boceta engoliu meu pau de uma só vez. Gaby, então, aproximou-se dela e ofereceu-lhe a boceta. Como resultado, Vânia começou a comer-me com mais tesão, ao mesmo tempo em que se esbaldava com minha namorada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;Gozamos os três, não sei em que ordem. Mas me recordo bem que, pela primeira vez, minha sensação de gozo não passou dos meus quadris. Foi realmente muito estranho não sentir prazer por todo o corpo, como sempre me acontecia. E fiquei feliz quando as minhas parceiras decretaram o final da ginkana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;Um a um fomos ao banheiro e depois ficamos ali um pouco, conversando. As duas em franca comunicação e eu tenso, querendo ir embora. Até que começaram a vestir-se e eu fiz o mesmo, rapidamente. Alegando um compromisso, apressei Gaby e seguimos em direção à sala. Ao chegarmos à porta, Vânia deu-me um abraço e, ao despedir-se de Gaby, deu-lhe um intenso beijo na boca, retribuído em igual intensidade por minha namorada, cuja boca vermelha e carnuda é o ponto central de seu rosto e minha atração principal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;Passou-se talvez uma semana antes de falarmos sobre o ménage. Quando fiz um comentário insípido, Gaby retrucou que Vânia a havia telefonado convidando-a para uma noite a duas. Imediatamente a imagem do beijo na boca, trocado à porta do apartamento de Vânia, me veio à memória. E aí senti o quanto meu coração estava partido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;Não pude dizer não à Gaby. Faz parte de nossa relação evitarmos cenas de ciúmes e não fazer valer qualquer idéia de posse. Engolindo a emoção, disse a ela que deveria ir. E dei-me conta de que havia me tornado um homem triste.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Para G/, que me pediu e eu fiz.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;14dez10&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-7290515657846872070?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/7290515657846872070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/12/recoil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/7290515657846872070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/7290515657846872070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/12/recoil.html' title='Recoil'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-6733690188341723119</id><published>2010-12-12T14:28:00.000-02:00</published><updated>2010-12-12T14:28:41.074-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'>Gueixa</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;meu dengo me diz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;- sou tudo que quiseres...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;meu dengo me entristece&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;pois que a quero como ela é&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;mais que tudo como ela é&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;descoberta casual&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;ou não [por estar escrito em nossa história]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;meu dengo é a realidade sutil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;que aparece e se esvanece&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;que não necessita de sujeito e predicado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;nem de forma ou conteúdo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;que não é rosto ou um par de pernas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;nem tom de pele ou menina dos olhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;é a gueixa suprema&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;de nome escrito a nankin&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;cujo toque não precisa do contato da matéria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;nem do sopro do espírito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;para que eu a sinta apertada a mim e&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;no momento seguinte a saiba&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;parte do cosmos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;12dez10&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Para Marcela, Gueixa Wasabi, amiga infinita.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-6733690188341723119?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/6733690188341723119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/12/gueixa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/6733690188341723119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/6733690188341723119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/12/gueixa.html' title='Gueixa'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-366925936444001836</id><published>2010-10-27T10:50:00.000-02:00</published><updated>2010-10-27T10:50:07.831-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>O Anjo Anunciador</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TMgfpeekGvI/AAAAAAAAAEQ/nFmgzfJAflo/s1600/A+Sacerdotisa.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TMgfpeekGvI/AAAAAAAAAEQ/nFmgzfJAflo/s200/A+Sacerdotisa.jpg" width="108" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Estava sem sono dia desses e saí para dar uma volta. Ao dobrar a primeira esquina, vi um vulto conhecido. Era Bruna, minha amiga, que saíra insone também.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Começamos a caminhar juntos e fomos indo até que nos demos conta de que o sono não viria. Procuramos, então, algum lugar para sentar e conversar. Infelizmente, com a Lei Seca e os assaltos, os bares da vizinhança estavam todos fechados, embora não fossem as duas da madrugada. Decidimos ir para a orla da praia do Leblon e, lá chegando, sentamos num banco de pedra e prosseguimos a conversa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Bruna estava preocupada porque essa era a noite da quarta lua cheia em que não conseguia dormir. Os pensamentos que não a deixavam repousar eram sempre os mesmos: a chegada da Terceira Fase do Galáctico Dois. Na verdade, a ansiedade de Bruna decorria de não saber ao certo a data precisa do início da Terceira Fase, e de desconhecer como reconheceria o Anjo Anunciador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Fui ouvindo a história e me assustando. A razão de minha insônia era a mesma dada por Bruna – a ansiedade pré-Terceira Fase. Quando terminou o relato, perguntei-lhe se havia tido algum sonho estranho na primeira noite de sono após o incidente que descrevera. Disse-me que sim, que sonhara por três vezes com uma figura feminina que bebericava champanhe brût rosé do início ao fim do sonho, harmonizada com ostras que pescava de um grande recipiente de prata. Era o mesmo sonho que eu havia tido com aquela estranha mulher, que nada falava e passava longas horas naquele exercício.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ao término da troca de informações, nos calamos então. E ficamos calados até que lembrei-me de que havia duas garrafas de Cordoníu Brût Pinot Noir na geladeira de casa, repousando desde que passei pelo Free Shop do Galeão. Propus que fôssemos tomar a bebida juntos com o intuito de decifrar algo dos sonhos que ambos tínhamos tido. Bruna aceitou o convite e lá fomos nós de volta para casa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ao acender as luzes da sala, pude ver com mais clareza minha amiga. Novamente espantei-me: sua semelhança com a mulher que aparecera em meus sonhos era gritante. Não me havia dado conta disto não sei por que. Mas agora, comparando as duas, perguntava-me como tinha deixado passar o fato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Bruna riu de minha expressão de espanto e pareceu tranqüila quando lhe contei o que havia pensado. De toda forma, vencida minha surpresa, trouxe a primeira garrafa, saquei a rolha sem estardalhaço, e servi nossas taças. Brindamos e, quando olhei para Bruna, a vi sentada exatamente como a mulher do sonho sentara diante de mim. E antes que eu falasse qualquer coisa, Bruna antecipou-se e disse, tentando acalmar-me, que era o Anjo Anunciador e que os sonhos tinham sido a melhor forma que encontrara de antecipar o encontro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Aos poucos fui pacificando as batidas do coração, embalado pela voz e pela firmeza de Bruna. Quando lhe fiz menção às ostras, Bruna respondeu-me que as ostras significavam “aquilo que guarda o segredo”. Para ilustrar, Bruna revelou-me o alvo colo, mostrando-me o estigma que lhe adornava o entresseios. Dei-me conta, então, do intenso magnetismo que Bruna exercia sobre mim, como se fosse a Lua revelada pelo céu escuro, controlando o movimento das marés. Pensei na Sacerdotisa, segundo arcano maior do tarô; e também pensei na Lua, décimo - oitavo arcano maior. Em ambos os casos, a profundidade da revelação do Anjo era maior do que eu poderia detectar de um vôo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Não sei como consegui levantar-me para trazer a segunda garrafa de champanhe. Sei, isto sim, que quando retornei à sala dei com Bruna despida, ainda sentada no sofá. Servi as taças novamente, brindamos e, quando me preparava para sentar, Bruna abriu os braços e depois apertou-me contra seus seios. Em seguida me fez deitar em seu colo. Agora relembrando, sei que minha reação carnal seria a de iniciar as manobras amorosas que me levassem ao âmago e ao êxtase. Mas nada disso aconteceu. Ao invés, placidamente fui me acomodando em Bruna e finalmente dormi o sono dos inocentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Quando acordei, agarrado a uma almofada do sofá, abri os olhos e vi um prato de ostras fechadas sobre a mesa de centro. Durante aquela semana, e depois aquele mês, voltei aos meus estudos esotéricos e consegui abrir alguns segredos – um deles, devo confessar, enquanto atirava um Bakugan. Ao cabo de algum tempo, encontrei-me de novo com minha amiga Bruna. Como se tivéssemos um pacto, fiz de conta que nada acontecera. Fomos ao cinema ver “Atividade Paranormal 2”. Durante a sessão pude observar que o estigma do Anjo brilhava no escuro, iluminando os seios de Bruna. Nos beijamos e foi só isso que aconteceu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Para minha amiga Bruna.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;27OUT10&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-366925936444001836?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/366925936444001836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/10/o-anjo-anunciador.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/366925936444001836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/366925936444001836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/10/o-anjo-anunciador.html' title='O Anjo Anunciador'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TMgfpeekGvI/AAAAAAAAAEQ/nFmgzfJAflo/s72-c/A+Sacerdotisa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-3290238455097265126</id><published>2010-10-06T21:34:00.001-03:00</published><updated>2010-11-10T23:10:25.824-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'>Os Mortos da Minha Praia</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;o que há c'os mortos da minha praia?&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;o mar é o mesmo&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;assim o céu&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;a praia nem tanto&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;os sarnambis se foram&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;assim as marias da toca&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;onde foram parar os navios que os despejavam&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;ou de onde caíam, presos na rede ou dilarecerados&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;por pás e hélices&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;os mortos da minha praia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;é doce morrer no mar&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;- quem diz não se afogou ou nunca provou&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;daquela carne aguada&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;dos mortos da minha praia...&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Pero Vaas - un poète romantique.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;06out10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-3290238455097265126?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/3290238455097265126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/10/os-mortos-da-minha-praia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/3290238455097265126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/3290238455097265126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/10/os-mortos-da-minha-praia.html' title='Os Mortos da Minha Praia'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-7254511187869184606</id><published>2010-10-04T21:36:00.002-03:00</published><updated>2010-10-04T21:36:29.729-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'>Todos os Mares</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Na barra da saia de minha mãe Yemanjá&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Sentei-me e coloquei meu coração entre as mãos d’água&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Olhei para o escuro horizonte&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;E para as embarcações lá longe&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Junto das ilhas apenas outras ilhas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Fechei os olhos e ouvi o Mar do Norte&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Toquei o fundo oleoso&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Apertei com os dedos dos pés a mistura&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;De areia, calcáreo e sargaços&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Ao longe também ouvi o sino do Marinheiro Só&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Balancei e me equilibrei na proa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;E fui bater indolor e agradecido&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Na praia da minha infância.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;04OUT10&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-7254511187869184606?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/7254511187869184606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/10/todos-os-mares.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/7254511187869184606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/7254511187869184606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/10/todos-os-mares.html' title='Todos os Mares'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-5211395824625002936</id><published>2010-10-03T11:32:00.001-03:00</published><updated>2010-10-04T21:36:59.845-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'>O Muro e a Expectativa</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;vejo um muro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;e nele colado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;- entre tantos outros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;antigos e novos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;também colados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;- um bilhete&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;sei que a mim é endereçado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;um bilhete&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;e quem colou-o ali&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;imagina que o verei entre tantos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;refulgente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;único&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;em alto-relevo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;e minha agonia é que não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;03OUT10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-5211395824625002936?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/5211395824625002936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/10/o-muro-e-expectativa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/5211395824625002936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/5211395824625002936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/10/o-muro-e-expectativa.html' title='O Muro e a Expectativa'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-7002206602308998551</id><published>2010-09-20T11:02:00.000-03:00</published><updated>2010-09-20T11:02:24.505-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'>Poeminha no MSN</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: .9pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Segoe UI&amp;quot;; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: .9pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;buenos días, estimada A/&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: .9pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;y que tengas una buena semana...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: .9pt; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;y que tus pensamientos me contemplen...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 17.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-autospace: none; text-indent: -17.6pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;y que, contemplandome, te dejes veer...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 17.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-autospace: none; text-indent: -17.6pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;y que, dejandome que te veas, te muestres...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 17.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-autospace: none; text-indent: -17.6pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;y mostrandote, te dispas...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 17.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-autospace: none; text-indent: -17.6pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;y dispiendote, me quieras...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 17.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-autospace: none; text-indent: -17.6pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;y queriendome, me permitas...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 17.6pt; margin-right: .9pt; margin-top: 0cm; mso-layout-grid-align: none; tab-stops: 36.0pt; text-autospace: none; text-indent: -17.6pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;y permitiendome, me tomes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;y tomandome, me comas!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Para minha irmã A/, que prefere ficar lambisgoiando pés.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;20SET10&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-7002206602308998551?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/7002206602308998551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/09/poeminha-no-msn.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/7002206602308998551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/7002206602308998551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/09/poeminha-no-msn.html' title='Poeminha no MSN'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-1401874349380969428</id><published>2010-09-20T09:41:00.002-03:00</published><updated>2010-11-10T23:08:49.221-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Um Conto</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Thelma deixou-me esta manhã. Não agüentava mais, disse-me. Durante alguns anos tentamos equilibrar nossas energias. Quer dizer: a vocação de Thelma para os espaços abertos e o meu talento para a inércia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Ao longo do tempo, fui construindo a meu redor, tijolinho a tijolinho, paredes sem-fim enquanto Thelma dançava, seguindo sua pulsação &amp;nbsp;e tentando não esbarrar nelas. Não posso reclamar agora – o trem apitou na curva e eu não me mexi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Quando nos conhecemos, pensamos que éramos um para o outro. A idéia de complementaridade nos fascinou e achamos que nossa soma seria mais que dois mais dois; nossa sinergia potencializaria um poder maior que nossa simples adição. Não foi assim. A não ser na cama.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Na cama era assim: eu por baixo e ela por cima. Éramos tântricos naturais. Eu, que nunca havia pensado em dividir a tal “responsabilidade pela performance”, reescrevi meu livro pessoal de prazeres. E Thelma podia, nessas horas, dançar, pulsar, vibrar todos os sons, percutir todas as notas. Eu gostava de pensar que, juntos, éramos o sino que soava seu mantra por sobre as montanhas de Minas Gerais, indo morrer num horizonte lá longe...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Infelizmente, o alimento que nos vinha pela serpente da Kundalini não era suficiente para matar a fome de outras carências, nem cuidar de outros impulsos. Eu diria que enquanto eu empilhava livros, Thelma voava com as palavras. Simples assim. E profético.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Num dia modorrento de final de semana, em que eu deixava a barba crescer e usava um velho calção de banho, Thelma ajoelhou-se do meu lado, pegou minha mão e recitou-me o mais belo poema de despedida que eu já havia ouvido. E disse-me que foi num impulso, de repente. Tentei, diante do inevitável, abraçá-la, conduzi-la para o nosso mundo fechado dos lençóis. Ela respondeu-me, então, que não adiantaria. E, passando a mão levemente pelo meu rosto, disse que sentia que até nosso tapete mágico a estava engessando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Percebi que era inútil. E deixei-a ir sem levantar um “ái”, ou derramar uma lágrima, para não contrangê-la. Meu amor por Thelma continuou exatamente o mesmo, até no jeito em que lhe abri a porta e a mantive aberta até que ela desaparecesse na esquina.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Agora estou aqui, relendo o jornal de domingo. Olho para as estantes à minha volta, levanto e vou abrir a porta. Quem sabe o passarinho não volta para a gaiola?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;20SET10&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-1401874349380969428?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/1401874349380969428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/09/um-conto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/1401874349380969428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/1401874349380969428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/09/um-conto.html' title='Um Conto'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-7716575118287138207</id><published>2010-09-20T00:05:00.000-03:00</published><updated>2010-09-20T00:05:51.598-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Mudar o Passado</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TJbOaIp7KCI/AAAAAAAAAEE/4R3lNlmEJe4/s1600/7336navio.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TJbOaIp7KCI/AAAAAAAAAEE/4R3lNlmEJe4/s200/7336navio.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Perco muito tempo querendo mudar o passado; em ser feliz imaginando ter tomado uma decisão certa no passado. A fantasia começa sempre pelos dois operadores lógicos “se-então”, por “e se [tal coisa] então tudo seria perfeito”. Obviamente não posso mudar o passado; mas, mesmo assim, tenho essa fantasia aqui e ali.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Não seria mais adequado agir para que o futuro fosse melhor? Claro! Mas que trabalho daria! Que investimento de razão e energia eu teria que fazer... Que atitude revolucionária tomar a história em minhas mãos... E, no entanto, tenho tudo que seria necessário para determinar meu futuro: a experiência com os erros cometidos e os recursos acumulados, que me permitem caminhar pela estrada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;É fácil tomar a decisão acertada depois de tudo ter acontecido. Se fosse possível prever, com precisão, quais riscos se concretizariam efetivamente durante uma travessia, as seguradoras marítimas estariam falidas. Trabalhar com o passado como se fosse o presente se assemelha à atitude do armador que resmunga, depois de cumprida a viagem sem intempéries, porque comprou um seguro que, no fim das contas, provou-se desnecessário... E, no entanto, nos entregamos constantemente a esse inútil exercício... E se?...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Creio que a inteligência animal se especializa na sobrevivência – isto é, em dominar o futuro. Mas sou obrigado a rever esta certeza toda vez que vejo a mim, ou ao outro, empenhando-se em mudar o passado... [A não ser, é claro, aqueles que manipulam a história, ao arremedo de “&lt;/span&gt;&lt;st1:metricconverter productid="1984”" w:st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;1984”&lt;/span&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;. Mas isso é outra estória...].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;20SET10&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-7716575118287138207?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/7716575118287138207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/09/mudar-o-passado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/7716575118287138207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/7716575118287138207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/09/mudar-o-passado.html' title='Mudar o Passado'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TJbOaIp7KCI/AAAAAAAAAEE/4R3lNlmEJe4/s72-c/7336navio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-4106266596321722285</id><published>2010-09-15T09:59:00.003-03:00</published><updated>2010-09-15T10:00:32.716-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'>As Palavras</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;As palavras&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Quando as escrevo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Leio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Ou com elas penso&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;São também as pausas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Entre elas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Ao editar as palavras&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Edito também o espaço&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Entre elas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Imagino-as ditas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;E o som que têm&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Quando da minha boca se projetam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Posso dizer que de palavras sou feito&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Olho meu braço e digo: “braço”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;E assim por diante faço&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Até que amorteço completamente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Minha existência corpórea&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Indo direto ao espaço da mente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Onde tudo são palavras&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Tão-somente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;15SET10&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-4106266596321722285?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/4106266596321722285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/09/as-palavras.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/4106266596321722285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/4106266596321722285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/09/as-palavras.html' title='As Palavras'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-603586975915952856</id><published>2010-09-11T20:56:00.000-03:00</published><updated>2010-09-11T20:56:55.934-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novelas'/><title type='text'>Sincronicidades - O Esperto Aprendiz</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TIwWyDyjAGI/AAAAAAAAAD0/8_4mmo9F16g/s1600/mc09-eremita.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TIwWyDyjAGI/AAAAAAAAAD0/8_4mmo9F16g/s200/mc09-eremita.jpg" width="101" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;Antão era o armeiro do lugar. Bom armeiro era, mas não gostava do nome que lhe deram, em homenagem a Santo Antão, o Anacoreta. Preferia Antonio ou João, mas Antão era. E resignadamente seguia armando como se Antonio ou João fora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;O fabrico de uma boa espada demanda a forja, composta do fole, da bigorna, dos martelos e do tanque. Mais que isso: é necessário que se bata com força e bem; ser preciso nos golpes que dão forma ao metal; e saber o momento de temperar o ferro para as suas diversas serventias. Isso aprendera Antão como aprendiz de um tio, já que o pai era pedreiro e não armeiro e o tio se dispusera a ensinar ao menino as artes da sua guilda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;Seja como seja, Antão fazia bem o seu trabalho, e a clientela estava satisfeita; além disso, era o armeiro do vilarejo, já o dissemos, e embolsava uma razoável quantia já que, por ali, todos os varões andavam às guerras; e, se não às guerras, à cata de adereços portentosos para louvar-se às raparigas. Era feliz, assim, o nosso Antão, e o dizemos nosso pois que por ele temos carinho enorme.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;No cantar do martelo contra o ferro Antão saboreava seu segredo: mais que às espadas, lhe aprazia fabricar as bestas. Era particularmente cuidadoso na escolha das madeiras e no lustrar delas. E terminava por adoçar as curvas cavoucadas com o óleo natural das próprias mãos que passava e repassava, geralmente à noite, sobre coronhas e ombreiras. Era também esperto em criar setas de rara perfeição, cuja ponta destinava-se a perfurar as mais rijas couraças. E de tal modo eram perfeitas as bestas e setas das artes de Antão que, se o soubessem, viriam os de longe apreciá-las, encomendá-las e por elas pagar bastante bem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;Assim como aprendiz fora um dia, Antão tinha sob si um outro, de nome José Maria. Nunca lhe perguntara a origem do duplo nome, embora soubesse tratar-se de um filho cristão já que cristãos eram todos ali declarados. E José Maria era quedo e a maior parte do tempo mudo, preocupando-se em acertar e cumprir ordens e ensinamentos. No mais, testava as bestas que o sogro fabricava, pois tinha mira e treino militar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;Antão tinha uma filha. Chamava-se Josefa. E a José Maria Josefa agradava. Sabe-se lá por que, mas Josefa não se agradava de José Maria. Talvez por preferir um noivo pedreiro como o avô, a quem muito estimava, ou por sonhar com algum fidalgo de olhos claros e tez pálida. Alguém cuja fina mão manejasse melhor os ademanes da corte que os ferros, os fogos e as águas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;Secretamente Josefa botava cartas. Havia aprendido o trato dos arcanos com uma cigana que passara pedindo água. A princípio, as botava para si mesma. Aos poucos, já treinada, botava em segredo para este ou aquele cliente. Mas aquilo que é secreto com o tempo torna-se público. E então veio da corte um fidalgo que pedia auxílio numa tarefa de extrema delicadeza: deveria ficar onde sempre esteve – amuado, mas certamente vivo, embora exposto à peste e aos furúnculos – ou tentar a sorte para além da Trapobana?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;Sorte má que ao botar as cartas para Don Afonso – o tal fidalgo curioso – caiu-lhe um nove e, então, confundindo-o com o Ermitão que lhe significava o pai (quando, por certo, aqui o pai andaria pelos pés do Imperador) Josefa atrapalhou-se toda e leu a sorte pelo verso, misturada ao sonho de noivar bem para cima quando a verdade estava mais abaixo, confirmando peremptória que o melhor destino seria o de ficar na Corte a esperar momento melhor para partir aos sete mares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;E assim foi Don Afonso dizer de sua decisão a seu pai, Don Osório e, sem que avisado estivesse, servir de escárnio aos que o chamaram de cobarde e de fracassado, já que voltavam das Índias carregados de especiarias e madeiras-de-cheiro. E tanta raiva e ressentimento teve Don Afonso que denúncia fez de Josefa, por partes que teria com os judeus da Cabala, os mesmos judeus que mais tarde prenunciariam a glória de Zukerman e Chagall.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;Enquanto tudo isso sucedia, está lá Antão a malhar durante o dia e a adoçar curvaturas pelas noites afora, entre os bang-bangs do martelo e do quase imperceptível voejar imaginado das setas. Mal sabia, decerto, dos augúrios de Josefa, tanto dos bons quanto dos maus ou maus por equivocados. E foi com inocente alegria que deu com a guarda que batia à sua porta, pretendendo fosse um magote de clientes, caindo em si finalmente quando a amada filha lhe levaram, manietada e à força, a ferros outros que não os de armeiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;Daí para o veredito capital foi um átimo, mesmo diante das negativas veementes de Josefa, que permaneceu inarredável sob inevitáveis suplícios. A infiel deveria morrer de morte rápida, imediatamente, por qualquer meio que lhe eximisse as excusas – o que agradou bastante a Don Afonso. Ocorre que, ao pronunciar-se o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;dictum&lt;/i&gt;, a voz de alguém se alça, sugerindo que se faça passar a condenada pela ordália. E sabendo o magistrado que nada mais rápido havia que a morte morrida por seta disparada pela besta, contraria Don Afonso e aprova a prova, sendo brindado à volta por urras do populacho, mais interessado no espetáculo extra que na simples consumação da pena.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;À noite, a troco de espertezas e algumas moedas, vai José Maria visitar Josefa e lhe diz que fora ele o autor da salvadora sugestão. Tudo aqui são trocas, já se viu, e Josefa lhe pergunta a troco de que fizera José Maria pender a execução. E ele lhe diz que deseja desposá-la, mesmo que para isso deva testar a mira contra a sua devoção. Espanta-se Josefa, mas aceita os termos de José Maria, mesmo duvidosa, não só da mira, mas da capacidade deste em ganhar a vida. “Não te preocupes”, diz ele, “para tudo há jeito”. E Josefa vai desdormir enquanto José Maria parte em busca da melhor besta que fabricara o armeiro Antão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;Deu-se a manhã, então, e o povo já se aglomerava na praça. Em pouco não restaria espaço nem para os petizes que tentavam meter-se entre as pernas dos crescidos. Rufam os tambores e de uma ponta do quadrilátero surge a processada. Atam-na ao poste, hirta, e propõem a venda que ela aceita. É preciso destinar um alvo para a prova e José Maria, que será o autor do disparo, equilibra sobre a cabeça de Josefa um pequeno cartão bem desenhado, ao que anui o magistrado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;Beijada a cruz levada aos lábios pelo paroquial, os passos são dados pelo guarda-mór e ali no chão, demarcado, o lugar do disparo. Lá se põe em posição convencional José Maria, que apruma o corpo, balança a terrível arma, demora na mira e dispara. Ouve-se então o swush da seta partindo os ares e um instantinho depois o thud quando atinge o alvo. Já ao primeiro ruído cai ao chão o armeiro Antão, fulminado o coração. Nem chegou a ver que José Maria conseguira trespassar o cartão, livrando Josefa sem mácula de seu destino anunciado. O magistrado, infeliz mas aliviado, e de qualquer forma indiferente à sorte do armeiro, manda ao guarda-mór buscar o alvo e, verificando que o cartão se encontra devidamente e ao meio perfurado, dá-se conta de que é a carta nove do baralho de Marselha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;"&gt;19jul10&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;Andei lendo Saramago, com o qual me divirto sempre. Influenciado pelas convolutas do mestre, cometi esta história sem aspirar a nada mais que divertir um tico o desavisado leitor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-603586975915952856?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/603586975915952856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/09/sincronicidades-o-esperto-aprendiz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/603586975915952856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/603586975915952856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/09/sincronicidades-o-esperto-aprendiz.html' title='Sincronicidades - O Esperto Aprendiz'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TIwWyDyjAGI/AAAAAAAAAD0/8_4mmo9F16g/s72-c/mc09-eremita.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-4839716956282817202</id><published>2010-09-09T10:49:00.003-03:00</published><updated>2010-09-15T18:31:28.204-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Candomblé'/><title type='text'>Não Acredito em Macumba</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TJE651uqceI/AAAAAAAAAD8/NiOA39cx_uY/s1600/atabaque" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TJE651uqceI/AAAAAAAAAD8/NiOA39cx_uY/s1600/atabaque" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Faz tempo que reflito sobre o poder dos trabalhos da macumba, também conhecidos como “despachos” – conjunto de elementos (como velas, panos, comida, etc.) oferecidos para a obtenção de algum favor dos orixás ou outras entidades. Mais e mais tenho tomado uma atitude de descrença no que se refere à serventia objetiva dessa prática. Toda vez que alguém me diz que fez um despacho para conseguir isso ou aquilo, recordo-me dos pombos de Skinner e de seu inútil comportamento supersticioso...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Semana passada alguém perguntou-me sobre a eficácia de determinado despacho. Respondi que sou macumbeiro, mas não acredito em macumba. E é verdade. Tenho muita curiosidade e imenso respeito pela cultura yorubá, da qual absorvo a sabedoria relatada nos itans. Leio e re-leio com paixão obras etnográficas como o “Ewé”, de Pierre Verger, que traz um longo receituário de trabalhos. Mas não acredito em macumba.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Acredito que a maior parte de nossos problemas reside em nosso próprio comportamento e em nossas atitudes. A outra parte – pequena, mas eventualmente de grande impacto – está no imprevisível, no ponto fora da curva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Entendo que essa postura é decepcionante para os que recorrem aos rituais da macumba para “abrir caminhos” ou proteger-se de algum feitiço. Ou para aqueles que desejam testemunhar as curas, os fenômenos paranormais, os “sinais”, os transes. Ou para aqueles que temem o poder sobrenatural dos despachos. Mas é assim que respondo quando me consultam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Acredito na macumba, porém, como um ritual que me coloca em contato com minha egrégora e me faz sentir incluído na cultura religiosa da qual faço parte. E acredito na macumba, também, como via de colocar-me em contato com meu orixá, de manter o fio que me une ao meu “eu espiritual”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Num caso, incluo a dança, a música, o ritmo dos atabaques, as rezas e cantigas, as festas, os toques, os xirês, os candomblés – todas as manifestações que fazem parte do universo religioso que me inspira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No outro, incluo todos os elementos – objetivos e subjetivos – que me dizem quem sou eu: os meus fios de contas, os assentamentos de meus orixás, os meus amuletos e meus altares, os meus mantras e os meus pensamentos. Todos eles formas de concentrar minha vontade, minha fé, para alcançar a comunhão com o divino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando perguntado, aconselho que se evite as fórmulas ritualísticas que “garantem” o conseguimento disto ou daquilo, como os despachos de encruzilhada que exigem, apenas, que se use tal pano de tal cor, tal animal sacrificado, tal vela, tal bebida. Estes são elementos votivos que, sem a fé, o coração e o espírito, nada irão trazer, não importa quão bem esteja seguida a “receita”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Digo que é extremamente frustrante gastar tempo e dinheiro investindo na expectativa de alcançar alguma graça através de um despacho copiado. E afirmo que o que resolve mesmo é analisar seus passos e tratar de aproximar-se de seu orixá através de conhecer melhor a si mesmo, assim encontrando o elo que projeta sua identidade ao seu eu divino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por outro lado, acredito na celebração, no agradecimento, na dança dos orixás e no cuidado com o axé. Acredito na força que estas manifestações trazem porque as sinto, as vivencio. Saúdo com alegria a presença dos orixás e dou ossé no ibá do meu santo. Dou minhas obrigações regularmente e me sinto muito bem no runcó de minha casa. Como babá efun, tenho cargo e função na preparação dos yawôs, além de cumprir outras funções do ilê. Tenho muita curiosidade e imenso respeito pela cultura yorubá. Vivo, enfim, a experiência de ser um ebomy que caminha com os orixás, trabalha para sua casa e respeita a religião que me escolheu e acolheu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sim, não acredito em macumba. Mas, como se vê, sou macumbeiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Axé.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;09SET10&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-4839716956282817202?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/4839716956282817202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/09/nao-acredito-em-macumba.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/4839716956282817202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/4839716956282817202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/09/nao-acredito-em-macumba.html' title='Não Acredito em Macumba'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TJE651uqceI/AAAAAAAAAD8/NiOA39cx_uY/s72-c/atabaque' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-5688532266326963180</id><published>2010-09-03T14:23:00.002-03:00</published><updated>2011-09-22T14:11:45.154-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Candomblé'/><title type='text'>Ética do Candomblé - Reciprocidade e Gentileza</title><content type='html'>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TIEupZFthKI/AAAAAAAAADs/-qPdR4-dqFk/s1600/oxal%C3%A1_caryb%C3%A9.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="166" src="http://2.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TIEupZFthKI/AAAAAAAAADs/-qPdR4-dqFk/s200/oxal%C3%A1_caryb%C3%A9.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Oxalufan de Carybé&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Estava no início d’ “As Águas de Oxalá”, livro de José Beniste [*], quando me surpreendi com o título de um capítulo – “O Legado Ético do Yorubá”. Sempre tive para mim que a ética do candomblé baseava-se apenas em dois mandamentos: cuida de teu orixá (e, portanto, cuida de ti); respeita o orixá do próximo (e, portanto, respeita o próximo como a ti mesmo). É interessante ver, entretanto, como Beniste associa a conduta espiritual à moral e ao costume entre os yorubás, mostrando a interligação forte entre crenças e comportamentos. Relendo aquele capítulo, observo que os dois mandamentos em que acredito estão ali desdobrados em regras quotidianas que comandam todas as atividades de uma comunidade: da educação dos filhos ao trato da morte e suas conseqüências.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Por aquela leitura percebe-se que os mandamentos do Candomblé de Keto geram aquela prática que alguém – possivelmente Nei Lopes – chamou de “a mão gentil do Candomblé”. É fácil entender que, vivendo em comunidades menores, a reciprocidade – que vem a ser o mecanismo de trocas e a teia de obrigações econômicas e sociais que garantem a coesão e a subsistência do grupo – exige que todos se tratem com gentileza. E como essa gentileza faz falta no mundo de hoje!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;A riquíssima ritualística do Candomblé é o reflexo da reciprocidade exigida do povo do santo, em vários graus e atividades, seja na forma de &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;ebós&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; (oferendas aos orixás) ou na expressão à hierarquia dos membros da comunidade; hierarquia que exige, de um lado, o respeito dos mais novos aos mais antigos e, de outro, o respeito dos mais antigos aos mais novos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;A reciprocidade das relações entre o povo do santo constitui uma teia de obrigações e direitos que envolve não só o plano da nossa existência no &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Ayê&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; (mundo físico), mas também o plano espiritual (&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Orun&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;). Desta forma, a harmonia de uma casa (&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Ilê Axé&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;), depende de uma estrutura hierárquica e de um respectivo rol de funções, todas interdependentes. Assim, ter um “cargo” numa casa significa ter o direito a exercer uma função, mas também a obrigação de desempenhá-la. Todos, desta forma, do babalorixá (zelador ou pai-de-santo) ao mais novo &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;yaô&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; (iniciado) estão envolvidos na cadeia de reciprocidade e gentileza que deve predominar na atividade religiosa. Agora imagine-se o desbordamento desse conjunto harmônico por todos os aspectos da vida comunitária e teremos, então, a imagem ideal de um grupo social em que os indivíduos estarão bem próximos ao parâmetro de &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;omoluwabí &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;(bom caráter em todos os sentidos da vida, cf. Beniste, citado).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Voltamos, neste ponto, às duas máximas que mencionei no início: cuida de ti; e respeita teu próximo como a ti mesmo, para colocá-las em linguagem ocidental. Estes dois mandamentos, vividos na vida prática através da gentileza consigo mesmo e com os demais, podem ser responsáveis por uma melhora substancial da qualidade de nossa existência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Axé!&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang; font-size: 10pt;"&gt;[*] Beniste, José – “AS Águas de Oxalá – Awon Omi Oxalá – Bertrand Brasil, Rio, 5ª. Ed., pp. 35 a 41.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Batang;"&gt;03SET10&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-5688532266326963180?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/5688532266326963180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/09/etica-do-candomble-reciprocidade-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/5688532266326963180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/5688532266326963180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/09/etica-do-candomble-reciprocidade-e.html' title='Ética do Candomblé - Reciprocidade e Gentileza'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TIEupZFthKI/AAAAAAAAADs/-qPdR4-dqFk/s72-c/oxal%C3%A1_caryb%C3%A9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-3197567760549547699</id><published>2010-08-26T13:01:00.000-03:00</published><updated>2010-08-26T13:01:41.425-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/THaPjz8hMjI/AAAAAAAAADc/uv7O4Q1Sh_w/s1600/ferro.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/THaPjz8hMjI/AAAAAAAAADc/uv7O4Q1Sh_w/s200/ferro.jpg" width="145" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Peça e ferro da Idade do Ferro&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;ah, de quantas maneiras&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;eu já me ferrei&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;ao acreditar em palavras&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;cifras e emolumentos&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;ao desdenhar o óbvio que me demonstram&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;a Física, a Química e a Matemática&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;do ENEM.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;ah, de quantas maneiras&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;eu me ferro&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;ao ser assediado&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;por sinônimos&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;pistas e sinais&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;que me enviam para lá&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;quando o que vale está ao lado.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;ah, de quantas maneiras&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;eu ferraria&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;aquela boceta amada&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;que nada mais é do que&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;a parte príncipe&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;da mulher que é tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;26AGO10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-3197567760549547699?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/3197567760549547699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/08/peca-e-ferro-da-idade-do-ferro-ah-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/3197567760549547699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/3197567760549547699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/08/peca-e-ferro-da-idade-do-ferro-ah-de.html' title=''/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/THaPjz8hMjI/AAAAAAAAADc/uv7O4Q1Sh_w/s72-c/ferro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-2081450944596397409</id><published>2010-08-17T18:25:00.002-03:00</published><updated>2010-08-17T18:30:58.767-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novelas'/><title type='text'>Sincronicidades - Raças</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TGr-AnADPCI/AAAAAAAAADU/sOfkYo8TtcU/s1600/7nana.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TGr-AnADPCI/AAAAAAAAADU/sOfkYo8TtcU/s200/7nana.jpg" width="145" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Já era a terceira vez que o pai, bruto, a empurrava. A cada vez parecia mais furioso. A menina conhecia a seqüência quando o pai bebia e tratou de sair antes que apanhasse..&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Até da mãe ir embora, o pai conseguia ser carinhoso com ela e a irmã. Agora era isso: chegava do trabalho, às vezes já bêbado; começava a esbravejar e a xingar a mãe ausente; e depois era a vez delas – as agressões verbais primeiro, depois as físicas. Até que cansasse e caísse no sono, quase sempre no sofá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Lá fora estava frio e ela estava com fome. Mas não voltaria para dentro antes do pai dormir. A irmã era maior de idade e conseguia salvar-se na casa do namorado. Mas ela ainda não – teria que esperar mesmo no frio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A rotina de maus tratos levou a que ficasse mais e mais introvertida. No colégio passou a ter um rendimento sofrível. Uma professora mais sensível acabou por entender a razão da menina não ser pontual com as tarefas de casa e dormir durante as aulas. E ajudou-a. Conhecia uma família de oriundi generosos que não negariam guarida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O pai pouco ligou que se mudasse. Sozinho, não teria que ficar lembrando da ex-mulher cada vez que olhasse para uma das filhas. Seguiu bebendo até que um dia foi atropelado, morrendo no local. As meninas, quando souberam, já estava enterrado. Choraram um pouco e repartiram o parco montante do seguro recebido pela mais velha, que também encarregou-se de esvaziar o pequeno quintal, mudando-se para a casa do namorado. Nomeada tutora da mais nova, não se opôs a que fosse definitivamente acolhida na casa de um Brindisi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Yolanda dos Santos era uma menina negra de doze anos quando foi morar com “os italianos”. Cumpria as tarefas menores da casa e era bem tratada pelos patrões, que deram um quartinho só para ela. Logo melhorou seu rendimento no colégio. Ficou mais esperta e alegre. Com a sua parte do seguro e seu ordenadinho pôde comprar algumas roupas e coisinhas de adolescente. Tinha um belo rosto e um corpo bonito, precocemente desenvolvido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Entre suas tarefas estava cuidar da menina Luiza, uma mesticinha meio italiana e meio índia guarani. Quando a mãe apresentou sua nova babá, Luiza tinha quatro anos. As duas se deram bem desde o momento em que se conheceram. Era uma rir e a outra rir também, sem motivo. Brincavam juntas, corriam, pegavam. E tudo que Luiza se recusava a fazer, tudo que imploravam para que fizesse, Luiza fazia se Yolanda pedisse. De quebra, a pequena babá protegia Luiza da zanga dos adultos, escondendo levadezas, limpando sujeiras, dizendo que havia comido tudo e até pedira mais. Fato era que Luiza era uma menina arredia e inquieta, que gostava da Natureza e de enfrentar os mais velhos. Diferente das priminhas obedientes, que sempre pareciam saídas do banho, com os cabelos escovados e a roupa permanentemente passada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Com o tempo, os patrões foram confiando mais e mais Luiza à babá. Passaram a aproveitar as noites para sair e, às vezes, passavam um ou dois dias fora, &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em Novo Hamburgo" w:st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;em Novo Hamburgo&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; ou Porto Alegre. Quando não estavam, Luiza dormia no quartinho de Yolanda. Eram noites de grande preparação. Havia as brincadeiras, o banho e depois as histórias. Depois dormiam agarradas, como se sentissem muito medo ou tivessem muito frio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Yolanda já tinha corpo de mulher; embora os seios fossem pequenos, os músculos eram bem desenvolvidos, e tinha as pernas, as nádegas e os braços rijos, embora roliços. Luiza, perguntava-lhe tudo e queria apalpa-la, sentir a carne por baixo da cor negra. Na hora de dormir costumava enroscar suas pernas nas de Yolanda, até sentir os pelos arranhando; gostava também de aconchegar-se com a mão nos seios da babá. Às vezes apertava-lhe tanto os bicos que Yolanda reclamava e chorava, mas deixava. Luiza sentia uma ponta de prazer ao dominá-la e fazer com que deixasse que a machucasse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Luiza masturbou-se, pela primeira vez, aos sete anos e, aos oito, pedia que Yolanda o fizesse nela ou junto com ela. As noites em que passavam juntas ficaram mais direcionadas e conduzidas através da mesma rotina – masturbavam-se, se enganchavam e, quando terminavam ficavam olhando-se no espelho do armário, observando o contraste da pele negra de Yolanda e a muita alva de Luiza. Yolanda, até então, não conhecera homem. Mas sentia pulsões dolorosas quando via um rapaz mais bonito, ou quando o patrão lhe dirigia olhares de soslaio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Um dia Luiza e Yolanda souberam que haveria uma grande festa para comemorar o aniversário do bivô Carlo Brindisi. Muita gente viria para o jantar; alguns dos parentes até ficariam na casa, inclusive uns Brindisi do Rio de Janeiro e um sobrinho argentino, conhecedor de vinhos. A excitação tomava conta de todos, patrões e empregados. E Luiza e Yolanda não fugiam à regra, trocando risinhos a cada comentário sobre os parentes desconhecidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Carlos, seus pais e seu avô foram os primeiros a chegar. Yolanda logo notou o olhar que o menino lançou para Luiza. Os dois tinham a mesma idade, mas Luiza parecia bem mais desenvolvida do que Carlos, embora Carlos fosse maior que ela. Logo se tornariam companheiros de travessuras, passando longe da vista dos pais boa parte do dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em seguida chegou o primo argentino. Um louro, alto, com jeito de senhor de si. E aí o coração de Yolanda bateu forte. Em um dado momento trocaram olhares, e ela soube, com absoluta certeza, que ela seria dele. Não era à toa que um pai-de-santo lhe havia dito que era filha de Nanã.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A noite transcorreu como deveria. O patriarca Umberto Brindisi não cabia em si de ver tantos descendentes juntos e felizes. Cantou-se, bebeu-se e comeu-se à farta. Os brindes e discursos se sucederam num ambiente de grande alegria. Yolanda, envolvida com os serviços de mesa, não deixou de observar as estripulias de Luiza e do menino Carlos, que se esconderam debaixo da mesa. Nem de notar o sorriso que lhe voltava, vez em quando, o argentino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mais tarde, depois que a festa serenou e o convidado argentino foi liberado de atenções, Yolanda entabulou com ele uma troca de sinais que indicava a cozinha como local de encontro, em uma hora mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Encontraram-se à hora marcada e, sem palavras, beijaram-se. O argentino, por usar bem o nariz, tratou de sentir o perfume da pele de Yolanda; e Yolanda, por precisar muito, tratou de ouvir-lhe o peito. Em breve estavam se abraçando com força, e se esgueirando para o quartinho de Yolanda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O argentino mal cabia na cama. Na verdade, não sabia o que fazer. Durante todos os anos de sua juventude dedicara-se ao negócio da família em Mendoza, e deixara a fornicação para o irmão Aldo. Era a primeira vez, portanto, que estava com uma mulher. Por sua vez, Yolanda era muito jovem e desconhecia o que fazer com um homem. O desejo, entretanto, venceu a inexperiência. Quando viu a bela negra totalmente nua à sua frente, o argentino libertou seu corpo para que fizesse o que fosse. E assim copularam: pela primeira vez de frente, com o argentino entrando pelo meio das pernas de Yolanda, deflorando-a com vigor; e depois mais devagar, subindo Yolanda sobre ele, empalando-se e comendo-o ao mesmo tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Estavam cansados para tentar outras posições. Passaram um tempo aconchegados, como nos filmes de que Yolanda gostava. Depois decidiram que era melhor que o argentino fosse para o seu quarto. Despediram-se carinhosamente e o argentino, em voz baixa disse que seu nome era Nicoló. Yolanda respondeu “Eu sei...” e disse-lhe o seu, antes de abrir o sorriso que ficaria guardado na memória dele, fechando a porta &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em seguida. Cuidadosamente." w:st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;em seguida. Cuidadosamente.&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Na manhã seguinte Nicoló dava a Yolanda um adeus mal-disfarçado e partia de volta para Mendoza. E Luiza e Carlos corriam pelo quintal e embrenhavam-se pela ribanceira do rio. De alguma forma o coração de Yolanda estava leve e feliz com os últimos acontecimentos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;17AGO10&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-2081450944596397409?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/2081450944596397409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/08/sincronicidades-racas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/2081450944596397409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/2081450944596397409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/08/sincronicidades-racas.html' title='Sincronicidades - Raças'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TGr-AnADPCI/AAAAAAAAADU/sOfkYo8TtcU/s72-c/7nana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-5890108713831429571</id><published>2010-08-17T14:12:00.004-03:00</published><updated>2010-08-19T22:52:53.326-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novelas'/><title type='text'>Sincronicidades - O Pianista</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TGrDqdUKzaI/AAAAAAAAADM/wp3qsFKQ1Lo/s1600/fase+azul.png" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TGrDqdUKzaI/AAAAAAAAADM/wp3qsFKQ1Lo/s200/fase+azul.png" width="131" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Picasso -&amp;nbsp;Fase Azul&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não pensava que a vida de músico seria tão difícil &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em São Paulo. Muitos" w:st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;em  São Paulo. Muitos&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; estavam desempregados ou viviam na corda bamba dando aulas a trinta reais. Poucos conseguiam um emprego estável – ainda assim mal remunerado – e os concursos públicos eram um funil absurdo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Durante as primeiras semanas abrigou-se num albergue. Até que conheceu um outro artista em dificuldades na roda da sopa. Conversaram sobre seus problemas e acabou que Michel, o pianista, passou a dividir uma kitchinette com Mathias, o pintor, em troca de alguns caraminguás.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não havia cama para Michel, de modo que teve que dormir no chão, sobre alguns cobertores velhos. Era tudo muito deprimente. Não bastasse isso, Mathias era um chorão que vivia reclamando da &lt;i&gt;via crucis&lt;/i&gt;&amp;nbsp;para &amp;nbsp;vender suas obras nas galerias da cidade – todas dominadas por mulheres belíssimas, mas frias e irredutíveis. E principalmente chorando pitangas quando falava de uma tal Mercedes, sua musa e grande benfeitora. Às vezes simplesmente lamentava a ausência dela; às vezes ia mais fundo em sua mágoa, atribuindo à musa uma certa maldade por havê-lo seduzido e depois abandonado. Em troca, Michel uma vez contou a Mathias sobre a paixão que devotara à madrasta e o final trágico que precedeu sua vinda de Cunha para São Paulo, quando o pai pegara os dois em meio a uma cópula vespertina.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nas horas em que ouvia os solilóquios melancólicos de Mathias, ele recordava-se do episódio de Cunha. Via no escuro o rosto ensandecido do pai e o corpo machucado de Olga. Sentia vergonha por haver pulado a janela espavorido, e chorava baixinho de remorso e de saudade. Um dia Mathias mostrou-lhe o quadro&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;que pintara&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;de Mercedes, pedindo-lhe que nunca comentasse o assunto. Mercedes era a expressão de Afrodite, uma dessas plêiades que seduzem tanto humanos como deuses; e o quadro, em si, mostrava talento, talvez genialidade. Mas deste capolavoro Mathias não desejava abrir mão, preferindo guarda-la para si que perdê-lo para outro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A rotina de miséria e choradeira teve fim quando Michel arranjou emprego numa cantina. Primeiro como garçon, depois como pianista. Mudou-se rapidamente para um apartamentinho na Mooca, mas comprometeu-se a não perder contato e, quando fosse necessário, ajudar o amigo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O pianista era muito bom mesmo. Tocava com desenvoltura os sucessos do momento, assim como músicas de décadas e gostos distintos, sempre com os acordes e as levadas que conferiam legitimidade às suas interpretações. Os clientes passaram a freqüentar a cantina mais para ouvir Michel que para degustar massas e vinhos. Aumentaram-lhe a paga e pode mudar-se para um apartamento de quarto-e-sala na Moema. Lá, se enfurnava e fornicava com clientes cujo desejo ultrapassava ouvir os sons melodiosos que produzia no piano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Um dia, uma das clientes que visitava com regularidade o apartamento da Moema, apresentou-lhe um amigo, e este amigo ofereceu a Michel o emprego de pianista “da casa” em um bar de blues e jazz. Michel agora havia recuperado o amor-próprio e, de quebra, ganhava bem para tocar o que mais gostava. Estava feliz por não mais ter que tocar "New York, New York" ou "alguma coisa do Roberto Carlos".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Um dia, mais à vontade para ter contato com o passado, Michel vai a um cyber café e abre seu e-mail encardido. Tem medo de ter perdido seu gmail, mas lá estavam, intocadas, dezenas de mensagens não-lidas. Foi lendo algumas e apagando direto a maioria. Entre as que resolveu ler estavam as de Luiza Brindisi, sobrinha de sua madrasta, que passara um mês &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em Cunha. Luiza" w:st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;em Cunha. Luiza&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; relatava o que havia acontecido com sua tia e perguntava onde Michel se encontrava e como estava indo; em outras mensagens lamentava a falta de respostas; em outras, ainda, pedia conselhos sobre a carreira musical que recém-iniciara &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em Ouro Branco." w:st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;em Ouro Branco.&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Colhido de surpresa pela dor que sentiu ao saber que Olga perdera uma das vistas e que o pai fora condenado e estava mudo e catatônico desde o dia da desgraça, Michel respondeu à Luiza somente depois de passadas algumas semanas. Quando o fez, nada falou sobre Olga, seu pai ou si mesmo. Limitou-se a responder às indagações sobre a profissão de músico e discorreu um pouco de sua experiência &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em São Paulo." w:st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;em São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Luiza, então, percebendo a porta aberta, multiplicou a quantidade de e-mails. A cada resposta ou conselho, enviava outras tantas perguntas. Anexava arquivos MP3 e fotos em JPG, e refletia sobre novos planos que variavam entre montar uma nova banda a prosseguir sozinha, cantando onde tivesse oportunidade. Michel divertia-se muito com os e-mails da “prima”, cuja verve era sincera e profusa, a cara tão linda quanto se recordava e a voz muito boa. Enviava de volta outros arquivos MP3, com suas últimas gravações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A troca de e-mails foi ficando mais intensa e os dois “primos” passaram a depender da correspondência para discutir seus problemas e achados. Contudo, Michel &amp;nbsp;tinha medo de cansar Luiza e perde-la. Afinal, ela mesma confessara que se desinteressava rapidamente das pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Assim, e antes que a água lhe chegasse aos joelhos, Michel atendeu a um último e-mail de Luiza, dando-lhe o endereço do bar em que tocava e o nome da pessoa a quem procurar. Não acreditava que Luiza tivesse a coragem de viajar para São Paulo, em busca da duvidosa e árdua carreira que ele tratara de desestimular. E daí em diante não mais respondeu aos e-mails que lhe chegavam de Ouro Branco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;17AGO10&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-5890108713831429571?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/5890108713831429571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/08/sincronicidades-o-pianista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/5890108713831429571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/5890108713831429571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/08/sincronicidades-o-pianista.html' title='Sincronicidades - O Pianista'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TGrDqdUKzaI/AAAAAAAAADM/wp3qsFKQ1Lo/s72-c/fase+azul.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-5155766903860915653</id><published>2010-08-15T11:51:00.006-03:00</published><updated>2010-08-16T10:30:42.747-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Sexo Virtual - Vida e Morte</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=2115555314407398002&amp;amp;postID=5155766903860915653" name="OLE_LINK2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=2115555314407398002&amp;amp;postID=5155766903860915653" name="OLE_LINK6"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=2115555314407398002&amp;amp;postID=5155766903860915653" name="OLE_LINK5"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=2115555314407398002&amp;amp;postID=5155766903860915653" name="OLE_LINK2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;Menina e Pauzudo conheceram-se numa sala de bate-papo do Terra. Aos poucos foram trocando mensagens no reservado e logo evoluíram para o Orkut; e daí para o MSN.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;Não passava dia sem que, logo de manhã cedo, Pauzudo enviasse uma mensagem galante para Menina. E não passava dia sem que Menina enviasse um “depo” agradecendo e dizendo palavras meigas para Pauzudo. Ambos eram casados e lutavam contra a dificuldade dos horários livres entre o trabalho e a casa; e a internet lhes oferecia um meio de dar a volta nesses obstáculos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;Pauzudo e Menina também achavam que a internet lhes permitia a troca segura de fantasias. Muitas vezes, entretanto, a conversa tornava-se séria, com um e outro confessando algum problema ou dizendo que esperava muito que se conhecessem pessoalmente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;As conversas foram evoluindo e, do tati-bi-tati das insinuações, passou à referência escrachada de preferências e desejos. Menina foi revelando uma fome insaciável e Pauzudo, de sedutor, passou a provocador constante; ela postava fotos sensuais no seu perfil e ele as comentava, dizendo-se sempre excitado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;Em breve estavam se vendo na webcam. No início ainda tímidos, com o tempo passaram a mostrar-se e a exercitar-se na arte de excitar um ao outro. Até que um dia começaram a masturbar-se diante das câmeras, num processo que combinava voyeurismo e exibicionismo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=2115555314407398002&amp;amp;postID=5155766903860915653" name="OLE_LINK4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;Menina tem os seios volumosos e Pauzudo um pau bem disposto. De modo que as cenas de sexo virtual se desenvolviam com o uso estes atributos. Pauzudo dizia: “Isso, Menina, tira esses peitos pra fora... Isso... agora puxa esses bicos... machuca... puxa mesmo... ahhh...” E Menina retrucava: “Quero ver esse teu pau, vai... mostra esse pau, cachorro... isso... bem duro... quero ver você esporrar!... áiiiii”. Terminavam normalmente com Pauzudo tendo que se limpar e Menina mostrando-lhe os dedos melados, recém tirados da boceta. Um observador que pudesse vê-los neste momento diria que eram experientes de outros carnavais, embora afirmassem, um ao outro, que esta era a primeira vez.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;O tempo é o senhor da razão. E tanto Menina quanto Pauzudo, mesmo enlaçados um com o outro, construíam seus “networks” de amores. Pauzudo corria atrás de uma tal de Tetéia, enquanto Menina respondia maliciosa aos galanteios de um tal de Guri. Isto para falar do pessoal da primeira fila de cada um... E com o tempo Menina foi descambando para os lados de Guri, atrasando-se, ora caindo sem aviso e não voltando, ora faltando aos encontros com Pauzudo; e Pauzudo, sempre gentil, ia aceitando as desculpas de Menina e devolvendo o mesmo comportamento, enquanto cafungava o cangote de Tetéia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;Até que um dia, saciados daquele pote de mel, Pauzudo e Menina tornaram-se apenas amigos, enviando-se “ois” e “olás” que dispensavam respostas. Ambos desenvolveram novas habilidades com novos parceiros: Menina agora exibe a boceta e o rabo para um tal de Joel e Pauzudo faz seções de strip para uma tal de Dengosa. Os dois seguem se masturbando e gozando pela rede afora; e, embora sintam afeto momentâneo pelos homens e mulheres de quem são parceiros, não lhes passa pela cabeça aceitar de verdade um convite para um encontro “na real”.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;15AGO10&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-5155766903860915653?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/5155766903860915653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/08/sexo-virtual-vida-e-morte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/5155766903860915653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/5155766903860915653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/08/sexo-virtual-vida-e-morte.html' title='Sexo Virtual - Vida e Morte'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-7437304493650106202</id><published>2010-08-14T21:28:00.003-03:00</published><updated>2010-08-15T10:27:53.728-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novelas'/><title type='text'>Sincronicidades - "Lluvia de Piedra""</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TGc0zE-wZYI/AAAAAAAAAC8/Ql4oKvqrDZw/s1600/granizo.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="128" src="http://2.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TGc0zE-wZYI/AAAAAAAAAC8/Ql4oKvqrDZw/s200/granizo.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Granizo&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Nicoló Brindisi levantou-se muito cedo. Às sete e meia da manhã de um dia de Inverno, ainda noite, rumava para a finca dirigindo o seu velho Ford Falcon e maldizia o governo da província por ser tão fraco diante das decisões vindas de Buenos Aires. Precisava muito de crédito público subsidiado, sem o qual não seria capaz de comprar a rede anti-granizo necessária para cobrir, ao menos, um terço do vinhedo. Havia tomado “lluvia de piedra” no ano anterior, perdido muitas plantas e muita uva. Este ano não resistiria se lhe sobrasse, mais uma vez, esse presente dos céus. Conhecia o intenso sofrimento dos vinhateiros de San Rafael, freqüentemente premiados com excesso de chuvas ou quedas intensas de granizo e se envergonhava de desejar que fossem eles os atingidos, e não ele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Quando o pai de Nicoló, Dino Brindisi, chegou à Argentina, no final dos anos trinta, ficou maravilhado com a extensão do país, a quantidade e a qualidade de terra não cultivada, e decidiu abandonar o ofício de oleiro para dedicar-se ao cultivo de frutas. Primeiro, atraído pela quantidade de oriundos, rumou para a Patagônia Argentina, estabelecendo-se &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em Neuquén. Ali" w:st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;em  Neuquén. Ali&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;, chegou a cultivar pêssegos e maçãs. A concorrência, entretanto, era muito conservadora e não o animou a ficar. Mudou-se, então, para Mendoza, passando ao cultivo de uvas viníferas, primeiro como encarregado de um pequeno vinhedo no vale do Uco e, depois, como co-proprietário de um vinhedo de &lt;/span&gt;&lt;st1:metricconverter productid="35 hectares" w:st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;35 hectares&lt;/span&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; na mircro-região de Alto Agrelo. Em muito foi ajudado pela Signora Alda, nascida Ricchieri, -- a quem conhecera no navio que o trouxera da Itália – esposa e parceira que administrou, com muita sabedoria, as finanças do casal, além de dar a Dino dois filhos – Nicoló e Aldo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Com o passar tempo, muito trabalho, e graças à habilidade financeira de Alda, Dino expandiu os negócios. Além de comprar terrenos vizinhos, todos com os devidos direitos de água, investiu na construção de uma bodega, equipando-a com o suficiente para a produção própria, iniciada com a assistência do compadre Jorge González, um experiente enólogo. Jorge, um bom amigo, já vinha dirigindo a produção de vinho de Dino em bodegas de terceiros e dera suporte a Dino na venda do vinho no atacado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Muito antes de seu primeiro ano como produtor de vinho, Dino já conhecia as variedades em que deveria concentrar seus esforços. Ouvindo bem o que os compradores de uvas desejavam, observando com atenção os rótulos disponíveis nos restaurantes, lendo os jornais de Mendoza e, sobretudo, conversando muito com proprietários, bodegueiros e enólogos, Dino decidira dobrar o número de carreiras de Malbec, aumentar o número de carreiras de Cabernet Sauvignon, manter as carreiras de Merlot e plantar alguma coisa de Chardonnay. Esta última decisão por insistência de Alda, que o convenceu a ter uma variedade de primeira colheita para antecipar caixa. Com a vinificação de suas uvas em bodegas de terceiros, Dino preparou-se para ter uma produção de vinho que não iria depender de terceiros, em sua bodega.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;A atividade do vinhateiro, entretanto, depende não só da sua capacidade de trabalho, da sua inteligência e espírito empreendedor, da disponibilidade de recursos e do mercado. Depende principalmente de variáveis não controláveis, como a meteorologia, e de algo que só o decurso do tempo provê, como a experiência de muitas e muitas colheitas e o envelhecimento das plantas. Assim, Dino teve que lidar com alguns revezes, tão mais sérios quanto fosse o despreparo para antecipa-los e mitiga-los. E, para, supera-los, novamente foi importante a família e a rede de relacionamentos de Dino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Além de Alda, Dino podia contar com o ombro e a diligência de Nicoló, o primogênito. Nicoló desde pequenino interessara-se pelo que fazia o pai, acompanhando-o por toda a parte. Assim, muito cedo aprendeu os segredos do vinhedo, da lida com a terra, com as uvas, as pragas e a poda. Mais tarde, já rapaz, foi introduzido à elaboração de vinhos pelo padrinho Jorge González, tornando-se gerente da recém-inaugurada Bodega Brindisi aos dezenove anos. Junto com o pai comprava, vendia, lidava com o encarregado da finca e com os peões da época da colheita; com Jorge acompanhava todo o processo de preparação do vinhedo e de vinificação e guarda na bodega. Não tinha tempo para qualquer outra distração que não fosse o vinhedo e o vinho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Já Aldo, o caçula dos Brindisi, era um fantasista distraído. Por certo acompanhava o pai aqui e ali, mas preferia a companhia da mãe, louvando-se em Matemática desde os tempos de colégio. Só que nada de prático saía das mãos de Aldo; preferia lidar com equações e problemas matemáticos, tendo passado meses enfurnado com a demonstração do Teorema de Fermat. Também gostava de olhar os céus e ler sobre fenômenos celestes. Sua única incursão nos negócios do pai deveu-se a um investimento equivocado, feito na compra de um canhão antigranizo destinado a bombardear as nuvens com catodos, interferindo na formação de cristais. Tal instrumento, de efeito bastante duvidoso, fora utilizado no passado, e depois abandonado, pela maioria dos proprietários, em prol do uso de redes anti-granizo estendidas sobre as videiras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Embora tido como um fracasso na família, Aldo era um sucesso com as jovens de Mendoza, gastando bem a mesada que lhe destinava a mãe. Dançava, cantava e entretinha os amigos com suas teorias baseada numa tal Matemática do Improvável. Comunicativo, buscou e manteve contacto com os Brindisi do Brasil, que passou a conhecer quando revirava uma caixa de papelão onde se encontravam fotografias e cartas que o pai guardara. Com certa constância se correspondia com os filhos de Umberto Brindisi, que viviam &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em Ouro Branco" w:st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;em  Ouro Branco&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;, no sul do Brasil; e insistia que viessem visitar Mendoza, enquanto os de lá insistiam para que viesse conhecer o Brasil. Dino e Alda divertiam-se quando liam as cartas e viam as fotos dos Brindisi de Ouro Branco e de outros Brindisi que ficaram no Rio de Janeiro. Mas não tinham tempo ou recursos para mais nada que não fosse o negócio dos vinhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;E enquanto Nicoló tomava decisões junto com os pais sobe os vinhos a elaborar, Aldo namorava as moças de Mendoza e observava os céus; enquanto Nicoló definiu que os Vinhos Brindisi tinham que firmar-se no mercado de varietais, deixando de lado os cortes, Aldo acumulou dados sobre o mapa celeste de Mendoza e emprenhou uma tal de Pilar, “&lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="La Rubia" w:st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;La Rubia&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;”, após uma tarde ouvindo Charly García no Parque San Martín. Era o início da década de 80 e o fim do ciclo militar trazia à Argentina um forte sentimento de modernização e renascimento. E foi dessa forma casual que Dino e Alda tornaram-se avós de Rafael Brindisi, um lourinho saudável que nasceu com 4 quilos e meio, medindo &lt;/span&gt;&lt;st1:metricconverter productid="55 centímetros" w:st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;55 centímetros&lt;/span&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Pilar e Aldo não se casaram, mas ela e o menino Rafael foram viver na companhia dos Brindisi. Pilar era muito jovem e ficava feliz por poder deixar Rafael sob a guarda da avó, enquanto saía com as amigas. Em contrapartida, Aldo abandonou a vida que levara e foi dedicando-se, cada vez mais, à Astronomia e ao radioamadorismo, sua mais recente paixão, passando a conversar diariamente com um primo de Ouro Branco, um tal de Tadeu Brindisi. Foi assim que soube da existência de uma outra família, que havia vindo da Itália no mesmo vapor – os Babinski. Józej Babinski, o polonês amigo de seu pai e de seus tios, teria testemunhado o chamado “Evento de Tunguska”, atribuindo-lhe um sentido que deixou Aldo no mínimo curioso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;A amizade entre Tadeu e Aldo tornou-se intensa, tanto mais que os dois partilhavam um interesse comum: os corpos celestes, suas órbitas e significados. Aldo, o mais bem preparado e de mais iniciativa, já havia entrado em contato com o Spacewatch, grupo de pesquisadores da Universidade do Arizona, que mantinha constante observação de meteoros, estrelas cadentes e cometas. Assim, em 1993, fora um dos primeiros a saber que um meteoro de grandes proporções poderia estar em rota de choque com a Terra, possivelmente ao Sul da América do Sul. Imediatamente repassou a notícia a Tadeu e iniciou um movimento em Mendoza, logo rebatido em Ouro Branco, para organizar o êxodo em direção a regiões de menor risco. O catastrofismo que se seguiu teve imediata repercussão mas, felizmente, dois equívocos importantes foram corrigidos: a órbita do meteoro foi corrigida, devendo ele passar bastante longe da Terra; e somente em 2.028! De qualquer maneira, o evento serviu para estreitar ainda mais a amizade entre os primos. E Aldo prometeu a si mesmo que visitaria Ouro Branco tão logo pudesse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Mas não foi Aldo o primeiro dos irmãos a visitar o Brasil. Atento ao mercado internacional, Nicoló, que tomara a frente de toda a área comercial da Bodega Brindisi, resolveu viajar ao Brasil antes que o século XX chegasse a seu fecho. Havia provado vários vinhos brasileiros e chegado à conclusão pessoal que os argentinos eram muito superiores, em preço e qualidade. As regras do Mercosul favoreciam a exportação para o Brasil e Nicoló estava disposto a encontrar um distribuidor brasileiro para toda a linha dos Vinhos Brindisi. Primeiramente, esteve no Rio e São Paulo; em seguida visitou a concorrência no Vale dos Vinhedos e resolveu tirar o fim-de-semana &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em Ouro Branco" w:st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;em Ouro  Branco&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;, para conhecer a “família brasileira”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Quando chegou a Ouro Branco, Nicoló ficou surpreso com o tamanho da família e a diversidade de seus familiares. O avô Umberto – que calhava de aniversariar naquela data – havia procriado abundantemente e todos os tios tiveram muitos filhos. Várias profissões e negócios estavam representados no grande jantar oferecido em homenagem a Umberto Brindisi e Nicoló sentiu-se profundamente emocionado com os discursos que lhe brindaram a visita. Todos estavam felizes e riram muito quando discutiram futebol. Gremistas e Colorados tiveram seus momentos de exaltação. Até um ramo dos Brindisi que havia ficado para trás, no Rio de Janeiro, esteve representado na discussão futebolística, mostrando o escudo do Botafogo espetado na lapela quando Nicoló exibiu a carteira de torcedor do Boca Juniors.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Ao final da noite, com quase todos já despedidos e idos, Nicoló foi agarrado pelo braço por um primo, que insistia em querer mostrar-lhe uma grande surpresa. E foi praticamente forçado a sair da casa e seguir o parente até uma pequena construção, erguida no grande quintal. Ao aproximar-se, notou a antena que se projetava para o céu no topo do telhado; e logo viu que se tratava de uma estação de rádio amador e que o primo era Tadeu Brindisi. Não quis estragar o a surpresa e encenou um “oh” quando Tadeu lhe mostrou a bancada, o rádio e o microfone. De lá, chamaram o Aldo e depois Dino e Alda. Nicoló não se recordava de ter falado tão longa e ternamente com o irmão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Na manhã seguinte, quando tomava café antes de partir para Porto Alegre, onde tomaria o vôo de volta para Buenos Aires e dali para Mendoza, Nicoló falou pela primeira vez sobre os negócios da família na Argentina. Descreveu o vinhedo e a bodega, declinou números e planos, e elogiou a Cidade de Mendoza, garantindo que qualquer Brindisi seria muito bem-vindo à sua casa. Tinha lágrimas nos olhos quando despediu-se de todos e rumou para o carro, disfarçando o adeus de mão que deu à empregada Yolanda, com quem passara a noite.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;14AGO10&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-7437304493650106202?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/7437304493650106202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/08/sincronicidades-lluvia-de-piedra.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/7437304493650106202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/7437304493650106202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/08/sincronicidades-lluvia-de-piedra.html' title='Sincronicidades - &quot;Lluvia de Piedra&quot;&quot;'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TGc0zE-wZYI/AAAAAAAAAC8/Ql4oKvqrDZw/s72-c/granizo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-4695229845506968060</id><published>2010-08-12T15:05:00.005-03:00</published><updated>2010-08-12T23:29:50.562-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novelas'/><title type='text'>Sincronicidades - Meteoros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TGSfa_VUqVI/AAAAAAAAACs/hnqhOQazN1o/s1600/Tunguska.png" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="130" src="http://2.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TGSfa_VUqVI/AAAAAAAAACs/hnqhOQazN1o/s200/Tunguska.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Explosão de Tunguska - Floresta destruída.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;Desde sempre os meteoros, assim como os cometas e as estrelas cadentes, despertam a curiosidade, o medo, a imaginação das gentes. A estes fenômenos celestes foram atribuídos avisos, enchentes, guerras e toda sorte de catástrofes, como o Terremoto de Lisboa de 1755&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;&lt;st1:personname productid="em geral. Assim" w:st="on"&gt;. No entanto,&amp;nbsp;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;ver-se um risco no céu é considerado um bom augúrio. Tanto assim que o Evangelho de Mateus reporta que uma estrela cadente anunciou o nascimento de Jesus e guiou a peregrinação dos Reis Magos até o estábulo onde se encontrava o Menino Deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;Com a largada das Grandes Viagens e o avanço da Ciência da Astronomia, o conhecimento da posição e do movimento dos corpos celestes aprofundou-se. Os instrumentos, a observação sistemática e as teorias bem fundadas passaram à vanguarda das explicações dos fenômenos envolvendo asteróides, cometas e estrelas cadentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;Embargoless, até hoje seguem em paralelo as explicações ou teorias não-científicas, bem mais interessantes e atraentes, para o aparecimento de movimentação de estrelas cadentes, cometas e meteoros, e os efeitos de uns e outros, atribuindo-lhes “sinais” ou forças extraordinárias. Só levando em conta o século XX, há vários exemplos dessas curiosas teorias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;No início do século, um asteróide explodiu a cerca de oito quilômetros acima da superfície do rio Tunguska, na Sibéria. Os astrônomos não têm a menor dúvida sobre a causa do fenômeno. Para eles, tratou-se de um asteróide, ou de um fragmento de cometa, de magnitude situada na casa das duas dezenas de metros, que “roçou” a superfície da Terra, e cuja explosão, ocorrida com a sua entrada na atmosfera, liberou uma energia na casa dos 20 megatons.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;Já os místicos têm outra explicação para o “Evento de Tunguska”. Para eles, foi um aviso, vindo dos céus, para a seqüência de guerras, perseguições e derramamento de sangue que seguiu-se à explosão de uma bola de fogo. Explicam, assim, a onda de martírios e sofrimentos que se inicia com a Revolução Russa de 1917, progride com a guerra Polaco-Soviética e alastra-se por toda a Europa , África e parte da Ásia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;Um polonês de nome Babinski teria sido a pessoa a experimentar o “Evento Tunguska” mais de perto. Segundo afirma num manuscrito rudimentar, encontrado numa olaria semi-destruída no bairro de Barro Vermelho, em Cunha, SP, o fenômeno a que chama “Sinal de Tunguska” ajudou-o não só a antecipar o nascimento de seu filho, como também a driblar os confrontos ocorridos na fronteira russo-polonesa e aqueles deflagrados com o advento da Segunda Grande Guerra. O “Livro de Babinski” foi traduzido do Polonês para o Português e mais três idiomas, tornando-se uma obra “cult” entre aqueles que vêem mensagens escritas na abóbada celeste. Na Argentina, a edição de banca do “Livro de Babinski” inclui um simpático jogo de runas, cujas pedras são de plástico imitando osso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;Durante os anos 60 e até o final dos anos 70 – época de eventos de grandes repercussões, como a Revolução de Maio na França, a Guerra do Vietname e Woodstock, e os "anos de chumbo" &amp;nbsp;da Ditadura Militar no Brasil – ocorreu uma profusão de livros que exploraram a explicação não-científica para os grandes conflitos e proclamavam uma solução pacífica ou mais justa para eles. Livros como “Eram os Deuses Astronautas”, de Erik Von Däniken e “The Teachings of Don Juan”, de Carlos Castañeda eram lidos avidamente pelos jovens. Outro desses livros era “O Despertar dos Mágicos”, de Louis Pauwels e Jacques Bergier, cuja leitura tornou-se obrigatória entre os jovens de classe média dos grandes centros urbanos do Brasil. Grupos de discussão juntavam-se no Rio e São Paulo para debater os “acasos” apontados pelos autores; e a revista Planeta tornou-se um guia dessa geração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;Não é de espantar, portanto, a grande credibilidade que teve o rumor – espalhado ao final da década de 70 – sobre a iminência do choque de um asteróide com a Terra, provocando um maremoto que cobriria a Cidade do Rio de Janeiro. Muitas pessoas acreditaram sinceramente na história e se dispuseram a rumar para a Região Serrana, levando toda a família e seus mais valiosos pertences para longe do cataclismo. Algumas destas pessoas chegaram mesmo a vender seus imóveis por qualquer preço, ou a abandoná-los, partindo em direção à acolhida de familiares nos estados vizinhos. Nada aconteceu na data prevista e tudo retornou à normalidade; mas as pessoas encantadas pela história continuaram a nela acreditar. E provavelmente muitas faleceram jurando que era só esperar para ver o fenômeno ocorrer na virada do século...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;Um pouco de história da Astronomia Contemporânea pode situar o impacto de notíciais científicas sobre o imaginário das pessoas. Em 1980 foi criado um grupo chamado Spacewatch na Universidade do Arizona, USA. A finalidade do grupo é a de estudar asteróides e cometas, antecipando órbitas que podem trazer risco para a Terra. Os &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;releases&lt;/i&gt; do grupo têm sido tomados ao pé da letra por alguns, embora se refiram a trajetórias futuras ou possíveis. Quando lidos de forma livre, geram grandes temores e inspiram filmes do gênero “catastrofista”, como “Deep Impact”, de 1998. Anúncios de órbitas detectadas pelo Spacewatch têm provocado tal tipo de alvoroço, como se deu em 1993 e 1997.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;Em 1993 um NEO (“Near Earth Object”) chegou a &lt;st1:metricconverter productid="150.000 quilômetros" w:st="on"&gt;150.000 quilômetros&lt;/st1:metricconverter&gt; da Terra – uma distância considerada “muito próxima” para os padrões astronômicos. A notícia provocou um alarme geral, principalmente em Mendoza, na Argentina, onde as chuvas de granizo, que destruíram grande parte das videiras, foram debitadas à proximidade funesta do asteróide. E muitos ainda acreditam que o encerramento do programa televisivo “Xou da Xuxa” na Argentina, a derrota por &lt;st1:metricconverter productid="5 a" w:st="on"&gt;5 a&lt;/st1:metricconverter&gt; zero para a seleção da Colômbia, e a re-eleição de Carlos Menen fora anunciada por aquele NEO.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;Em 1997 o NEO catalogado como 1997XF11, de cerca de &lt;st1:metricconverter productid="1 quilômetro" w:st="on"&gt;1 quilômetro&lt;/st1:metricconverter&gt; de diâmetro, teve a órbita de encontro estimada pelo Spacewatch: em 2028 o NEO passaria a &lt;st1:metricconverter productid="48.000 quilômetros" w:st="on"&gt;48.000 quilômetros&lt;/st1:metricconverter&gt; da Terra e qualquer desvio desta rota poderia colocá-lo em rumo de colisão com o planeta, provocando a destruição de cidades e maremotos de grande extensão. Parte da população de cidades do Sul do Brasil, que estaria num dos pontos possíveis de maior proximidade do curso do NEO, entrou em pânico e iniciou preparativos para deixar a região. Coincidentemente ou não, um estancieiro de Ouro Branco, aparentado de Józef Babinski – o mesmo Babinski do “Evento de Tunguska” –, chegou a liderar um grupo que buscava apoio para o êxodo. Felizmente, na mesma semana outro anúncio do Spacewatch esclareceu que novos cálculos haviam corrigido a órbita do NEO, que agora passaria a uma distância de mais de 1.000.000 de quilômetros da Terra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;Efetivamente, Ciência e Misticismo andarão sempre &lt;st1:personname productid="em paralelo. O" w:st="on"&gt;em paralelo. O&lt;/st1:personname&gt; que uma não explica ou cuja explicação é tomada sem o cuidado&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;adequado&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;, o outro multiplica. Recentemente o aquecimento global virou pauta na Imprensa em todo mundo e mereceu um filme capitaneado pelo ex-candidato Al Gore. Na onda desta popularidade, muitos oráculos começaram a predizer o fim do mundo para 2012, ano em que termina o Calendário Maia. Logo os Maias, matemáticos extraordinários, envolvidos nesta lenda...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TGQ3tOAgHnI/AAAAAAAAACc/h1SpLqZobxg/s1600/catastrofismo-2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TGQ3tOAgHnI/AAAAAAAAACc/h1SpLqZobxg/s200/catastrofismo-2.jpg" width="170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Catastrofismo&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;12AGO10 &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A meu irmão Z/, que resolveu partilhar comigo uma história, e ao meu irmão M/, que deverá ilustrá-la.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-4695229845506968060?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/4695229845506968060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/08/sincronicidades-meteoros.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/4695229845506968060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/4695229845506968060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/08/sincronicidades-meteoros.html' title='Sincronicidades - Meteoros'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TGSfa_VUqVI/AAAAAAAAACs/hnqhOQazN1o/s72-c/Tunguska.png' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-8649271483159086476</id><published>2010-08-11T09:29:00.006-03:00</published><updated>2010-08-12T15:09:53.830-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novelas'/><title type='text'>Sincronicidades - Migrantes</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=2115555314407398002&amp;amp;postID=8649271483159086476" name="OLE_LINK1"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TGKXZsRRJXI/AAAAAAAAACM/SgWhvN4Qy0s/s1600/160px-Bolshevikki_juliste-It%C3%A4-Karjala.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TGKXZsRRJXI/AAAAAAAAACM/SgWhvN4Qy0s/s200/160px-Bolshevikki_juliste-It%C3%A4-Karjala.jpg" width="143" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=2115555314407398002&amp;amp;postID=8649271483159086476" name="OLE_LINK2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;Józef Babinski não se dá bem com o frio e, no entanto, vive ao norte de Bratsk. Poderia ter ficado em Irkutsk, quando o trem deixou-o na estação da Transiberiana. Mas não – sucumbiu à insistência de Ewa, sua mulher, a aceitou o emprego de guarda florestal naquele fim-de-mundo, ao norte de Bratsk.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Estamos no verão Siberiano e, no entanto, faz um frio dolorido. Józef acorda muito cedo, vai urinar na casinha e volta tiritando para o quarto. O aposento é pequeno: uma cama, uma cadeira, uma mesinha e, sobre ela, uma lamparina. Józef mete-se na cama e, logo que pode, entre as pernas de Ewa. Copulam sem palavras; ouvem apenas o ranger da madeira sob eles e o zunir do vento lá fora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Às 7:15 da manhã do dia 30 de junho de 1908, Józef atinge o clímax &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em Ewa. Fr￩d￩rik" w:st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;em  Ewa. Frédérik&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;, primogênito do casal, acaba de ser concebido. Ouve-se, logo após, uma explosão extraordinária para os lados do Rio Tunguska. Józef e Ewa abraçam-se, transidos de medo. Desconhecem que um meteoro mergulhara na atmosfera e explodira a &lt;/span&gt;&lt;st1:metricconverter productid="8 km" w:st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;8 km&lt;/span&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; da superfície da Terra. A explosão gerara uma bola de fogo e a energia liberada derrubara florestas à sua volta. Durante muitos anos cientistas e místicos travam um embate em torno das explicações para o fenômeno que Józef Babinski via como uma profecia. Não por acaso Joseph Babinski, renomado neurologista francês de origem polonesa, também enxergava profecias ao descrever certa reação do hálux (dedão do pé) que terminou sendo conhecida como “Sinal de Babinski”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;A Revolução Russa eclode em 1917, primeiro de forma “branca”, depois de forma violenta. Józef é alistado num contingente do Exército Branco e, por pouco, escapa de ser feito prisioneiro pelos Vermelhos. Consegue reunir-se com Ewa e o pequeno Frédéric, escapando a família de volta para a Polônia e estabelecendo-se em Modlin, às margens do Rio Vístula. Durante os dias que ali passa, Józef constantemente relembra a explosão de Tunguska e &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="l￪ Gurdjieff" w:st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;lê Gurdjieff&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; e o Pentateuco. Já Frédéric gosta de ouvir os Estudos de Chopin na casa da pianista Grazyna, amiga de sua mãe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Em &lt;/span&gt;&lt;st1:metricconverter productid="1921 a" w:st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;1921 a&lt;/span&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; Polônia infligiu uma derrota vergonhosa ao Exército Vermelho. Derrota que foi vingada quando da invasão Nazi-Soviética no início da Segunda Grande Guerra, em 1939. Ao tempo da revanche, Józef e sua família já não estavam mais em território polonês. Em 1929, atento ao “Sinal de Tunguska”, Józef emigrara com sua família para a Itália, precisamente para perto de Verona, onde os Invernos eram tranqüilos e os empregos melhores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Em Modlin conhecera na Igreja um piemontês, que lhe ensinara um italiano rudimentar e lhe dera uma carta de recomendação para um certo Mario Brindisi, originário do Piemonte, mas radicado no Veneto, na cidade de Pazzon. O viúvo Mario Brindisi confeccionava tijolos e telhas especiais em sociedade com seus irmãos, Dino e Umberto, precisava de mão-de-obra e recebeu Józef Babinski com boa-vontade. Józef, em retribuição, monstrou-se um operário de valor, logo aprendeu o dialeto do Veneto e passou a auxiliar dos irmãos Brindisi. Junto Józef aprendia e trabalha o filho Frédéric, que tem mãos delicadas, mas bem dispostas. As mesmas mãos que, às escondidas, acariciavam os seios de Zaira, filha única de Mario.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Um dia Mario confessou a Józef que ele e os irmãos já estavam fartos de ouvir a arenga de Mussolini e dos “Camicia Nera” que, com atos de violência, perseguiam tanto os camponeses como os pequenos comerciantes da região. Contou-lhe, então, que os Brindisi pretendiam emigrar para o Brasil, onde um punhado de parentes se estabelecera e prosperara no Sul. E perguntou candidamente se Józef não gostaria de emigrar com eles. Józef argumentou com as dificuldades que havia tido ao emigrar tantas vezes; falou ao amigo sobre sua família que já estava acostumando-se a Pazzon; disse-lhe que já tinha o suficiente para dar uma entrada na olaria. E respondeu-lhe que, por ora, não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Mario era um sujeito perspicaz e já percebera a queda que a filha Zaira tinha por Frédéric. Armou, pois, um plano para convencer o amigo a partir para o Brasil. Como quem nada quer, anunciou a Zaira que partiriam para o Novo Mundo em breve e que havia convidado Józef para irem juntos com Frédéric e Ewa. Mas que o polonês se havia negado a ir. Zaira, então, cheia de apreensão e tristeza, foi ter com Frédéric e o fez prometer que influenciaria pai e mãe a embarcarem juntos na aventura brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O estratagema deu certo e em agosto de 1933 partiam num vapor, com destino ao Rio de Janeiro, Mario Brindisi e sua filha Zaira, junto com os irmãos Dino e Umberto, ambos solteiros, Józef Babinski, sua esposa Ewa e o filho Frédéric. Chegados ao destino, os irmãos Brindisi se separaram: Umberto resolveu ficar na Capital da República e arranjar emprego numa oficina mecânica; Dino seguiu viagem para Buenos Aires, encantado por uma italianinha que conhecera no navio e tinha família na Argentina; e Mario, com a ajuda de contatos já apalavrados, rumou para Mogi-Guaçu, Estado de São Paulo, junto com os Babinski, onde se estabeleceram com uma pequena olaria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Como antecipado, Frédéric e Zaira casaram-se alguns meses depois da chegada ao Brasil. E dois anos depois nascia Giuseppe Babinski. A esta altura Vovó Ewa estava muito contente pois, além de ganhar um netinho, a quem cuidava com desvelo, descobrira parentes do marido &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em Carlos Barbosa" w:st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;em Carlos Barbosa&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;, Rio Grande do Sul. Mario Brindisi, por sua vez, seguia correspondendo-se com os irmãos Dino e Umberto, que logo tiveram filhos cariocas e portenhos, torcedores do Botafogo e do Boca Juniors.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Após o nascimento de Giuseppe, as famílias de Józef Babinski e Mario Brindisi permaneceram do mesmo tamanho. Só aumentariam após o casamento de Giuseppe com Dona Angélica Fagundes, da Paróquia de Santa Edwiges. A esta altura, estamos no ano de 1965 e ainda estão todos vivos, Józef (que ainda fala de Tunguska, cutucando a mulher e piscando o olho) e Mario (que segue vociferando contra os fascistas de Verona), ambos com mais de oitenta anos, Ewa com um pouco menos, e Fréderic e Zaira chegando aos sessenta. Mas, quando Giuseppe e Angélica têm o par de gêmeos, Eva e José Babinski, em 1972, vivos estão&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;somente&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Ewa (que lamenta as proles tão reduzidas), Frédéric e Zaira. E a olaria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Angélica Babinski, de nascimento Fagundes, aprendeu rapidamente os segredos da cozinha italiana e polonesa, criando pratos em que uma intercalava-se com a outra. Ouvira dizer que a Hungria era a encruzilhada de várias culturas – o que resultava, por sua vez, numa culinária fantástica. Costumava dizer que sua cozinha era a sua Hungria, e cozinhava diariamente para todos os Brindisi e Babinski. Ewa, já sofrendo de Alzheimer, ria muito de tudo aquilo e perguntava as mesmas perguntas, inclusive sobre um certo primo András, o Húngaro, com quem se correspondera por algum tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Deu-se então que Eva caiu doente. Foi definhando, definhando. Os médicos vieram e foram, passaram muitos remédios e, por fim, diagnosticaram uma leucemia intratável. Com Eva foram-se um a um dos parentes; primeiro Ewa, já velhinha, depois Frédéric e Zaira, num acidente de carro, e finalmente faleceu Angélica, de puro desgosto. Quando foi-se, não cozinhava mais; nem para o filho José que, a esta altura, cuidava sozinho da olaria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Sentindo-se muito triste e só, José Babinski se amiga com uma tal de Bebete, que engravida, dá-lhe um filho e some na estrada, sem nunca mais dar notícias. José tem um profundo amor pela criança, mas não quer mais viver ali e, em 1992 vende a olaria e muda-se, com o pequenino Michel Babinski, para Cunha, onde se estabelece como oleiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Longe dali, uma numerosa prole de Brindisis popula a pequena cidade de Ouro Branco, Rio Grande do Sul. São estancieiros, comerciantes, profissionais liberais e até uma menina que canta muito bem, chamada Luiza. Sabem que pelo Estado de São Paulo e pelo Rio de Janeiro têm parentes. Mas estão ainda distantes para tê-los como parte da família e de suas histórias...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;11AGO10&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-8649271483159086476?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/8649271483159086476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/08/sincronicidades-migrantes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/8649271483159086476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/8649271483159086476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/08/sincronicidades-migrantes.html' title='Sincronicidades - Migrantes'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TGKXZsRRJXI/AAAAAAAAACM/SgWhvN4Qy0s/s72-c/160px-Bolshevikki_juliste-It%C3%A4-Karjala.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-7289819780187253506</id><published>2010-08-10T13:47:00.002-03:00</published><updated>2010-08-10T21:16:39.332-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novelas'/><title type='text'>Sincronicidades - Olaria</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TGHrsgTwnII/AAAAAAAAAB0/QDAbUOScZ9w/s1600/cunha_brasao.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="136" src="http://2.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TGHrsgTwnII/AAAAAAAAAB0/QDAbUOScZ9w/s200/cunha_brasao.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Babinski era oleiro em Cunha, São Paulo, cidade conhecida pela produção de cerâmicas de alta qualidade. A desconfiada população local achava estranho haver por ali um oleiro chamado Babinski, sem referência nem passado. No fim das contas, entretanto, tanto oleiros como ceramistas vivem de queimar o barro. E assim era.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Dona Olga, natural de Ouro Branco, Rio Grande do Sul, era professora da Escola Municipal Dr. Casemiro Rocha desde que se mudara para Cunha. Formara-se no reputado Instituto de Educação General Flores da Cunha e havia emigrado em razão do casamento com um jovem tenente da Polícia Militar. Enviuvou cedo e, tendo que complementar o orçamento da casa, dava aulas particulares de piano nas horas vagas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Babinski tinha um único filho, de mãe desconhecida. Chamava-se Michel e estudava na Escola Municipal Dr. Casemiro Rocha, onde se tornou ardente admirador de Dona Olga. Passava as tardes sonhando e indagando sobre a professora. Assim, soube que a Dona Olga enviuvara e que estava a ministrar aulas particulares de piano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Michel era um menino sensível e perspicaz, ajudava o pai na olaria e, enquanto suava, perguntava a Babinski por que o pai não era um ceramista, ao invés de cozinhar tijolos. Tanto insistiu que Babinski perguntou-lhe se queria aprender o ofício de ceramista. Respondeu que não; que preferia aprender música. Contou até que havia uma professora de piano que poderia dar-lhe aulas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Babinski a princípio relutou; mas, levado a conhecer Dona Olga, assentiu e, mesmo com sacrifício, adiantou dois meses de aulas. Foi assim que o destino, aliado do ardil, colocou Michel e Olga lado a lado, sentados no banco de estudo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Michel era aplicado e talentoso; e logo passou a merecer elogios que iam escritos em bilhetinhos dirigidos a Babinski. Babinski alegrava-se com os bilhetinhos e a sua aparência melhorava toda vez que ia ter com Dona Olga para tratar outro mês. Da aparência passou ao esmero com os tijolos, dando a alguns forma original, às vezes apondo-lhes relevos especiais, outras assinando-os com as iniciais do cliente da encomenda, outras ainda marcando-lhes o lado com o número 32. Estes últimos tijolos vendiam muito bem e puxavam as vendas dos demais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Michel já era um estudante avançado, dominando alguns estilos e até improvisando melodias Seguia com as aulas de piano durante o mês de julho, quando Olga recebeu a visita de um casal de tios, acompanhados da prima Luiza, que vinha passar as férias &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em Cunha. Luiza" w:st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;em Cunha. Luiza&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt; era uma jovem de beleza exótica, resultado da mistura improvável dos sangues guarani e italiano. Cantava muito bem e logo ela e Michel ficaram amigos através da música. Os sonhos de ardor juvenil, entretanto, não visitavam os seios adolescentes de Luiza, mas permaneciam morando nas ancas de Olga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Já ia o mês de setembro, Luiza voltara para Ouro Branco e Babinski seguia na corte da professora que dava aulas a Michel. Numa noite, após terminar um milheiro de tijolos, o pai confessa ao filho aquilo que já estava evidente: gosta da Professora Olga e pretende fazer-lhe uma proposta. O filho faz-se de surpreso e abraça o pai. À noite chora de culpa e tristeza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Olga desenvolveu um gentil afeto por Babinski. Ainda uma jovem mulher, não se sentia preparada para a solidão. Em segredo nutria uma certa atração pelas mãos firmes, mas ternas, do oleiro. Assim que disse sim, sem pestanejar, principalmente ao saber que o oleiro, após tornar-se novedoso, prosperara. A ponto de poder comprar uma casinha nova não muito distante da Escola Municipal Dr. Casemiro Rocha. E em dezembro já moravam juntos,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;na Alameda Emilio Huble,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Babinski, Olga, Michel e o piano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Babinski e Olga viviam dias de alegria. Babinski cuidava de Olga com um desvelo exemplar: barbeava-se e tomava banho diariamente; perfumava-se; dizia palavras gentis; elogiava; aperfeiçoava o Português; recitava Olavo Bilac; e era profuso em carinhos e intróitos nas horas noturnas. Olga, feliz, retribuía. E sentia aquilo que sentem quem está feliz: o coração aberto, dono do mundo, e um grande poder para amar a tudo e a todos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Em paralelo à felicidade do casal, preenchia casa a tristeza de Michel. O convívio com a madrasta em horas íntimas só fazia maltratar o sentimento que por ela tinha, em permanente conflito com a lealdade que deveria devotar ao pai. Sem poder concluir uma linha de ação que pusesse fim ao seu martírio, Michel resolve deixar que a vida o leve. E foi assim que, numa tarde modorrenta, sentados lado a lado no banco do suplício, Michel arriscou um beijo em Olga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Olga, surpresa, resiste. Mas, tocada pela luxúria do momento, segue a torrente que lhe transborda o coração e acaba por devolver o beijo do enteado. Do piano ao quarto foram rapidamente. E na cama Michel solucionou, ao menos temporariamente, os mistérios da vida. Fizeram o amor vespertino que, na velhice, acomoda corações e, na juventude, prenuncia maremotos. As seções da tarde repetiram-se entre juras de amor e ondas de culpa. Nenhum sentimento por marido e pai era suficiente, entretanto, para interromper o desejo ou quebrar a cadeia de prazeres em que estavam presos Olga e Michel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Os apaixonados, com o tempo, tornam-se descuidados. A paixão é tudo e exerce-la é mais importante que guarnece-la. Foi assim que Babinski surpreendeu sua mulher atracada com seu filho na cama do casal. A princípio o oleiro não soube o que fazer. Mas logo os sentimentos eclodiram e foi com furor que Babinski tomou de um cinto e começou a desferir golpes em um e outro dos infiéis. O temor reverencial tem enorme força, e Michel sucumbiu a ele: apressadamente, escafedeu-se pela janela e correu suspendendo as calças como podia, mesmo ouvindo os gritos de Olga e os pedidos de socorro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Levou algum tempo para que alguém da vizinhança acudisse Olga. Quando o fez, encontrou a professora desacordada na cama, coberta de lanhos por todas as partes do corpo, principalmente no rosto. A um canto do quarto Babinski chorava de cócoras. Preso em flagrante, o oleiro está sendo processado com base na Lei Maria da Penha. Alvo do opróbrio da comunidade e da maldade da Imprensa, Babinski dá a palavra a ninguém. Ficará para sempre mudo; na mente, apenas uma parede de tijolos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Envergonhado, mas contabilizando as vezes em que meteu-se entre as pernas da antiga professora de piano, Michel fugiu para a Capital, cuidando de deixar uma parede de tijolos protegendo a memória. Lá, depois de passar frio e fome, conseguiu ganhar algum tocando em bares e prostíbulos. Recentemente adquiriu certa estabilidade com uma banda de blues que se apresenta semanalmente num café sofisticado da Ministro Rocha Azevedo, esquina com Lorena.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Quanto a Cunha, logo após o ocorrido na Alameda Emilio Huble, um cataclismo abateu-se sobre a estância climática. Como resultado das fortes chuvas de janeiro, enxurradas destruíram pontes, estradas e lavouras. Centenas de pessoas ficaram desabrigadas e a Secretaria Municipal de Saúde computou duas dezenas de mortes em virtude de desmoronamentos na região. Uma coleção de vasos de cerâmica Raku foi encontrada entre os destroços de uma olaria situada no bairro de Barro Vermelho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;10ago10&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_______________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Notas: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A cidade de Cunha, cujo nome completo é Nossa Senhora da Conceição de Cunha, foi assim batizada em homenagem ao então Governador da Capitania de São Paulo, Francisco da Cunha e Menezes. Já o General Flores da Cunha nenhum parentesco tinha com Francisco da Cunha e Menezes; é um vulto militar gaúcho de grande importância, sendo lembrado pelo seu papel decisivo na Revolução de 30 e, depois, na Revolução Constitucionalista de 32, quando apoiou Getulio Vargas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O Dr. Alfredo Casemiro Rocha diplomou-se em Medicina, com louvor, na Bahia, onde exerceu durante algum tempo, até mudar-se, pelos bons ares, para Avaré e, depois, para Cunha. Nesta cidade tornou-se político proeminente, elegendo-se deputado estadual e federal, senador pelo Estado de São Paulo, e prefeito de Cunha. Destacou-se, finalmente, pelos préstimos de cirurgião, que colocou à disposição dos constitucionalistas paulistas. Longe de onde descansa o Dr. Casemiro Rocha, repousa, no Mausoléu do Obelisco de São Paulo, ao lado do poeta Guilherme de Almeida, outro herói de Cunha – o lavrador Paulo Virgínio, torturado e depois fuzilado pelas tropas cariocas, por recusar-se a revelar a posição das tropas paulistas. Muitas famílias paulistas guardam, até hoje, o anel de prata com a inscrição “Dei ouro para o bem de São Paulo”, recebido em troca das doações feitas ao esforço revolucionário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-7289819780187253506?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/7289819780187253506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/08/sincronicidades-olaria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/7289819780187253506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/7289819780187253506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/08/sincronicidades-olaria.html' title='Sincronicidades - Olaria'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TGHrsgTwnII/AAAAAAAAAB0/QDAbUOScZ9w/s72-c/cunha_brasao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-7616522375731618809</id><published>2010-08-03T16:02:00.001-03:00</published><updated>2010-08-06T13:27:28.035-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'>Pense Nisso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Estás vendada e crês que não me conheces. Deixo que penses assim, se te dá prazer. Te aproximas de mim procurando alguma referência: meu cheiro, uma palavra, uma ordem. Nada tens de mim, exceto meus olhos que te olham e que tu não vês.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Te vingas porque me sabes assim: sem te dar, mas também sem te ter. E te viras de costas, sobes as saias e dobras o corpo ao meio para a frente. Observo, então, teus calcanhares, tuas pernas, tuas coxas... e tuas nádegas. A curva de tuas nádegas. Me dás tempo. Mas então te abres e me deixas ver a castanha de tua boceta, a pele fina que a segue para cima e, finalmente, teu cu - o olho ciclope que se fecha como o obturador preciso de uma Schneider Componon.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acompanho o movimento e a pausa que fazes, após. E sinto o desejo que me sobre à boca, antes de enfiar-te a língua.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;30jul10&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-7616522375731618809?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/7616522375731618809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/08/pense-nisso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/7616522375731618809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/7616522375731618809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/08/pense-nisso.html' title='Pense Nisso'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-4378470966153579920</id><published>2010-08-03T15:54:00.001-03:00</published><updated>2010-08-03T15:56:13.874-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'>Nada Quero de Meu</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;nada do que é meu&lt;br /&gt;é meu.&lt;br /&gt;nada quero de meu.&lt;br /&gt;aquilo que é meu&lt;br /&gt;não é.&lt;br /&gt;minha mão não é dona&lt;br /&gt;da mão que ela aperta.&lt;br /&gt;assim quero eu.&lt;/span&gt;       &lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;30jul10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-4378470966153579920?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/4378470966153579920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/08/nada-quero-de-meu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/4378470966153579920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/4378470966153579920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/08/nada-quero-de-meu.html' title='Nada Quero de Meu'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-4885082937689255847</id><published>2010-08-03T15:48:00.003-03:00</published><updated>2010-08-03T23:58:42.583-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novelas'/><title type='text'>Sincronicidades - Sonata para Luiza</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Tenho guardado recordações durante todos estes anos em que viajo pelo Brasil afora. Nada se compara, entretanto, à memória das minhas duas primeiras estadas no Sul.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Aos oito anos de idade eu era um menino ativo e esperto. Vivíamos no Rio de Janeiro, a duas quadras da praia, e eu já tinha minha morey boogie e pegava onda à vontade. Sabia bem das molecagens de rua e quase havia quebrado o pescoço no teto do prédio tentando ver uma vizinha trocar a roupa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Eu era, enfim, feliz, atordoado apenas pela curiosidade que todo menino já nessa idade tem: sexo. Meus pais eram legais comigo e eu era bom aluno, merecedor de prêmios e perdões. Íamos juntos a restaurantes e parques e, nas férias, sempre encontravam um jeito de me incluir nos programas deles. Assim é que, quando meu pai me disse que íamos a Ouro Branco para a festa de oitenta anos do avô dele, meu bisavô, achei apenas natural que começasse a fazer minha mala.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Salvo um casal de tios que nos visitaram no Rio, eu nunca havia tomado muito contato com esse lado da família. Ouvia histórias, é claro, de como meu bisavô havia vindo do Piemonte para a Argentina; e de como, na parada do navio no Rio, ele ficou e o meu tio-bisavô seguiu para Buenos Aires e, depois, se estabeleceu numa província do sul da Argentina, onde tornou-se um vinhateiro de sucesso. Meu bisavô, também, foi para o sul – logo depois que minha bisavó morreu, ele juntou-se a outro grupo que vinha da Itália, deixou meu avô na casa de parentes de minha bisavó no Rio, e rumou para Porto Alegre. Finalmente, estabeleceu-se em Ouro Branco, procriando fartamente por lá...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Ao que parece, as mágoas causadas pelo abandono de meu bisavô foram superadas e os Brindisi puderam seguir em paz aqui e lá. Total que escrevem-se cartas emocionadas, ainda em italiano, e remetem-se fotos. Fotos que fui acostumado a ver quando visitava meu avô Carlo, cujo nome deu origem ao meu nome. E foi através dessas imagens que comecei a conhecer minha família longínqua – os tios e tias, os primos e primas, as casas, as fazendas, os vinhedos, as pradarias e planaltos. Por melhores que fossem as imagens, não fariam justiça, como pude testemunhar, às pessoas e às paisagens que conheci em minha primeira viagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;---//---&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Embarcamos meu pai, eu, meu tio Sandro e meu avô Carlo, para Porto Alegre no dia 25 de novembro – me lembro até hoje, porque as festas de aniversário de meu bisavô começariam no dia 28, com um grande jantar na estância de meus tios-avós. Nós ficaríamos também hospedados na estância, para maior conveniência de todos, e para lá rumamos de carro assim que chegamos na capital.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Nossa chegada em Ouro Branco foi digna de um filme de Monicelli – a parentada toda emocionada, alguns personagens às lágrimas, tudo muito excessivo e eu perdido no meio de tantas calças e saias. Foram muitas as apresentações, beijos e abraços e, em breve, eu estava a um canto, junto aos meus &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;cugini &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;– todos muito parecidos e bem cuidados, exceto uma menina mais ou menos da minha idade e altura, pele de índia guarani, cabelos negros e longos, a franja grande caindo sobre os olhos também negros. Pois esta menina que se destacava dos demais foi a única a aproximar-se de mim e soprar no meu ouvido o seu nome – Luíza. E naquele momento abriu-se um clarão e meu coração passou a ter dona.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Nos dias que se seguiram eu procurava por Luiza assim que acordava, ou ela procurava por mim. Nos tornamos os melhores companheiros e não precisamos confessar nossa liga um com o outro – era evidente pelas horas que passávamos juntos, escondendo-nos debaixo da mesa de jantar, correndo pela ribanceira do rio, ou simplesmente parados e quedos vendo a chuva cair no jardim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Tal proximidade contribuiu para excitar nossos sentidos e aumentar nossa curiosidade. Luiza representava as forças da Natureza, uma Natureza até então desconhecida, para mim, habituado a mar e peixes. Importante mesmo é sublinhar que a tal força era inexorável – como freqüentemente eu testemunhava, seja na hora do banho, seja no momento de dormir – e completava minha maturação sem sentimentos de culpa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;A única coisa que atrapalhava a Luiza e a mim – já que os adultos nos deixavam em paz e concentravam-se nas festas – era uma outra prima, Emília – uma magrela invejosa e arrumadinha que teimava em nos acompanhar sempre que podia. Luiza me dizia para não ligar, para ignorar, mas Emília era realmente um carrapato. Sorte era que, tendo que estar sempre limpa, engomada, calçada e penteada, não podia ir atrás da gente quando corríamos pelo mato ou rastejávamos pelo chão dos quartos ou caímos no rio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Numa dessas vezes que nos buscava, Emília pegou-nos em flagrante quando, nuzinhos, explorávamos as diferenças de nossos corpos. Luiza, então, ao invés de correr ou esconder-se ou cobrir-se, enfrentou a prima que gritava “vou contar pra todo mundo!”. Rapidamente deu-lhe um tapa no rosto e uma rasteira. E, sentada em cima de Emília, disse “se contar pra qualquer pessoa eu te quebro a cara, te enterro no galinheiro e cuspo em cima até você morrer”. Emília, chorando e tentando arrumar o vestidinho amassado, saiu correndo e sumiu. Enquanto nos vestíamos, Luiza dizia que a prima era invejosa que só. Enquanto eu, aqui comigo, achava mesmo que aquilo era ciúme.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;As breves férias passaram muito rápido para mim. Num átimo já estávamos fazendo as malas de volta e nos despedindo depois de um café-da-manhã muito triste e calado, embora alegre e barulhento para os adultos. Todos se abraçaram e se prometeram visitas que nunca ocorreram. Chorei um tico quando abracei Luiza e ela também, para logo sair zunindo sem falar com mais ninguém. Todos riram muito na sua ignorância do que ia no coração da gente. Com alívio, não cheguei a despedir-me de Emília que saiu atrás da prima Luiza tão logo ela se desgarrou de mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Nos meses seguintes escrevi ardentemente para Luiza. Era uma dureza conter-me, mas achava que tinha que fazê-lo, já que nossas cartas poderiam ser lidas por outros, especialmente o avô dela. Luiza me respondia e, vez por outra, tinha o cuidado de dobrar uma folha de planta ou uma flor entre as páginas da carta, pedindo-me desculpas por não poder mandar um seixo do nosso rio querido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O tempo foi passando e fui crescendo, na medida em que as cartas para e de Luiza foram escasseando. Aos onze anos já tinha uma namoradinha e explorava com ela a excitação que parecia mover meus pensamentos e atos. Os pelos do corpo e ereções incontroláveis foram me avisando de novos tempos. Nas conversas com a turma da rua falava abertamente de meus desejos e das nascentes aventuras, que iam de A a Z, sem entretanto parar na letra P, de penetração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Já havia quase esquecido de Luiza quando recebi, de meu pai, a notícia da morte de meu bisavô e o convite para irmos de volta a Ouro Branco. Num átimo recordei-me de Luiza; meu coração doeu e eu, apesar da tristeza que o luto impunha, vibrei. Iria rever minha amada prima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;-//-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Fomos para o Sul como da primeira viagem – de avião até Porto Alegre e depois de carro até Ouro Branco. Entretanto, nossa chegada não foi motivo de festejos desta vez. Meu bisavô era muito querido e havia deixado uma família numerosa e uns tantos amores dispersos. Ficamos na mesma estância de meus tios-avós, mas desta vez não houve a festança de boas-vindas; somente um jantar que nos prepararia para a noite de vigília.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Em vão procurei por Luíza. Ela só seria vista mais tarde, na capela. Como sempre a um canto; mas, ao contrário do que me falava minha memória, uma bela mulher em formação. Enquanto eu ainda penava com a penugem da minha incipiente barba e vigiava atentamente o surgimento dos pelos pubianos, do peito e das axilas, Luiza ostentava uma envergadura quase completa – ombros, seios, quadris... estava tudo ali, desenhado e à mostra. Eu, envergonhado, me torturava pelas comparações, culpando minha falsa memória. E estava passando por este suplício quando Luiza docemente chegou a meu lado, abraçou-me pelos ombros e deu-me um beijo no rosto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Ah, o mesmo perfume, o mesmo encantamento... Foi o tempo de beijá-la de volta e já começarem os terços e invocações. Silenciosamente nos separamos, olhos nos olhos, e nos falamos qualquer coisa de nos vermos na manhã seguinte. O resto da noite foi passada entre memórias do meu bisavô sorridente, da minha numerosa família e de um desejo dolorido de voltar logo para casa, para o mar e para a esquina da turma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Na manhã seguinte fui procurar Luiza, nem sabia para que. Disseram-me, então, que ela havia deixado recado, que me esperava na ribanceira do rio, no mesmo lugar de sempre. Procurei uma sunga, uma camisa e saí de havaina mesmo, evitando pisar na bosta dos cavalos e bois. E cheguei ao nosso ponto de encontro mais rápido do que deveria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Lá estava Luiza, mais esplêndida ainda que na noite anterior. O contraste entre os cabelos longos e a pele de índia era alguma coisa, ainda mais visto entre as cores da vegetação e a água límpida do riozinho. Luiza estava quase nua, usando somente a calcinha do bikini. Voltou-se e vi os seios grandes e empinados. Senti vontade de descer correndo até ela e abraçá-la. Mas... Logo vi que tinha companhia – lá estava também a prima Emília, magrinha mas muito bonita, quase da mesma altura e volume de Luiza. Resolvi, então ficar escondido e observá-las.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;As duas mergulhavam no riozinho, brincavam de atirar água, depois passavam um tempo sentadas na pedra, pegando sol, às vezes deitadas uma no colo da outra. Eram muito lindas juntas, cada qual um tipo de beleza. Ambas se sentiam donas de si e de seu mundo. Poderosas, deram um mergulho profundo; ao subir à tona arrancaram as calcinhas, que atiraram para a pedra. Em seguida abraçaram-se onde dava pé. E se beijaram. Pescoço, ombros, seios... Eu sentia um agudo ciúme, mas seguia observando-as do meu posto, curioso e excitado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Minhas primas voltaram à pedra e ali, num ritual conhecido delas, começaram a amar-se. De onde eu estava via detalhes dos corpos e de seu movimento, um contra o outro. O carinho lento e depois a voracidade. Luiza dominando Emilia, sobre ela, sugando-a, vampirizando-a, possuindo sua alma; Emilia subjugada, sendo comida, dando gemidinhos e gritinhos quase infantis e eu ouvindo a voz mais grave de Luiza, mandando, virando, espalmando, sendo bruta ou suave. Assim prosseguiram até que gozaram. E estavam repousando nos braços uma da outra quando me mexi e um galho estalou. Imediatamente Luiza deu comigo e pude ver os olhos negros fulgurando por baixo da densa franja, ao mesmo tempo em que riam para mim, cúmplices.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Emília e Luiza ficaram de pé. Emília buscando cobrir-se e fugir do flagrante e Luiza firme como escultura. Sem pestanejar, chamou-me para que viesse e disse para Emilia que não se atrevesse a sair dali. Rapidamente decidimos seguir as ordens da prima, embora eu mancasse até chegar onde estavam e Emilia chorasse um pouco e pedisse para ir embora, tentando convencer Luiza a deixá-la ir. Até que nos juntamos, os três, no mesmo espaço da pedra – Emilia muito constrangida, eu envergonhado e Luiza senhora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Luiza forçou um abraço dos três e depois, sorridente, pegou no meu pau, como fizera anos atrás. Pude ver nos olhos de Emília o mesmo ciúme que então a levara a ter raiva de mim. Fechei os olhos e toquei os seios de Luiza que, depois de um momento, retirou minha mão e a colocou sobre o seios de Emília, que retraiu-se imediatamente. Criada a cena e postados os peões, Luiza ordenou que Emilia se ajoelhasse e me chupasse. Emilia tentou negar, mas um puxão severo nos cabelos convenceu-a a abaixar-se e a colocar meu pau na boca. Eu e minha prima pagã nos beijávamos na boca enquanto a prima submissa me chupava entre lágrimas. Minha resistência e meus sentimentos viraram fumaça – eu era uma boca e um pau e mexia-me para enterrar-me mais e mais na boca de Emilia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Nossa senhora percebeu que íamos gozar e deu-nos uma nova ordem. Mandou que Emilia se deitasse de costas e que eu a cobrisse. Nada de pensamentos ou reflexões; nada de camisinha ou preparativos para a boceta de Emilia. Era isso a verdade. Emilia já não reclamava mais, cumpria a ordem para servir à prima Luiza; abria as pernas o mais que podia para facilitar a penetração, esfregava o grelo para tentar molhar-se e recebeu meu pau como se cumprindo uma rotina de ginástica olímpica, enquanto sorvia a boca que Luiza lhe oferecia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Não pude me conter por muito tempo e fui precoce, embora total. Era minha primeira vez e não sabia mesmo o que fazer em termos de desempenho. Muito menos resistir à paixão intensa, de corpo e alma, que minha prima me despertara. Luiza foi a primeira a rir; depois Emilia, que de algum modo se vingava. Eu ri por último, tímido. Rapidamente saí de Emília, peguei minhas roupas e saí correndo de volta para a casa. No caminho vesti-me e me dei conta de que estava chorando por múltiplas razões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Passei o resto do dia no quarto. Estava esfolado e machucado. Nada do que me motivara para acompanhar meu pai. A vida me atropelara; minha velocidade era muito pouca para emparelhar com Luiza. Ficara para trás, para sempre. Devia dar adeus a essa paixão que durara quatro anos. Encontrar outra menina; de preferência lá perto de casa, da mesma turma. Uma guria-mar, com jeitinho carioca, que falasse a mesma língua e fosse da mesma natureza. Me torturei por horas até que adormeci. Acordei com um toque insistente na porta do quarto. Era Luiza que queria partilhar a aventura, falar de nós e rir da prima. Não entendia meu estado. Por gentileza e carinho deixei que se acalmasse e lentamente se retirasse, por si só.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Viajamos de volta no dia seguinte. De Luiza só tive um bilhete – “Não deixe de me escrever”. Guardei-o mesmo sem achá-lo importante. O transporte de carro foi monótono e a toda hora meu pai me perguntava o que havia, tomando meu silêncio por algo conectado ao enterro do meu bisavô. Quando chegamos ao Rio, não quis nem saber, peguei minha prancha e caí no mar. Chorava as pitangas de Oxum para Yemanjá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Como antes, nos escrevemos um pouco. Eu breve, Luiza parlante. Depois não nos escrevemos mais. Cresci, terminei o ensino médio e passei pra faculdade de direito – a Cândido Mendes, no Centro da Cidade. Um dia, depois da aula, parei numa loja de CDs no Paço e ouvi um blues da pesada. Pedi para ver o CD e dei com o rosto de Luiza. Perguntei ao vendedor quem era e ele me disse que era uma voz nova, uma menina brasileira que era tão boa que estava fazendo sucesso nos Estados Unidos. Comprei o CD e fui pra casa. Ouvi inteiro, de uma vez só. Depois ouvi outra vez e outra vez. Até que meu pai pediu que eu parasse com aquilo. Mostrei a capa do CD e ele não falou mais nada. Fechou a porta do quarto e não me importunou mais enquanto eu varava a noite ouvindo as mesmas canções.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;03ago10&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Para D/ minha prima pagã, que me fez rever minhas memórias.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-4885082937689255847?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/4885082937689255847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/08/sonata-para-luiza-viagens-ao-sul.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/4885082937689255847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/4885082937689255847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/08/sonata-para-luiza-viagens-ao-sul.html' title='Sincronicidades - Sonata para Luiza'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-3677254084901668162</id><published>2010-07-29T15:09:00.000-03:00</published><updated>2010-07-29T15:11:44.951-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'>Poeminha Amoroso em Vai e Vem</title><content type='html'>Minha mão inocente&lt;br /&gt;abre-se sobre a pele do teu seio&lt;br /&gt;fecho os olhos e sinto&lt;br /&gt;as diferenças de textura&lt;br /&gt;o arrepio&lt;br /&gt;quando percorro o bojo&lt;br /&gt;a auréola&lt;br /&gt;o bico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminho até a mesa&lt;br /&gt;onde estão o papel&lt;br /&gt;e os lápis de cor.&lt;br /&gt;Sento-me e psicografo&lt;br /&gt;às vezes rápido&lt;br /&gt;outras mais lento&lt;br /&gt;direto da memória&lt;br /&gt;o desenho do teu seio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abro os olhos&lt;br /&gt;e observo&lt;br /&gt;o papel sobre a mesa&lt;br /&gt;e nele o desenho&lt;br /&gt;de um canteiro de flores&lt;br /&gt;de um conjunto de mares&lt;br /&gt;caminhos, correntezas&lt;br /&gt;pássaro e peixe&lt;br /&gt;e o sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloco a mão aberta&lt;br /&gt;sobre o desenho no papel&lt;br /&gt;e fechando novamente os olhos&lt;br /&gt;sinto a pele do teu seio&lt;br /&gt;as diferenças de textura&lt;br /&gt;o arrepio&lt;br /&gt;quando percorro o bojo&lt;br /&gt;a auréola&lt;br /&gt;o bico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28jul10&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-3677254084901668162?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/3677254084901668162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/07/poeminha-amoroso-em-vai-e-vem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/3677254084901668162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/3677254084901668162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/07/poeminha-amoroso-em-vai-e-vem.html' title='Poeminha Amoroso em Vai e Vem'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-5722964220572507054</id><published>2010-07-23T11:29:00.004-03:00</published><updated>2010-08-03T15:58:06.300-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>ELE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Escrevia muito pouco, somente o necessário. A professora insistia para desenvolver o texto. Mas para ele bastava dizer “menino” ou “menina”; não importava o nome ou a idade – isso ele sabia, e guardava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Também falava muito pouco. Dava preferência às palavras “sim”e “não”. Raramente dizia um “talvez”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Observava quieto, de um lado, o trabalho do encanador ou do eletricista. Trocava lâmpada queimada e fazia luz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Também ficava olhando a cozinheira matar galinha e depois abrir, revelando os miúdos e limpando o milho ainda no papo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Certa vez abriu um relógio que não andava, desmontou, remontou as peças, deu corda e fez funcionar. Ninguém viu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Sorria quando entrava n’água, qualquer água. Quando batia os pés fazia uma espuma intensa, na piscina ou no mar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;E foi do mar que uma onda veio e o embolou. Virou de ponta-cabeça, foi sacudido de um lado para o outro, rolou até chegar na areia, quase desacordado. Chegou à casa e desatou a falar. Três dias falou sem parar. Até que caiu num sono profundo e sonhou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Sonhou com verdes campos e verdes mares. Nos campos os pássaros e no mar os peixes. No ar, pássaros e peixes. O céu era azul de desenho animado; o sol, amarelo, não queimava. Podia ouvir tantos sons... Ouvia pausas, também, e longos silêncios. E tudo isso era a língua do mundo, com as folhas e flores cantando com a voz do vento. Chegou a ouvir o ruído da Terra girando em torno do eixo. Era a porta do quarto que abria. E ele acordou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Desse dia em diante ele compreendeu que cada coisa andava com a outra e que o som, pra ser som, precisa do silêncio; assim como calor existe se faz frio. E entre o que falava e escrevia foi que tornou-se uma orquestra. E virou músico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;22jul10&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-5722964220572507054?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/5722964220572507054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/07/ele.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/5722964220572507054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/5722964220572507054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/07/ele.html' title='ELE'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-3800299388427427043</id><published>2010-07-22T19:42:00.009-03:00</published><updated>2010-08-06T13:30:56.718-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>O Som do Latim</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TEjRqodaPTI/AAAAAAAAABk/m2B89f9OBmE/s1600/DUDEN.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496873875551173938" src="http://3.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TEjRqodaPTI/AAAAAAAAABk/m2B89f9OBmE/s200/DUDEN.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 200px; margin: 0 10px 10px 0; width: 139px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O alemão é um povo que não conta com muita simpatia por aí a fora. Exceto pela admiração que se tem por sua organização e ciência, o gosto pelo germânico se exaure na apreciação de certos acepipes e na imbatível cerveja. Claro que há muito mais de bom que apenas isso na cultura alemã.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Graças ao ancestral romano, foi semeado (e prosperou) na Alemanha o Latim. Podemos reconhecer, entre as línguas latinas, muitos vocábulos comuns (na gênese ou na grafia) que descendem diretamente do Latim. Mas é o uso das declinações que faz o Latim e o Alemão particularmente interessantes. As declinações escondem regências debaixo da asa de substantivos, adjetivos e pronomes. Como resultado, ocorre a liberação da estrutura que rege da ordem das palavras nas orações – organização tão essencial às línguas modernas que utilizam a seqüência sujeito-verbo-predicado. Algumas partículas também ganham liberdade, principalmente as negativas (veja-se, em Alemão, o uso endiabrado da palavra “nicht”, que pode torcer o sentido de uma afirmação ao final da frase). Isto sem falar das vírgulas e das palavras que se compõem a partir da aglutinação léxica de substantivo e adjetivo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Há anos atrás eu revia o latinório, preparando-me para o vestibular. Lutava para gravar as declinações e os vocábulos, maldizendo os idiotas que haviam incluído uma língua morta no currículo. Ajudava-me um padre iluminado – espanhol e republicano – que, assistindo à minha angústia, abriu-me a cabeça recitando vigorosamente um trecho da Eneida, de Virgílio, mostrando-me como o “Arma virumque cano/Troiae qui primus ab oris” nos fazia ouvir a aproximação dos soldados e o rufar dos tambores. A partir daí, se não aumentei meu conhecimento de Latim, despertou-se minha vontade para um dia fazê-lo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Hoje, ao brincar com as palavras em Português num breve e-mail, lembrei-me do querido padre e do Latim. Acabei concluindo que falara alemão, recordando-me da piada do português que conversa com o motorista de táxi em Berlin. Mais importante, lá fui eu buscar alguma coisa sobre a Eneida, acabando por achar um excelente texto de um autor americano (sim, os americanos, assim como os ingleses, cultuam o Latim!) – William Harris – ex-professor emérito do Middlebury College, falecido em 2009. Diz ele que:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-style: italic;"&gt;“[The Romans] actually HEARD poetry as they read it, and were tuned to the sound of words as we cannot hope to be. We live in a 'print culture', we reach words as ideograms much as the Chinese reach 'characters' as units, a very fast and very useful procedure, but one which robs us of the essence of poetry, which is Sound.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-style: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-style: normal;"&gt;Certamente os idiotas controladores dos currículos, que exigiam que estudássemos Latim no ginásio e nos obrigavam a sabê-lo no vestibular, eram idiotas mesmo. Faziam-no pelos motivos errados – o mesmo simulacro de erudição e vera inutilidade que martiriza os alunos atuais, obrigando-os a análises sintáticas dificílimas ao invés de ensiná-los a escrever lendo e escrevendo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-style: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;De minha parte, agradeço a idiotice e sigo encantando-me com a poesia, o som das palavras, e o jogo que faz a melhor Literatura – como a de Saramago – que me diverte intensamente. Além disso, se tempo e determinação tiver, vou estudar Alemão. Como será formidável ler os filósofos alemães no original e também poetas como Enzensberger. E como será emocionante ouvir, e entender, as vozes originais, mesmo quando poucas, do cinema de Herzog e Wenders...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;22jul10&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-3800299388427427043?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/3800299388427427043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/07/o-som-do-latim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/3800299388427427043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/3800299388427427043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/07/o-som-do-latim.html' title='O Som do Latim'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TEjRqodaPTI/AAAAAAAAABk/m2B89f9OBmE/s72-c/DUDEN.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-5928840819768065361</id><published>2010-07-13T15:31:00.007-03:00</published><updated>2010-07-13T15:54:15.542-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>FETICHES (Segunda Parte)</title><content type='html'>&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;O nome da amiga de minha irmã é Lara. O nome de minha irmã é Pérola, mas nós náo gostamos dele. Faz tempo que combinamos que Pérola se chamaria Sayuri. É que minha irmã se parece a uma gueixa – pequenina, delicada, olhos e cabelos negros, curtos e picados. Quando está triste Sayuri passa os dias de olhos baixos, deixa crescer os cabelos e fica num canto lendo ou pensando na vida, enrolada num quimono que dei de presente quando a re-batizamos. Naquela noite Sayuri estava esplendorosa. Parecia mais alta, embora conservasse o estilo “mignon”, e seus olhos faiscavam, tornando insignificantes as outras mulheres à sua volta. Só assim pude encontrar uma explicação para minha súbita atração por ela. Mais tarde iria entender que o incesto, em si, é um fetiche; mas isto é uma outra história.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Lara é o inverso quase de Sayuri. O rosto eslavo e os cabelos muito louros, cacheados e volumosos, combinam bem com as ancas generosas. Ri com facilidade; uma gargalhada dobrada e gostosa. Não a vejo tendo as mudanças súbitas de humor que caracterizam a personalidade de Sayuri. Penso que é sempre divertida, externalizando um bom-humor “topa-tudo” sincero e verdadeiro, ao contrário de Sayuri, cuja vida interior é muito mais intensa que seus modos comedidos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Logo que saímos do encontro, Sayuri e Lara trocaram algumas palavras e me disseram que iríamos todos para a nossa casa, tomar um “night cap”. Não tugi nem mugi, absorto que estava na tentativa de explicar e desculpar o que havia acontecido comigo e minha irmã. E enquanto as duas conversavam animadamente, eu, sozinho na frente, ia dando tratos à bola que me suavizassem o percurso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Quando chegamos, atirei as chaves para um lado e perguntei o que poderia servir. Sayuri preferiu um licor de menta e Lara um Black. Trouxe as bebidas e desculpei-me – tinha que tomar um banho. Ao retornar à sala, peguei as duas abraçadas e trocando um beijo. Já não havia mais espaço para surpresas; apenas para constatações. As duas me viram estático e riram, chamando-me para que me acomodasse no sofá junto a elas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Sem cerimônia, Lara colocou o pé no meu colo – um pé gordinho, diferente do pé mais magro de Sayuri, tanto no desenho como na proporção dos dedos. Fingi que não percebia a insinuação e me pus a conversar sobre as seções que havíamos presenciado. Minha irmã calou-me com um beijo na boca e começou a apertar-se contra mim. Vi que Lara se excitava e que Sayuri a mantinha à distância e percebi o nervo psicológico do ménage que se anunciava.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Dali por diante minha irmã Sayuri e eu nos servimos da ansiedade de Lara, nos alimentando de sua angústia. Lara procurava algum tipo de troca, deixando-se dominar para merecer carinho e atenção. Debalde: quanto mais enxergávamos sua necessidade, mais a atormentávamos com nossa negativa. Criávamos situações em que acenávamos com um possível conforto; para ao fim negá-lo e iniciar um novo ciclo de excitação e sublimação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Foi assim que Sayuri me comeu, sentada sobre meu pau, enquanto fingia que daria alguma trégua para que Lara se saciasse em algum momento. Ordenava que Lara se virasse e mostrasse as nádegas abertas, dava-lhe palmadas, mas sequer a masturbava. Segurava meu pau duro e o mostrava a Lara e, quando esta estava por fazer algo, Sayuri o abocanhava e a afastava. Quando notava que Lara se masturbava, dava-lhe esperanças com um beijo lascivo, que parava à meia, interessando-se por outra coisa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Por fim, após ordenar que Lara nos adorasse os pés – inclusive o meu horrendo exemplar – Sayuri inciciou uma seção de castigos, aplicando tapas na pele alva de Lara, deixando-a avermelhada por toda a parte. Juntei-me à minha irmã nos castigos até que percebi que estava dando um enorme prazer a Lara, que se excitava a cada momento em que minhas mãos estalavam nas suas nádegas. Enfurecido por ter sido pego na lorota, pedi que Sayuri prendesse Lara, de quatro, aos pés de uma mesa de centro que, virada ao contrário, parecia uma roda. E, assim, da forma mais cruel, enfiei-me no ânus de Lara, com tal violência que arranquei-lhe gritos. Enquanto isso, minha irmã Sayuri empanturrava-se com a cena, agindo às vezes como um maestro, às vezes como um pintor. Deleitava-se com a dor tornada prazer tornado dor; bebia em minha fúria; e masturbava-se esfregando-se por todo lado em qualquer superfície.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Terminamos ali, exaustos e malditos, e também benditos. E, assim que pudemos, explodimos numa gargalhada a três que fechou bem fechada a nossa jornada; como deixou aberta a porta para outras. Satisfeito, não precisei de mais explicações ou justificativas para o incesto. Bastava-me saber que minha irmã estava feliz e provavelmente curada do casamento mal sucedido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Dormimos e acordamos os três juntos, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em abandono. Levantando-me" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;em  abandono. Levantando-me&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; primeiro, trouxe um suco de laranja para cada uma. Enquanto bebiam, me perguntava se conversaríamos sobre o que ocorrera. Uma das alternativas seria prosseguir como se nada houvesse acontecido. Essa era a minha alternativa. Entretanto, como se a noite não tivesse terminado, Sayuri puxou Lara para si e deu-lhe um beijo. E, atraído inexoravelmente para o redemoinho daquelas duas, lá fui eu servir de escravo novamente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  ;font-family:verdana;font-size:medium;"&gt;13jul10&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  ;font-family:verdana;font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Para A/, que já foi R/&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-5928840819768065361?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/5928840819768065361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/07/fetiches-segunda-parte.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/5928840819768065361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/5928840819768065361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/07/fetiches-segunda-parte.html' title='FETICHES (Segunda Parte)'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-5170707191013654935</id><published>2010-07-13T13:19:00.004-03:00</published><updated>2010-07-13T15:40:05.583-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>FETICHES (Primeira Parte)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Minha irmã e eu nos damos muito bem desde pequenos. Na verdade, somos os melhores amigos um do outro. De maneira que, há algum tempo atrás, quando ela separou-se do marido calhorda, preferiu vir morar comigo ao invés de retornar à casa de nossos pais. Nosso apartamento é grande e confortável; temos a facilidade de nos fazermos companhia quando desejamos ou tratarmos de nossa vida, quando é o caso. Na maior parte do tempo, nossa troca de confissões e amabilidades – da qual decorre uma intimidade cúmplice – precipita toda sorte de influências recíprocas. Assim, foi natural que a combinação de nossa curiosidade nos tenha levado, os dois, a fazer parte de um mesmo grupo de fetiches.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;No princípio, entrávamos numa sala de bate-papo de um provedor e ficávamos observando as conversas e fazendo algumas molecagens. A maioria dos que freqüentavam a sala era séria; isto é, encarava seriamente seus fetiches. Eu ficava entre aqueles que se divertiam com as preferências bizarras dessa maioria; enquanto minha irmã gostava de trocar salamaleques góticos com dominadores e escravas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Deu-se então que fomos convidados a um encontro num bar do Centro e lá fomos "conhecer" os conhecidos. À primeira vista, éramos apenas um grupo falador que tomava cervejas, uísque e o que seja, e trocava idéias, identificando cada qual o que lhe aprazia mais. Uns confessavam alguma ambigüidade, dizendo-se “switchers”, enquanto outros declaravam abertamente sua preferência por castigos físicos que envolviam “clamps” aplicados aos mamilos ou corretivos a golpes de vergasta. Havia também um pequeno grupo de pessoas delicadas, apreciadoras de pés, que se tratava a sussurros e miúdos risos. Foi com esse pessoal que minha irmã se enturmou melhor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Com tantas novidades, o tempo passou veloz. A poucos instantes da hora de partir, quando todos já estavam etiquetados conforme suas preferências, uma das participantes abriu uma maleta e dela retirou várias peças e brinquedos utilizados em seções de toda ordem: algemas com e sem proteção; argolas e pregadores; lingerie exótica; e assim por diante. Feitas as escolhas e pagos os pertences, fomos indo dali aos poucos, caroneados alguns, a pé outros, não sem antes combinarem os coordenadores um novo encontro, agora na casa de um deles.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Naquela noite ficamos acordados até mais tarde, falando de nossos desejos e fantasias e comentando cada personagem que havíamos visto no encontro. Fiquei feliz em perceber que a animação da minha irmã a fazia esquecer os maus tratos dispensados pelo ex-marido, e deixei-me convencer a ir ao próximo encontro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Poucas vezes vi minha irmã tão bonita e “soigné” como na noite em que iríamos ver novamente nossos conhecidos da sala de fetiches. Era fato, portanto, que essa nova porta havia aberto o caminho para que sarasse sua alma e se renovasse. Perfumados e prontos para o novo, lá fomos nós para o Parque Guinle, local onde ficava a casa do encontro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Já na curva da Rua Campo Belo foi difícil prosseguir. Saltamos do carro e entreguei as chaves ao valet que me abriu a porta. Dali prosseguimos a pé por uns cem metros até a mansão onde nos aguardavam. Fomos recebidos com a gentileza própria do grupo e rapidamente nos pusemos a passear pelas salas, observando os demais convidados e participando de algumas conversas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Em dado momento, algumas seções se iniciaram. Aqui um dominador e suas escravas se exercitavam; ali uma escrava cadela servia ao seu senhor; mais adiante, como num palco, um dominador atava sua escrava usando da complicada arte do "Sokubaku" ("bondage" japonês). Também observamos uma domme disciplinar seu escravo, que implorava por atenção. Finalmente fomos parar numa saleta onde havia um belo sofá e, nele reclinada, uma conviva que esticava o pé para um admirador sentado numa banqueta à sua frente. Minha irmã cumprimentou e foi cumprimentada. E em seguida reclinou-se também no sofá, esticando o pé. Todos fizeram “ahhh”. O pezinho de minha irmã é perfeito e, desde pequeno, estou acostumado a comparações com o meu pé de lavrador, de modo que achava comum aquele pé adorável – opinião que, agora, era obrigado a rever.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;O podólatra que prestava homenagem à mulher que antes ocupava sozinha o sofá, imediatamente tornou-se para minha irmã que, feliz, deixou que ele iniciasse o ritual em seu pezinho direito. Curioso, e disposto a não deixar que minha irmã provocasse ressentimentos, puxei célere outra banqueta e fui imitando meu colega na adoração ao pé da moça temporariamente abandonada. Quando estava a meio, notei o olhar de fúria que minha irmã dirigia ora a mim, ora à minha parceira. E vi que não era propriamente furiosa que minha irmã estava: ela estava sofrendo de ciúmes de mim!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Achando curioso o ciúme de minha irmã, pedi para trocar de banqueta e par com meu colega, que teve que ceder diante das evidências. Pude, então, divertir-me com ela, enquanto observava o par contrariado a meu lado. E também pude me iniciar: primeiro acariciei o pé de minha irmã, lenta e completamente; depois beijei-o, continuando pelos tornozelos. Na medida em que fui subindo meus carinhos a saia que cobria as coxas de minha irmã foi-se abrindo, até que pude ver, embaraçado, o “V” das calcinhas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Surpreendi-me, então, com uma ereção incontrolável e minha irmã, percebendo o que estava acontecendo, baixou o pé e começou a pressionar meu pau duro. Mais um minuto e nos levantamos e caminhamos em direção ao primeiro corredor. E assim que nos sentimos longe das vistas dos demais, nos abraçamos e apertei minha irmã contra a parede enquanto ela usava as coxas para excitar-me ainda mais. Fomos nos amassando um contra o outro, cada vez mais angustiados. Apertei seus seios, procurei sua boceta com os dedos, enfiando-os por debaixo da calcinha e conseguindo abri-la e esfrega-la; enquanto isso, minha irmã palmeava meu pau e, com habilidade, conseguiu pô-lo para fora. E ficamos ali, nos masturbando, até cansar e gozar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Antes de voltar ao lugar de antes, ajeitei-me como pude, tendo algum sucesso. Levando minha irmã pela mão, acudimos à saleta, onde o mesmo casal havia terminado o ritual de podo. Minha irmã sentou-se lado a lado com a outra mulher, trocando risos e abraçando-se. Percebi, então, que já se conheciam; e que lhes dava gosto deixar os basbaques acompanhantes sentindo-se excluídos. Havia um traço de vingança nos olhos de minha irmã, e de cumplicidade também, quando, levantando-se as duas, ela pediu-me para irmos embora, dando uma carona à amiga.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;13jul10&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Para A/, que antes foi R/.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-5170707191013654935?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/5170707191013654935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/07/fetiches-primeira-parte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/5170707191013654935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/5170707191013654935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/07/fetiches-primeira-parte.html' title='FETICHES (Primeira Parte)'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-1745197693645348040</id><published>2010-07-05T17:09:00.005-03:00</published><updated>2010-07-06T10:55:39.873-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>WW II</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Domingo de manhã atirei na minha cabeça e a pistola falhou. Desisti de me matar. Sábado havia ido à casa desse conhecido que negocia com armas para colecionadores. Fingindo interesse na mais barata, pedi para atirar um “round” com uma Beretta. Deixei o dinheiro do depósito e fui para casa me educar com a Beretta e munição. Dei dois ou três tiros no terreno baldio e achei que era o suficiente para não errar na hora H. Não contava com a maldita porcaria desses produtos “made in Italy”... Pior que isso só minha mulher, Angelina – católica fervorosa e uma carcamana infiel de uma figa. Há duas semanas peguei-a na cama com um outro carcamano, amigo dos meus sogros. O sujeito fugiu enquanto ela caía de joelhos e me pedia perdão em nome de Santa Rita de Cássia – sua santa de devoção. De olho na grana que perderia se a mandasse embora, resolvi perdoá-la e, juntos, espiamos nossos pecados com a ajuda do Padre Marianetti. Reconheci que andava bebendo demais, e até batendo um pouco na Angelina; em troca, minha mulher prometeu-me obediência e respeito. As coisas andaram bem por alguns dias, até que, numa noite, cismei de comer o rabo de Angelina sem usar o azeite prima pressione que dormita no criado mudo. Diante da recusa dela em ser imolada, dei-lhe um tapa de leve e saí para beber e jogar bilhar com meus amigos. “Arre, por que promete?”, pensei enquanto ouvia o choro e a chuva de impropérios piemonteses assacados por Angelina. Não deu um par de dias e lá surpreendo minha mulher de novo, dessa vez com o mulatinho chinfrim – um tal Maicon – que faz as vezes de entregador do mercadinho do meu sogro. Aí me deu vergonha e decidi me matar, principalmente porque Angelina ria e eu via que não tinha remédio. E aí está a razão do meu suicídio tentado. Agora que passou o susto e que caí em mim, voltei lá no conhecido das armas. Devolvi a Beretta e, desta vez, escolhi uma Luger P08 – a popular parabelo – já que os alemães estão por cima e a azzurra por baixo. Deixei a grana do depósito (muito mais grana) e dei mais dois ou três tiros no terreno baldio. Cheguei em casa fingindo de bêbado, dei dois tapas na Angelina e disse que ia sair com meus amigos. Bati a porta e, na volta da escada, fiquei esperando. Quando a porra do carcamano ou do mulatinho aparecer eu passo fogo. Aqui que eu me mato prá valer!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-1745197693645348040?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/1745197693645348040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/07/pistolas-da-segunda-guerra-mundial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/1745197693645348040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/1745197693645348040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/07/pistolas-da-segunda-guerra-mundial.html' title='WW II'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-3461629693296435770</id><published>2010-07-02T20:58:00.002-03:00</published><updated>2010-07-02T21:00:48.636-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'>Poeminha Para Os Temores De V/</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Verdana, Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;hoje, quando acordei,&lt;br /&gt;uma dor fina e quase&lt;br /&gt;insuportável&lt;br /&gt;feria o céu da minha boca.&lt;br /&gt;mexendo-me muito pouco&lt;br /&gt;com o cuidado que anos de prática&lt;br /&gt;me fizeram aprender&lt;br /&gt;percorri o espaço entre a cama e o espelho e me vi&lt;br /&gt;e ao tridente que já havia perspassado&lt;br /&gt;a minha língua em direção&lt;br /&gt;ao meu nariz...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Verdana, Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Verdana, Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Verdana, Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;02jul10&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-3461629693296435770?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/3461629693296435770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/07/poeminha-para-os-temores-de-v.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/3461629693296435770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/3461629693296435770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/07/poeminha-para-os-temores-de-v.html' title='Poeminha Para Os Temores De V/'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-5512755940335519266</id><published>2010-07-01T16:26:00.006-03:00</published><updated>2010-08-15T10:33:39.949-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>As Paredes da Lembrança do Presente</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Há uma semana reli “O Apanhador no Campo de Centeio” numa edição antiga, surrupiada da biblioteca de meu pai. Reli, também, “As Cartas a Théo”. Enquanto repassava este último, ia me transportando para o campo em que se dá a cena do suicídio de Van Gogh – memória do belíssimo filme de Altman, com Tim Roth no papel do pintor suicida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;De alguma forma fui montando um puzzle de memórias, algumas passadas e outras cinzeladas na roseta do Eterno (eu). Quer dizer, o puzzle montou-se a si mesmo já que faz tempo não sou nem o dono nem o plenipotenciário controlador das vadiagens de minha mente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;E eis ali, na minha frente, o campo dourado que cobria tênue a boceta de minha amiga. “Não faz jus a ela...” penso, rompendo com a imagem, “... não faz jus a ela...”. Realmente, a tal imagem nada diz do banho de quarenta e cinco minutos que precede a cena. Nem refere a diversão que era ter minha amiga comigo, dormindo e acordando. Nem relata as histórias que me contava e eu fingia acreditar (acreditando mesmo). Nem dá pistas do que ela criava do nada para assuntar alguma coisa, para armadilhar minha risada. Nem leva ao gesto mandrake que nos fazia esquecer o parágrafo para iniciar outro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Falo corrente e coerentemente de eternidades e recordo, de passagem, algumas cantigas de santo. Faço isto tudo com o élan de quem pedala assobiando. É que tenho certezas testadas pelo tempo – hoje minha amiga me escreveu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Para NNz.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;=01jul10=&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-5512755940335519266?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/5512755940335519266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/07/as-paredes-da-lembranca-do-presente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/5512755940335519266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/5512755940335519266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/07/as-paredes-da-lembranca-do-presente.html' title='As Paredes da Lembrança do Presente'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-1493308003213603165</id><published>2010-06-28T08:48:00.001-03:00</published><updated>2010-06-28T08:51:14.156-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Espelho Momentâneo</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Teve sede e desceu para comprar cerveja.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No mercadinho tirou duas long necks do freezer e dirigiu-se à caixa, recebendo um bom-dia como outro qualquer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De volta, passou pelo porteiro do prédio e acenou. Era dia de jogo do Brasil e algum comentário ele ouviu e devolveu a respeito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em casa, sentou-se na sala, abriu uma garrafa, usou um copo longo e bebeu de uma só vez. Abriu a segunda garrafa e deixou-a ali, à sua frente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Passados vinte minutos levantou-se e disse “jogo de merda!”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Foi ao quarto, abriu a gaveta do criado-mudo e matou-se com um tiro na cabeça.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;28jun10&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-1493308003213603165?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/1493308003213603165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/06/espelho-momentaneo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/1493308003213603165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/1493308003213603165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/06/espelho-momentaneo.html' title='Espelho Momentâneo'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-5549652966520857339</id><published>2010-06-10T16:00:00.003-03:00</published><updated>2010-06-10T16:04:40.797-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Tensão, Relaxamento, Jazz!</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ontem, fazendo a roleta na TV, vi o trecho de um filmezinho em que o personagem dizia: “... cara... banda de jazz é a última pousada dos sem-talento... quando um cara não dá pra nada, vai tocar jazz... além do mais, esses músicos de jazz se divertem mais do que divertem a platéia...”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Achei engraçado. É verdade que músicos de jazz se divertem muito. Cada apresentação é uma novidade, com novos desafios e uma nova corda-bamba. Mas, é claro que discordo da acusação de falta de talento. O jazz exige muito dos seus intérpretes, tanto de conhecimento musical como de domínio do instrumento. Se o cara for ruim, ou até mais ou menos, está excluído. Porque todos os demais integrantes da banda estudaram e estudam harmonia e teoria musical; além passar pelo flagelo diário dos exercícios de escala, divisão e o que mais for para quebrar dedos, ferir lábios e daí por diante. E isto geralmente ganhando muito pouco...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Também achei engraçada a observação porque lidei e aprendi com músicos de jazz. Lembro-me de quando conheci o sax-alto Gary Bartz no “Twins” – um bar de comunidade com música ao vivo. Mr. Bartz já era um músico consagrado, havia gravado com os mais notáveis, além de ter uma quantidade de álbuns solo nas costas. No entanto, estava ali, divertindo a moçada naquele pé meio sujo, onde volta e meia aparecia alguém pedindo “chicken wings” pra viagem... Ao final de um “set”, quando fomos apresentados por um produtor amigo, cumprimentei-o pelo tremendo suíngue; ao que ele, muito simpático e risonho, me respondeu algo como seria, em Português, “... se não fizer mexer os quadris, não é jazz...”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Entendo que houve um tempo em que o jazz virou algo quase sagrado, com os brancos todos na platéia usando um “tuxedo” para ouvir os negros tocando com a atitude comedida dos músicos clássicos. Foi o caso, por exemplo, do “Modern Jazz Quartet”, cuja frieza educada serviu de parâmetro para muitos grupos da época. Mas nunca deixaram de existir os músicos, os cantores, os sapateadores, que exibiam a sua arte para jazzística divertir o público, ao mesmo tempo que sabiam que o que faziam era dificílimo de imitar, entre eles Charlie Parker e Dizzie Gillespie.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na verdade, o jazz é muito rico. A partir mesmo do fato que exige improviso (a tal corda bamba). É preciso ser ignorante para imaginar sem talento um músico que consegue inventar, na hora, uma linha melódica superposta a uma outra, conhecida, usando a mesma harmonia (há mestres nisso, aliás, incomparáveis como o saxofonista Stan Getz ou o pianista Brad Meldhau). Aliás, a invenção sempre fez parte do jazz: os músicos se desafiam continuamente a “push the envelope” limite (veja-se, por exemplo, o “novo free” praticado pelo trio do pianista Hal Galper, ou as composições e os arranjos orquestrais de Maria Schneider).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sobre esse caminhar na corda bamba da harmonia, há o texto do pianista John Mehegan, para quem “acordes de menos de uma sétima são insuficientes [isto mesmo, insuficientes] para jazz” [&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;in &lt;/i&gt;“Jazz Improvisation 1 – Tonal and Rhythmic Principles]. Isto quer dizer que os acordes usados em jazz sempre se abrem para harmonias vizinhas ou mesmo acordes “outside” (fora da progressão “natural”), tornando quase infinitas as combinações e seqüências que a criatividade dos músicos de jazz pode utilizar [sobre os acordes de sétima, ver e ouvir uma excelente explanação, inclusive histórica, em &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Seventh_chord"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/Seventh_chord&lt;/a&gt;].&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ainda rebatendo a fala do personagem, recordo-me de uma entrevista do Sting, da época do lançamento de sua famosa “jazz band”, em que ele, defendendo sua identidade de roqueiro, diz, com desdém, que a diferença entre o rock e o jazz estava em que o rock “burned” (“botava pra quebrar”) desde o início do tema. Realmente, o trato melódico e harmônico do jazz se constrói através do binômio tensão e relaxamento – cuja base é a progressão harmônica através do ciclo das sétimas – que vai aumentando a energia potencial de uma seqüência de acordes até resolvê-la em energia cinética (imagine-se uma onda no mar que vai subindo, ganhando potência e que, no ponto mais alto que consegue atingir, quebra e desliza até a areia). Isto ocorre na conhecida construção harmônica do “blues”, em que os doze compassos de uma canção culminam com o compasso da sétima dominante que é resolvido no compasso do acorde fundamental (ufa!). Essa audível compressão, que se realiza em “deliverance”, é não só harmônica mas também rítmica, sugerindo os ciclos do amor e da vida, de espera e realização. Não é por outra que, atentando para o equívoco de anos atrás, Sting compôs “Seven Days” que, com o tratamento rítmico desconcertante de Vinnie Colaiuta, é um exemplo de “tensão-e-relaxamento” [ver em &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=920BnH5bRJk"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=920BnH5bRJk&lt;/a&gt;].&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;[10jun10]&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-5549652966520857339?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/5549652966520857339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/06/tensao-relaxamento-jazz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/5549652966520857339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/5549652966520857339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/06/tensao-relaxamento-jazz.html' title='Tensão, Relaxamento, Jazz!'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-5145092563749718656</id><published>2010-06-10T12:12:00.001-03:00</published><updated>2010-06-10T12:37:14.139-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>sexta é dia de show!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify;tab-stops:36.0pt;mso-layout-grid-align:none; text-autospace:none"&gt;&lt;span style="Segoe UI&amp;quot;; mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify;tab-stops:36.0pt;mso-layout-grid-align:none; text-autospace:none"&gt;&lt;span style="Segoe UI&amp;quot;; mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;quem dera minha prima deza estivesse aqui no rio. tenho pensado nela. e quem dera estivesse aqui. no mínimo prá cantar comigo... êi, cazzo... , o show é sexta e eu nunca vi essa cantora antes. diz o baixista que arranjou o gig que ela é legal... sei lá... canários são canários, são canários... a menos que tenham uns 50 prá cima... aí são maduras... e compensam a falta de entonação com a expressão... a merda é que cismam de cantar rien de rien ou a porra do je ne regrete pas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify;tab-stops:36.0pt;mso-layout-grid-align:none; text-autospace:none"&gt;&lt;span style="Segoe UI&amp;quot;; mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;lá vou eu ter que me segurar, agüentar reclamação... êi, batera, dá pra tocar mais baixo?... êi, batera, dá pra tocar de vassourinha?... êi, batera, dá pra não tocar essa?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify;tab-stops:36.0pt;mso-layout-grid-align:none; text-autospace:none"&gt;&lt;span style="Segoe UI&amp;quot;; mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;mas vai valer a pena. o baixista é super. segura qualquer onda comigo – é chão. já o pianista sofre de compulsão harmônica... eu realmente não sei o que esses caras dos cordais vêm de legal em encher o espaço com tanto som. nego parece que não reconhece a beleza duma pausa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify;tab-stops:36.0pt;mso-layout-grid-align:none; text-autospace:none"&gt;&lt;span style="Segoe UI&amp;quot;; mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;e vai ser num bar da zona sul. idade média: 50. poutz. neguin &amp;amp; neguinha vai respeitar. se a cantora for gostosinha, vão alimentar o ego.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify;tab-stops:36.0pt;mso-layout-grid-align:none; text-autospace:none"&gt;&lt;span style="Segoe UI&amp;quot;; mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;vou beber água. água e água. não sei se levo aquele defumador de rosa vermelha. a final, é dia de oxalá... e rosa vermelha é de exu... queria que o ogan fosse... prá me dizer que cheiro é de quem. e o pregador também. mas aí ia ter o risco de sair porrada.... será que vai alguma dona boa?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify;tab-stops:36.0pt;mso-layout-grid-align:none; text-autospace:none"&gt;&lt;span style="Segoe UI&amp;quot;; mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;meu pianista e filósofo querido me dizia sempre: baterista não pega dona nenhuma. enquanto ele desmonta aquele trem, eu já apanhei quem valia a pena.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify;tab-stops:36.0pt;mso-layout-grid-align:none; text-autospace:none"&gt;&lt;span style="Segoe UI&amp;quot;; mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;é isso mesmo. eu devia ser gaitista. além da portabilidade (hah!), ainda podia meter a gaita no bolso e fingir que tinha um pau destamanho... hah&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify;tab-stops:36.0pt;mso-layout-grid-align:none; text-autospace:none"&gt;&lt;span style="Segoe UI&amp;quot;; mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;mas isso é que é vida. sexta, dia de jogo, e a gente lá... tocando... sorrindo... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify;tab-stops:36.0pt;mso-layout-grid-align:none; text-autospace:none"&gt;&lt;span style="Segoe UI&amp;quot;; mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;no fim, vai ser legal... e de repente dá público... e de repente chamam a gente de novo... e aí a gente vira fixo... e eu posso deixar a bateria guardada no local... e apanhar donas tb.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify;tab-stops:36.0pt;mso-layout-grid-align:none; text-autospace:none"&gt;&lt;span style="Segoe UI&amp;quot;; mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify;tab-stops:36.0pt;mso-layout-grid-align:none; text-autospace:none"&gt;&lt;span style="Segoe UI&amp;quot;; mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;[10jun10]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-5145092563749718656?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/5145092563749718656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/06/sexta-e-dia-de-show.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/5145092563749718656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/5145092563749718656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/06/sexta-e-dia-de-show.html' title='sexta é dia de show!'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-6490924584831680131</id><published>2010-06-10T11:15:00.001-03:00</published><updated>2010-06-10T11:21:30.756-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Candomblé'/><title type='text'>Sentido Prático do Candomblé</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:.9pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-bidi-Segoe UI&amp;quot;;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:.9pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-bidi-Segoe UI&amp;quot;;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:.9pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-bidi-Segoe UI&amp;quot;;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;O interesse geral pelo Candomblé tem-se revelado muito mais uma curiosidade pelo oculto, pelos rituais e pelos fenômenos para-normais do que um desejo de conhecer os conceitos éticos, a teologia e a prática dos mandamentos desta religião.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:.9pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-bidi-Segoe UI&amp;quot;;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:.9pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-bidi-Segoe UI&amp;quot;;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;Até a literatura acadêmica, ou mesmo mais “especializada”, procura satisfazer a curiosidade do grande público, dando pouca ou nenhuma importância ao conteúdo moral do Candomblé.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:.9pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-bidi-Segoe UI&amp;quot;;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:.9pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-bidi-Segoe UI&amp;quot;;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;Reconheça-se que há estudos sociológicos e antropológicos bastante sérios sobre a parte exterior da religião, como aqueles que focam na estrutura e na descendência de uma casa. Igualmente, há uma preocupação em descrever as origens africanas, em demarcar os grupos sociais e as etnias. Tais estudos também incluem a descrição dos Orixás e o registro de relatos e lendas que constituem a “sabedoria” daqueles grupos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:.9pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-bidi-Segoe UI&amp;quot;;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:.9pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-bidi-Segoe UI&amp;quot;;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;Não ocorre, entretanto, a pesquisa e a conceituação aprofundadas sobre os mandamentos morais que decorrem da crença nos Orixás. Nem muito menos uma referência cruzada a outras culturas, de forma a propiciar uma leitura mais clara dos preceitos do Candomblé. E isto é espantoso, uma vez que a serventia do lado externo da cultura – a cultura chamada “material” – é basicamente a de validar e de expressar o lado subjetivo da cultura, sem que se negue a necessária relação dialética entre estes dois lados. Aliás, fincado nessa relação, vejo a enorme importância prática do lado subjetivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:.9pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-bidi-Segoe UI&amp;quot;;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:.9pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-bidi-Segoe UI&amp;quot;;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;Depois que comecei a seguir os mandamentos do Candomblé, a praticá-lo e, principalmente, a entendê-lo, muitas reações e atitudes de pessoas com as quais convivo, e daquelas outras que são públicas, passaram a fazer maior sentido. E eu comecei a preparar-me melhor para a convivência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:.9pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-bidi-Segoe UI&amp;quot;;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:.9pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-bidi-Segoe UI&amp;quot;;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;Fora do que é ritualisticamente permitido, obrigatório ou proibido, os mandamentos básicos do Candomblé são apenas dois: cuida do seu Orixá; e respeita os outros. Cuidar do seu Orixá significa cuidar de si mesmo; respeitar os outros decorre de que os outros também são filhos de Orixás e de que não há Orixá mais proeminente que outro [ver: "O Código Moral do Candomblé", também neste blog]. Esta última parte deste mandamento é sumamente importante na prática.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:.9pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-bidi-Segoe UI&amp;quot;;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:.9pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-bidi-Segoe UI&amp;quot;;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;Conforme nos ensinam os &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;itans&lt;/i&gt;, os Orixás são interdependentes. Nenhum deles possui a força, a energia e o domínio que se sobreponha à força, à energia e ao domínio dos demais. Na verdade, as relações entre os Orixás são de atração ou de oposição. Há alianças umbilicais e rejeições históricas. Ao ouvir-se relato sobre os Orixás “vermelhos” e “brancos”, vê-se claramente a antinomia entre Eros e Tanatos, entre o peso inercial e o movimento dinâmico deste e daquele Orixá. Na verdade, observa-se que, no panteão africano, as energias devem se compor, com o mínimo de perda das suas características e direções. Isso se dá através da multiplicidade de “personalidade” dos Orixás e das “famílias” que eles compõem. Ogum anda junto com Oxósse e Exu; Exu é incompatível com Oxalá; Oxalá é companheiro de Iroko; Iroko significa a mudança repentina, diferente de Oxumarê, que rege os ciclos da vida; e assim vamos...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:.9pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-bidi-Segoe UI&amp;quot;;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:.9pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-bidi-Segoe UI&amp;quot;;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;Se tomamos que temos a mesma personalidade de nosso Orixá, segue-se que teremos mais chances de manter relações positivas com essa ou aquela pessoa, filha de um Orixá que acompanha o nosso. Da mesma forma, devemos entender que outra pessoa, que guarda referência direta com um Orixá antagônico ao nosso Orixá, deverá ser tratada à distancia e com cuidado. Obviamente, esta é uma redução simplista da extrema complexidade que rege a personalidade dos Orixás e dos homens. Na verdade, as diferenças ou similaridades são muito mais sutis, embora discerníveis. E constituem um notável instrumento de convivência, produzindo sinergias e evitando conflitos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:.9pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-bidi-Segoe UI&amp;quot;;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:.9pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-bidi-Segoe UI&amp;quot;;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;O entendimento das forças dos Orixás determina a qual deles pedimos socorro, proteção, inspiração. E para quem devemos cantar, dançar e agradecer. Os gregos, os romanos, por exemplo, cultuavam divindades de forças (domínios, energias ou personalidades) diferentes. Não pediriam a Marte (deus da guerra frontal e sanguinária) a solução negociada para um conflito (domínio de Minerva). Veja-se como seria de grande valor estabelecer uma associação (um caminho cruzado) entre os Orixás, os deuses do panteão greco-romano, as &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;sephira&lt;/i&gt; da Cabala e até os arquétipos representados pelos arcanos maiores do &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;tarot&lt;/i&gt;...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:.9pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-bidi-Segoe UI&amp;quot;;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:.9pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-bidi-Segoe UI&amp;quot;;mso-bidi-font-weight:boldfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;[10jun10]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-6490924584831680131?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/6490924584831680131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/06/sentido-pratico-do-candomble.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/6490924584831680131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/6490924584831680131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/06/sentido-pratico-do-candomble.html' title='Sentido Prático do Candomblé'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-7857697220148734941</id><published>2010-06-07T12:21:00.007-03:00</published><updated>2010-06-07T15:43:21.963-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>A Foda Acontece no Começo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:6.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:6.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:6.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Acordei com a luz do dia machucando meus olhos. Fui recobrando a consciência aos poucos. Sei que estava feliz. Porque me recordo que sorri. E aí percorri os acontecimentos do dia anterior. E logo me dei conta da reconfortante presença de Dilma a meu lado.  Não resisti e dei-lhe um tapa carinhoso nas nádegas. Eram, sem qualquer dúvida, muito firmes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:6.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:6.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Dilma acordou de vez e sorriu para mim... o lençol escorregou e vi os seios generosos e tão bonitos... Voltei-me e enfiei o nariz no colo de minha amiga. Então me dei conta, ao mesmo tempo em que sentia seu perfume, de que estava apaixonado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:6.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:6.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Ela parece que ouviu meus pensamentos. E percebeu o peso específico deles. Soltou-se e me disse: "não quero essa densidade toda entre nós. ou melhor, quero enlevecer..." E saltou da cama.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:6.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:6.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Dilma era assim desde guria, quando nos conhecemos numa baladinha em Curitiba. Ninguém conseguia prendê-la por muito tempo. Entendi isso e passei a tratá-la com a eventualidade necessária. Fui dissimulado às vezes, cínico outras. O importante é que conseguia estar na sua companhia muito mais que qualquer outro sujeito que se aventurasse a tê-la.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:6.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:6.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Continuamos amigos e formamos um par temporário durante todo o tempo da faculdade. Era bom vê-la e estarmos juntos. Porque sabia que nessas ocasiões a tinha inteira. “Quality time” era o termo que iria usar anos depois, para definir o tempo curto, mas pleno, que passo com meus filhos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:6.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:6.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Durante anos não vi Dilma. Não esqueci de telefonar no seu aniversário, nem no Natal. Mas não nos encontramos. Sabia dela por amizades comuns, que eram evasivas, já que nossa amiga não se confessava tolamente com qualquer pessoa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:6.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:6.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;O tempo passou e deu-me umas chapuletadas. Algumas bastante fortes. Creio que sofri mais quando fui decepcionado – decepções pequenas fazem mais estrago que rejeições. Verdade é que fui levando, casando, descasando, tendo filhos, viajando. Me firmei como fotógrafo, primeiro numa incorporadora de imóveis, depois numa revista feminina e, finalmente como freela. Quer dizer, fui do mais técnico e chato até o que me dá mais gosto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:6.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:6.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Como freela conheci histórias e mulheres interessantes. Droguei-me, bebi, e me safei dessa. Hoje trabalho e trepo de cara limpa. E evito as donas complicadas ou que se droguem à toa. Fiz meu nome e ganhei uma grana que me deixa confortável, mas não mais próximo dos meus filhos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:6.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:6.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Aí, ontem, por acaso, encontrei Dilma na casa de uma modelo minha amiga. Foi uma alegria! Conversamos sobre tudo; sobre o que havia ocorrido em nossas vidas, sobre nossos projetos; rimos das idéias que se foram e nos absorvemos em nossos novos paradigmas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:6.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:6.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Acabamos em minha casa, onde bebemos e conversamos um pouco mais. Falei de meus filhos e Dilma foi extremamente receptiva, como se os conhecesse. Deu-me conselhos e tranqüilizou meu coração. Mostrou que me conhecia mais do que qualquer outra mulher me conhecera, inclusive minha mãe. E, subitamente, me dei conta de que Dilma era a companheira que eu buscara por tanto tempo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:6.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:6.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Com o coração repleto de contentamento abracei-a e fui abraçado de volta. Nos amamos ali mesmo, no sofá. Carinhosamente, ternamente, os dois corpos e seus mistérios completamente conhecidos. Nos santificamos e, quando cansamos, nos mudamos para a cama, onde dormimos em paz.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:6.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:6.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;E agora isso. Esse tapa gelado na barriga. Essa burrice, essa escorregada catastrófica de ficar aos pés de Dilma, como um guri apaixonado. Ah, caramba, tudo que eu havia aprendido foi-se com essa vida de carências e tropeços, pensei eu. Dilma novamente percebeu o peso da circunstância mas dessa vez acalmou-me. Com imensa ternura segurou meu rosto entre as mãos, olhou-me nos olhos, e disse: “... amanhã é domingo. Vamos nos ver de novo?”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:6.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:6.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;tab-stops:36.0pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Para minha prima, D/, cujo amor pela liberdade supera qualquer outro&lt;/span&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-7857697220148734941?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/7857697220148734941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/06/foda-acontece-no-comeco.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/7857697220148734941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/7857697220148734941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/06/foda-acontece-no-comeco.html' title='A Foda Acontece no Começo'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-2074398323798695793</id><published>2010-06-04T13:46:00.000-03:00</published><updated>2010-06-04T13:47:38.668-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'>O Abraçador de Quimeras</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;rodeio tua cintura&lt;br /&gt;meço-a&lt;br /&gt;como se teu corpo&lt;br /&gt;existisse&lt;br /&gt;e tua palavra&lt;br /&gt;me encanta&lt;br /&gt;como se eu existisse.&lt;br /&gt;sou alçado&lt;br /&gt;[alço-me]&lt;br /&gt;e abraço a possibilidade&lt;br /&gt;de que tua cintura caiba&lt;br /&gt;entre essas mãos aqui&lt;br /&gt;e tua palavra me diga&lt;br /&gt;com sons&lt;br /&gt;e hálito&lt;br /&gt;que me entendes&lt;br /&gt;teu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;[15out09]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-2074398323798695793?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/2074398323798695793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/06/o-abracador-de-quimeras.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/2074398323798695793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/2074398323798695793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/06/o-abracador-de-quimeras.html' title='O Abraçador de Quimeras'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-2942093443571475750</id><published>2010-06-04T13:43:00.000-03:00</published><updated>2010-06-04T13:44:19.286-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>A Gueixa, o Poderoso e o Artista</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Esta é uma história antiga. E verdadeira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;O Artista havia completado um excelente trabalho para o Poderoso. O Poderoso, sempre generoso com os vitoriosos, pagou regiamente ao Artista e ainda lhe ofereceu um jantar especial numa tradicional casa de gueixas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;E, assim, na data combinada, foram-se ao jantar. O Artista desconhecia o que era ser servido por uma gueixa. Sendo sensível, apreciou cada gesto do cerimonial, decorou o lugar de cada prato, apreendeu todo o movimento a seu redor, fartou-se com o inefável de cada sorriso modesto que lhe era dirigido com um baixar de olhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Terminada a regalia, o Poderoso disse ao Artista que lhe reservara mais um acepipe. Pediu que viesse alguém especial, que revelou a todos ser uma das gueixas mais antigas da casa. O Artista, embora tranqüilo em sua postura de vencedor, era um fauno ignorante - embora em plena forma - e havia aguardado ansioso pelo momento em que faria amor com alguma daquelas serviçais que o atendera.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Assim que, com alguma expectativa, o Artista aguardou a preciosa relíquia da casa. E estava a aguardar quando desliza até sentar-se a seu lado uma senhora maravilhosamente vestida e pintada. Sem baixar os olhos, sorriu-lhe e perguntou se estava satisfeito com o jantar. Em seguida, perguntou-lhe sua profissão. E, quando soube que o Artista era um pintor de já razoável fama, virou-se e pediu algo a uma das gueixas que havia ficado a um canto do aposento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;A pequena gueixa partiu incontinenti, com a leveza que lhe era própria, voltando logo depois com papéis, nanquim e pincéis de caligrafia, colocando-os na mesa, à frente da gueixa que agora fazia companhia ao Artista. Esta preparou a pasta, escolheu um pincel, apoiou uma folha de papel e ficou parada, estática, por um momento. Subitamente, havendo decidido o momento de disparar a flecha e o alvo a atingir, a senhora molha o pincel no nankim e, em traços extremamente rápidos e firmes, desenha algo no papel, considerando o trabalho terminado assim que pausa. Devolve o material à mesa, e oferece ao Artista a obra recém-acabada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;O Artista olha o desenho e, estupefato, constata que nunca fez ou fará algo semelhante. Olha atônito para a gueixa que, pela primeira vez, baixa os olhos, agradecida. Não trocam mais palavras. Servido o chá, vai-se a senhora de volta a seus afazeres. O Poderoso ri em seu lugar, sabendo bem da peça que pregara no Artista. E este, conformado, pouco depois pede licença, e sai. E ainda guarda, até hoje, o presente inusitado para ensinar-lhe modéstia a cada vez que, maravilhado, o espia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Para M/, a gueixa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;[11set09]&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-2942093443571475750?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/2942093443571475750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/06/gueixa-o-poderoso-e-o-artista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/2942093443571475750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/2942093443571475750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/06/gueixa-o-poderoso-e-o-artista.html' title='A Gueixa, o Poderoso e o Artista'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-7907992047661096222</id><published>2010-06-04T13:19:00.001-03:00</published><updated>2010-06-04T13:19:44.774-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Dominação</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Moro na boca da praia. De modo que nudez, por si, não costuma me comover muito. De repente é defesa minha, não sei. A final, se eu não controlasse minha libido, se eu não fosse um tanto indiferente, ia ser um martírio aquilo de ficar sentado na areia vendo aquele monte de donas desfilar na minha cara as suas nádegas, peitos, coxas, sovacos, bocetas e demais bits&amp;amp;pieces de variada forma e valor. Sou mais um topógrafo. Fico olhando e observando como os membros superiores e inferiores conseguem se encaixar no tronco; como a obesidade contribui pro samba; como a magreza excessiva leva ao recalque dos ombros... essas coisas. E imagino esta ou aquela cona se abrindo, se fechando e se reposicionando a cada vez que a dona se mexe, senta, caminha, ou salta uma onda com aquele jeitinho de susto de água fria. No mais, sou quieto e blasé.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Mas mesmo o cara mais bem preparado teria que se render àquela dona loira que levantou-se atrás de mim e caminhou até a água, ajeitando o biquíni colorido, e deu um mergulhinho de assento. Ora bolas, isso é algo que se faça? Ta certo: a loira tinha um violão delgado e um rosto franco, era boa, e ostentava um colo com aquelas sardas... mas tirar-me da minha? Isso não! Virei a cara quase com desdém, remanejei meus óculos rayban e dei atenção a uma Lolita que dava um amasso no namoradinho a dois metros de distância de mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;A memória daquela dona loira, entretanto, continuou a bater na porta da minha consciência. E, enquanto me preparava para o trabalho daquela noite, lembrei-me dela e escolhi uma camisa nova e ajeitei melhormente o nó da gravata. Contente com a imagem que vi refletida no espelho, sorri agradecido pela visão que tive, peguei o maço de cigarros, o lenço perfumado, a carteira, as chaves, e bati a porta atrás de mim, já pensando no repertório que iria percorrer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Cheguei cedo ao bar do hotel. Não havia ninguém ainda e eu tinha uns 15-20 minutos pra dar uma volta antes de sentar ao piano e começar a fazer soar os primeiros acordes da noite. Fui, então, à beira da piscina, onde a luz do pôr-do-sol abria um belo espaço para o azul clarinho da água tratada. E lá estava ela de novo – a tal loira da praia. Dei um passo atrás justo no momento em que ela reparou na minha estranha presença: um cara todo becado aparecendo ali na orla da piscina, onde todo mundo fica mais pra pelado que pra pingüin. E – fantástico – trocamos um sorriso de reconhecimento. E acenei meio que mostrando o caminho do bar. Ela não teve reação. Ou melhor, virou-se de costas e começou a vestir-se para sair dali. Frustrado, fiz o caminho de volta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;E estava lá, bebericando o meu Nestea e batalhando algum sucesso, quando vi que a mulher misteriosa buscava um lugar à minha frente. Com ela, uma jovem que parecia ser sua filha – o que me deixou sem jeito. Tratei, assim, de concentrar-me no teclado, de onde arranquei a melodia do “Someone to Watch Over Me” e depois emendei no “Contigo Aprendi” ou algum outro sucesso do Manzareno ou algo do Silvio Rodrigues. Música da noite é assim: uma mistura de canções conhecidas, geralmente “standards”, com algumas canções do momento – foxes, bossas, boleros. O segredo está na mistura e em perceber o que o público da hora quer ouvir, seja para namorar, seja para curtir uma memória, ou apenas para se empifonar &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em paz. Também" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;em paz. Também&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; tem-se que estar preparado para atender a pedidos, e saber tocar, sorrindo como se estivesse no Nirvana, uma droga como “New York, New York”, enquanto relembra quanta coisa excepcional o Old Blue Eyes gravou na sua longa vida musical, e que o pessoal não pede porque é ignorante ou cretino ou tolo ou simplesmente é um gringo que não sabe nada do que se trata.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Eu mordia esses pensamentos quando exatamente nessa hora a dona tal vai até o piano e me pede “Posso cantar uma com você?”... e antes que eu titubeasse e fizesse um hummmm ela me diz... “Sabe ‘The Very Thought of You’?”... Caramba! Não é todo mundo que puxa essa! E eu, confiando no instinto, perguntei o tom e introduzi o tema. Devo dizer que foi uma das melhores interpretações daquela canção que ouvi. A dona, além de afinada, tinha o timbre certo, as pausas, os “slurs, drags &amp;amp; bendings” perfeitos pra música. No fim, aplaudi mais que todos e perguntei baixinho seu nome e se queria mandar outra. Ela disse-me “Lucia”... e, para minha alegria, pediu “Medo de Amar”. “Caramboles!”, novamente pensei. E lá fomos nós pelo labirinto da canção que mostrou mais uma apresentação irrepreensível do passarinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Quando terminamos, perguntei se Lucia queria cantar mais alguma coisa e ela disse-me que não, para tristeza minha e da casa, agora quase cheia. Voltou para a mesa e, mais um pouco, saiu com a acompanhante, acenando-me com a cabeça. Continuei assim meu calvário sozinho. Toquei de A a Z, toquei pedidos, música de aniversário para um casal de idosos, a famigerada “New York, New York” e não sei mas que. Mas, no mais, pude me dedicar a meus assuntos musicais a que tanto amo e me dedico, como uma série de blues e um pot-pourri de Johnny Alf. Três sets de 45 minutos, pausas, e estava tudo acabado. Não quis nem comer algo. O DJ colocou o som para funcionar, e fui saindo de fininho para evitar bis disso ou daquilo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Cumprimentei o porteiro do hotel, tantas vezes meu guardião, e deixei-lhe uma caixinha na mão grande de boxeur. Atravessei em direção ao quiosque do outro lado da rua. A noite estava gentil e a brisa que soprava do mar dissipava meus pensamentos. Eis que vejo Lucia, de novo. Agora sozinha e sentada numa das mesas. Aproximei-me. Entretanto, antes que eu falasse qualquer coisa, ela levantou-se e começou a atravessar a rua de volta, em direção ao hotel. Fui atrás “comme un chien a la chasse”, meu irracional guiando-me.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Atravessamos o saguão do hotel e seguimos em direção à piscina. Na passagem escura empurrei Lucia contra a parede. Estava dominante e desafiadora, como se não desse a mínima para o meu descontrole; devolvia-me a indiferença que demonstrei na praia; tratava-me como a um menino sem jeito; quase ria de meu desconforto. Tive raiva, machuquei seus ombros e quase a perdi. Finalmente Lucia soltou-se, ajeitou o xale e seguiu de volta para os elevadores. Tomamos o mesmo carro. Desta vez controlei minha gana de agarra-la ali mesmo. Saltamos num andar qualquer e a segui até seu quarto. Não precisava explicar-me, mas mesmo assim disse-me, ao abrir a porta, “Minha filha saiu e não volta hoje”. Foi a senha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Antes mesmo de acendermos as luzes agarrei Lucia de novo. Desta vez impondo-me como macho, como vampiro, que é convidado a passar a adentrar o âmago e passar a noite. Empurrei-a enquanto a abraçava. Ela começou a beijar-me docemente o pescoço, tomou minhas mãos e beijou-as também, colocou-as sobre o colo, deu a volta e ficou de costas, agarrou minhas mãos de novo e fez com que eu as enchesse com os seios, abraçando-a por detrás. E nos esfregamos bravamente por alguns minutos em que sentimos um ao outro com cada polegada quadrada de nossas peles.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;E aí, nova surpresa: Lucia ajoelha-se diante de mim, como uma submissa faria. Abre-me as calças e, com destreza, consegue ter nas mãos, rapidamente, meu pau absolutamente duro. E, olhando-me nos olhos, começa a chupar-me, primeiro com técnica e habilidade, depois com sofreguidão, como corresponde. Sinto-me um dom, até que percebo que quem domina é Lucia; quem me controla é Lucia; quem está me levando pra fora do mundo é Lucia. E tenho a iniciativa de virar o jogo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Afasto Lucia. Levanto-a e a jogo sobre a cama, de costas. A saia se abre e vejo as coxas perfeitas. E, no meio delas, guardada pela calcinha vermelha, a boceta mimada. Olho, maravilhado, e Lucia desfruta, ainda, de seu poder. Atiro-me sobre ela; ou melhor, tropeço nas calças que me vão pelos joelhos e caio sobre ela. Lucia ri, tem pena do meu desajeito. Tenho raiva, mas também começo a rir; desvencilho-me das malditas calças e, com elas, das malditas cuecas. Vingo-me mordendo-lhe os ombros, o pecoço. Colo o nariz no entre-seios e aspiro a rota de perfumes exóticos que vai do trás das orelhas até o ventre. Finalmente comando meu desejo e minha ação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Roço os lábios no monte de Vênus de Lucia, por cima das calcinhas; mordo os lábios e as arranco. Uso de tudo que aprendi nos anos de praia e de vagabundagem; lambo, esfrego, chupo e novamente mordo; e alterno tudo para um segundo movimento. É hora de Lucia perder o controle. Ela me usa, se abre, aponta e desfruta; mas lentamente se exaspera, tenta afastar o meu rosto, se debate, tenta levantar-se nos cotovelos, soca-me a cabeça, mas finalmente se entrega. E goza abundantemente gritando nomes e desejando meu sangue. Estertora e, por fim, desmaia. E minha cara lambuzada ostenta o sorriso largo da vitória. Eu domino, tyranossaurus rex!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;E é sobre esta Lucia submetida e desfalecida que finco-me com força e com vontade. No começo, ela sequer se mexe e eu mais lhe arremeto. Pouco a pouco ela inicia a cadência até que sinto que a cada estocada que dou é ela quem me come. A disputa, então, fica violenta: mordidas, arranhões, xingamentos. Mas não desencaixamos, mesmo quando rolamos da cama e vamos parar no chão. E assim continuamos até que, simultaneamente, abrimos a guarda e nos entregamos e gozamos! E aí ouço tantos temas, tantas orquestras, tantos naipes de cordas e de metais, tanta balbúrdia que acredito, por um momento, que enlouqueço; um relâmpago de consciência me faz acreditar que entendo porque Beethoven ficara surdo. Então vou me acalmando e finalmente, olhando para a magnífica mulher ali do meu lado, que acalma-se comigo, deito-me de costas nos lençóis engrolados e, comovido, agradeço a Deus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Para LS, de um admirador ardente e agradecido&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black;mso-bidi-font-weight:bold; mso-bidi-font-style:italic"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;[16set09]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2115555314407398002-7907992047661096222?l=perovaas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perovaas.blogspot.com/feeds/7907992047661096222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/06/dominacao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/7907992047661096222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2115555314407398002/posts/default/7907992047661096222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perovaas.blogspot.com/2010/06/dominacao.html' title='Dominação'/><author><name>Pau de Sebo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02184823431845398590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_0riV9O1bRp8/TBKH_hFFbgI/AAAAAAAAAAU/xMqUF10Y1VI/S220/Imagem+042.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2115555314407398002.post-2105950724264793573</id><published>2010-06-04T12:26:00.000-03:00</published><updated>2010-06-04T12:27:27.428-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>A Insustentável Leveza do Ser - Episódio Seguinte</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Conheci Marta quando ainda cursávamos o secundário. A irmã de alguém da turma levou-a para ver um showzinho nosso no Teresiano e, no momento em que fomos apresentados, tornamo-nos amigos imediatos: um de nós disse uma bobagem qualquer e o outro embarcou e rimos os dois.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Dali passamos a caçar juntos. Íamos a festas ou badalos como um par e depois nos separávamos. Quando podíamos, trocávamos idéias sobre nossas conquistas. Muitas vezes ajudamos um ao outro com estratégias e táticas. Íamos à praia e também passávamos as tardes bundeando nas férias, conversando sobre tudo, trocando textos e discutindo sobre música, cinema, o que pintasse. Muitas vezes me perguntei por que não nunca ficamos juntos. E a resposta era simples: de alguma forma, muito madura, sentíramos que estaríamos muito mais completos como amigos do que como namorados. Marta pensava da mesma maneira, disse-me um dia. E por esse caminho prosseguíamos bem felizes um com o outro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Uma vez somente cedemos ao natural impulso de nos pegarmos. Estávamos acampando com a turma em Friburgo, no Inverno. O frio de rachar nos obrigara a ficarmos colados na mesma tenda. E foi tudo muito simples: ficamos excitados e cedemos; trepamos silenciosamente para não despertar a curiosidade dos demais; gozamos mordendo o ombro um do outro. No dia seguinte um olhar trocado bastou para confirmar que havia sido muito bom; mas que seria só dessa vez. De fato, a intimidade daquela noite serviu para que nos grudássemos ainda mais, e expuséssemos nossas verdades sem medo de cobranças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Logo depois, quando entramos para a Faculdade de Arquitetura, Marta conheceu meu amigo Evandro e casaram-se. E quando Julia nasceu, fui convidado para ser o padrinho – convite ao qual aceitei com alegria, prometendo zelar por minha afilhada como seu segundo pai. Logo depois nasceu minha filha, Maria Eduarda, e trocamos a posição de compadres.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Foi com surpresa que recebi o telefonema de Marta, cobrando-me pelo fato de ter ficado com Joana, amiga de Julia. O diálogo telefônico, espantoso, foi mais ou menos esse:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;- Alô?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;- Perov? É você?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;; color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Claro que sim [ri]. Quem mais você queria? Comotutá, Tarma?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;- Olha, Perov, não to bem não...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;- ...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;- Soube que você saiu do aniversário da Julia com a Joana, amiga dela. E que ficaram...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;- ...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;- É o seguinte: você não acha isso meio incestuoso não?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;- Olha, Marta, pra te dizer a verdade, não acho nada. Somos todos maiores de idade, não é mesmo? Que cobrança esquisita...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;- Dezoito anos, Perov, a idade da sua afilhada, a idade da sua filha...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;- Olha, Marta, não sei o que dizer... acho que você está tão fora do ponto... sei lá. De qualquer maneira, já acabou, ta bom assim?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Fax&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;- Desculpe, Perov, mas isso vai além da imaginação!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justi
